Governo interino de Honduras acusa Zelaya de descumprir acordo
da Folha Online
Enquanto o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, afirma que o acordo pelo fim da crise política no país assinado há uma semana está "morto"; o governo interino o acusa de ter descumprido os termos da negociação. O episódio indica que a crise hondurenha não deverá acabar tão cedo, o que poderá inviabilizar a legitimação dos resultados da eleição presidencial marcada para 29 de novembro que vem.
| Edgard Garrido /Reuters |
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| Manuel Zelaya negocia retorno ao poder da embaixada do Brasil na capital Tegucigalpa |
Nesta sexta-feira, Zelaya disse, em entrevista à simpatizante Radio Globo, que considera o acordo "morto" porque o presidente interino Roberto Micheletti anunciou a formação de um governo de unidade que não só não possui integrante da antiga equipe de Zelaya como não prevê a presença do próprio. O gabinete de Micheletti foi anunciado às 3h50.
Ontem, todo o gabinete de Micheletti apresentou sua renúncia para participar do governo de unidade estabelecido pelo acordo. Para a equipe interina, a proposta de governo de unidade não inclui nenhum partidário de Zelaya porque ele não enviou sugestões de nomes.
"Sei que se o senhor presidente [Micheletti] receber ainda nesta manhã nota com propostas das pessoas que, pelo juízo do senhor Zelaya, podem integrar o gabinete de reconciliação e de unidade nacional, estará disposto a integrá-los", afirmou o ministro da Presidência interina, Rafael Pineda, em entrevista ao Canal 5.
O presidente deposto insiste em encabeçar o governo de unidade para colocar pressão sobre o Congresso do país, a quem cabe decidir se aceita a sua restituição ao cargo. Nesta semana após o acordo, o Legislativo sequer convocou uma sessão do plenário para debater o caso.
"Decidimos não continuar com este teatro do senhor Micheletti", afirmou Zelaya, para quem as negociações sem sua restituição são uma maneira de ganhar tempo até as próximas eleições. "A comunidade internacional terá de ver quais são as medidas a serem tomadas."
O Acuerdo Tegucigalpa/San José Diálogo de Guaymuras visava a formação de um governo de união e reconciliação nacional no mais tardar no fim de quinta-feira e deixava nas mãos do Congresso Nacional a restituição de Zelaya à Presidência, de onde foi expulso em 28 de junho por um golpe de Estado. Segundo o acordo, a decisão do Congresso sobre Zelaya não possui um prazo fixado.
Segundo o ex-presidente chileno, Ricardo Lagos, também um dos integrantes da Comissão de Verificação, Micheletti se ofereceu para renunciar ao cargo uma vez instalado o governo de unidade. "É um passo importante e, na conversa que tivemos com ele, ele ofereceu a sua renúncia", disse. "Depois, o governo de unidade nacional tem de trabalhar intensamente para tornar possível a outra parte do acordo, que é o pronunciamento do Parlamento [...] para restituir o presidente Manuel Zelaya", acrescentou Lagos.
Em meio a tantas incertezas, a Venezuela e outros aliados de Zelaya, como Brasil, Equador, Bolívia e Nicarágua, começaram a pressionar a Organização de Estados Americanos (OEA) para que não sejam reconhecidas as eleições caso o presidente deposto não seja restituído antes. No entanto, os Estados Unidos afirmaram que reconhecerão o resultado das eleições em Honduras, mesmo sem a restituição.
"A secretária [de Estado americana] Clinton e o subsecretário [para América Latina] Thomas Shannon me garantiram que os EUA irão reconhecer o resultado das eleições hondurenhas, com ou sem Manuel Zelaya", disse o senador republicano Jim DeMint.
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"Los ciudadanos abajo firmantes, de Argentina y otros países del mundo, propiciamos la candidatura del estadista cubano Fidel Castro para Premio Nobel de la Paz 2010, recogiendo proposiciones de movimientos sociales, culturales, universitarios, de derechos humanos, sociales y políticos.
Los logros de Cuba en salud y educación, con metas tan elevadas como la drástica disminución de la mortalidad infantil hasta menos del 6 por mil de nacidos vivos, así como la matrícula escolar que abarca a prácticamente el cien por ciento de la población, etc, así lo ameritan."
PS:90 % dos signatários são argentinos.nada mais a acrescentar.
a não ser:ahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahaha!!!!!
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Puxa que vergonha!!
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