Mundo
05/11/2009 - 19h55

Indígenas não serão esquecidos, diz Obama a líderes

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MATT SPETALNICK
da Reuters, em Washington

O presidente Barack Obama prometeu nesta quinta-feira a líderes indígenas americanos que irá acabar com o descaso e as promessas não cumpridas do governo em relação às tribos, e afirmou: "vocês não serão esquecidos".

Obama, que contou com grande apoio indígena na eleição presidencial ano passado, cumpriu uma promessa de campanha ao levar para Washington centenas de representantes de tribos indígenas reconhecidas, que apresentaram as reivindicações a altos funcionários do governo.

Ron Sachs/Efe
Barack Obama assina memorando pedindo planos detalhados para melhorar as relações entre o governo e as comunidades indígenas
Barack Obama assina memorando pedindo planos detalhados para melhorar as relações entre o governo e as comunidades indígenas

Reconhecendo a relação historicamente difícil com os índios, Obama prometeu trabalhar com líderes tribais para enfrentar problemas de saúde, criminalidade, educação e meio ambiente. "Poucos grupos foram mais marginalizados e ignorados por Washington, e por tanto tempo, quanto os indígenas, os primeiros americanos", disse Obama. "Estou totalmente comprometido em forjar com vocês um futuro novo e melhor".

"Vocês não serão esquecidos enquanto eu estiver nesta Casa Branca", disse ele a uma multidão de mais de 500 pessoas reunida no Departamento do Interior.

A maioria das pessoas trajava roupas de trabalho convencionais; alguns usavam ornamentos tradicionais na cabeça, coletes bordados e penas nos cabelos.

Um líder tribal do Estado americano de Wisconsin deu a Obama o nome indígena de "Aquele que Cuida dos Outros", e um homem que usava enfeites de guerra na cabeça disse para o presidente que queria dar o enfeite a ele.

Em uma sessão de perguntas e respostas, várias pessoas agradeceram a Obama por tentar restaurar a confiança das tribos, mas pediram que ele fizesse mais. Obama falou de sua própria trajetória, observando que nasceu de mãe adolescente e que foi abandonado pelo pai quando tinha 2 anos. "Entendo o que significa ser um outsider", disse.

Observando que o desemprego em algumas reservas indígenas chegava a 80% e que um quarto dos indígenas americanos vive na pobreza, Obama assinou diante da plateia um memorando presidencial instruindo membros do gabinete a apresentarem, no prazo de 90 dias, propostas para melhorar as relações com as tribos indígenas.

Ele disse que o documento vai reativar uma ordem da época de Bill Clinton que foi ignorada pela administração de George W. Bush (2001-2009).

Comentários dos leitores
O Pacificador (220) 27/11/2009 23h53
O Pacificador (220) 27/11/2009 23h53
E lula responde á Carta do Obama...
Deve ter começado mais ou menos assim:
"Pô Obama, você não disse que eu era "o cara"? Então, eu acreditei, achei que era pra valer..."
A cumparenhada finalmente começa a acordar para a realidade, para o que eles são na verdade, ou seja nada, um zerão redondão á esquerda (que por coincidência, é o lado favorito deles...).
Lula agora, o ator enganador, se tornou o personagem principal daquele filme:
"O Rato que Ruge..."
Responder para Obama? Ele?
Só se for...
Sim senhor!
sem opinião
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Carlos Gonçalves (406) 27/11/2009 17h47
Carlos Gonçalves (406) 27/11/2009 17h47
Até quando os americanos podem matar e não serem responsáveis pelos crimes que cometem contra civilizações iraquiana, afegãs, entre outras.? 3 opiniões
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Natália Barcelo (1) 26/11/2009 11h12
Natália Barcelo (1) 26/11/2009 11h12
Os EUA influencia, ainda que sutilmente, decisões internacionais. Lula, no meu ponto de vista, fez certo em receber Ahmadinejad a fim de estabelecer, além de esclarecer sua posição em relação ao enriquecimento de urânio do Irã. Afirmando que apoia desde que seja para fins pacíficos, em outras palavras; desde que voces nao façam uma bomba atómica. O que prova ser contraditório, pois uma região como o Irã com tantos conflitos e uma notável instabilidade, pode intencionalmente criar armas nucleares a fim de se "precaverem". Lula reafirmou sua posiçao de nem lá nem cá. Concorda com o Irã, mas sem entrar em divergencia com os EUA. sem opinião
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