Mundo
04/11/2009 - 22h46

Após negar risco de golpe, presidente do Paraguai destitui comandantes militares

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da Folha Online

O presidente do Paraguai, o ex-bispo Fernando Lugo, destituiu nesta quarta-feira os comandantes do Exército, da Marinha e da Força Aérea, um dia depois de desmentir rumores de que havia o risco de um golpe militar no país.

Lugo substituiu o chefe do Exército, general Oscar Velázquez, pelo general Bartolomé Pineda, o contra-almirante Claudelino Recalde pelo contra-almirante Egberto Orué, na Marinha, e nomeou para liderar a Força Aérea o general Hugo Aranda, no lugar do general Darío Dávalos.

O porta-voz militar coronel José Manuel Cáceres, informou as alterações em um comunicado, afirmando que os novos comandantes tomarão posse nesta quinta-feira, na presença do Comandante das Forças Armadas, o contra-almirante Cíbar Benítez Cáceres, que foi mantido no cargo.

A mudança, a segunda neste ano e a quarta desde que Lugo assumiu a Presidência, em 15 de agosto de 2008, foi anunciadas depois de uma reunião do presidente com altos comandantes militares nesta quarta-feira.

Lugo, cuja ascensão ao poder liderando uma ampla aliança ideológica rompeu a hegemonia do Partido Colorado após 61 anos, negou nesta terça-feira qualquer de quebra do processo democrático, garantindo que as Forças Armadas do país "não se prestaram a nenhum golpe", embora tenha dito que havia "bolsões golpistas" entre os militares, que manteriam reuniões com políticos da oposição.

"Posso lhes assegurar, como comandante-em-chefe das Forças Armadas da Nação, que institucionalmente não há perigo de golpe, pelo menos, promovido pelos militares", disse ele em uma entrevista coletiva.

A declaração foi uma resposta aos rumores de um aquartelamento de militares e policiais que se espalharam pelo fim de semana em meio a relatos de ameaças de bomba em centros noturno de Assunção.

Lugo disse que esses rumores eram relacionados com a transferência de oito tanques de fabricação brasileira foram consertados em uma localidade do Estado brasileiro de Mato Grosso do Sul, na fronteira com o Paraguai.

Com France Presse e Efe

 

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