Obama vai a funeral de vítimas de atirador em base militar, diz Casa Branca
da Folha Online
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai comparecer ao funeral das vítimas do tiroteio desta quinta-feira na base militar de Fort Hood, no Texas, informou a Casa Branca. Treze pessoas morreram e trinta ficaram feridas quando o psiquiatra militar Nidal Malik Hasan, de origem palestina, abriu fogo contra outros militares.
Anda não foi definida uma data para o funeral, mas será determinado de acordo com o que for melhor para as famílias e não para o presidente, disse o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs.
Segundo Gibbs, Obama vai organizar sua agenda para a próxima semana de acordo com a cerimônia.
O presidente americano tem uma viagem marcada para a Ásia na quarta-feira (11), para um tour de oito dias ao Japão, Cingapura, China e Coreia do Sul, e Gibbs não descartou a possibilidade de a viagem ser adiada devido ao funeral.
Obama ordenou nesta quinta-feira que as bandeiras em prédios públicos fossem hasteadas a meio mastro até o próximo dia 11, em homenagem às vítimas do atirador.
Em uma breve declaração nos jardins da Casa Branca, Obama pediu para que os cidadãos não tirassem conclusões precipitadas em relação ao ataque.
O presidente disse que os agentes estão investigando as causas do ataque e prometeu revelar as descobertas assim que sue governo for informado.
O presidente já havia feito uma declaração nesta quinta-feira, no qual chamou o ataque de uma "explosão terrível de violência".
O ataque começou às 13h30 desta quinta-feira (17h30 no horário de Brasília) no Centro Soldier Readiness, onde os soldados que estão prestes a serem enviados para o campo de batalha ou que estão voltando da guerra passam por exames médicos. Perto de lá, alguns soldados lideravam uma cerimônia de graduação em um teatro com cerca de 600 pessoas, entre tropas e familiares.
Segundo relatos não confirmados de soldados presentes na base, Hassan gritou a expressão árabe "Allahu Akbar", que significa "Deus é grande", antes de abrir fogo contra os colegas.
Segundo as agências de notícias, Hassan começou a atirar com duas armas --uma delas semiautomática. Os soldados que estavam no local reagiram e atiraram de volta, atingindo Hassan. Há suspeita de algumas das vítimas foram atingidas por fogo amigo em meio ao tiroteio.
Segundo Bob Cone, porta-voz da base, não há indicação de que as armas eram do Exército ou de que este foi um ataque com motivações terroristas. Ele afirmou ainda que o FBI (polícia federal americana) e os especialistas forenses do Exército estão investigando o crime.
Hassan, 39, tratava soldados feridos em guerra ou que se preparavam para ir ao fronte de batalha. Muçulmano nascido nos Estados Unidos e filho de imigrantes palestinos, ele cresceu na Virgínia. Serviu como psiquiatra no Centro Médico Militar Walter Reed em Washington, capital, que trata principalmente militares feridos gravemente.
Um primo de Hassan, Nader, afirmou à rede Fox News que ele se opunha às guerras no Iraque e no Afeganistão e estava preocupado com a notícia de que seria enviado em breve para o fronte de batalha. "Nós sabemos há cinco anos que este era provavelmente seu pior pesadelo", afirmou, em referência à sua transferência para o fronte de batalha.
Segundo Nader, o primo foi transferido para a base de Fort Hood há meses e estava muito relutante com a notícia de que seria transferido.
Já a senadora Kay Bailey Hutchison afirmou que os generais de Fort Hood lhe disseram que Hassan seria enviado ao Afeganistão. Segundo o coronel aposentado Terry Lee, que disse ter trabalhado com Hassan, ele aguardava que o presidente Barack Obama anunciasse a retirada das tropas e frequentemente brigava com os colegas de base que apoiavam as guerras.
Segundo Bob Cone, porta-voz da base, Hassan atuou sozinho e está hospitalizado em estado estável. A informação contraria a versão inicial do Pentágono de que três militares estavam envolvidos no tiroteio. Os outros dois soldados detidos como suspeitos de envolvimento foram interrogados e liberados.
Com France Presse
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Acho que um conflito mundial é o mais provável de acontecer, infelizmente... O melhor seria nos prepararmos para o pior.
A maioria das grandes potências são "grandes" somente no armamento e pequenas na humanidade. Não sei como realmente, separado das emoções, você observa o andamento das ações e medidas, financiadas por essas "potências". E olha que tem mais na panela... É por isso que outros países cansados da exploração e da ameaça, estão se preparando para enfrentarem inimigos. Inimigos das coisas boas que a vida pode trazer, inimigos das amizades, das trocas de cultura e ciência, da BOA VONTADE. Inimigos travestidos de "salvadores", que por dentro tem por único objetivo a destruição. Seres que por um capricho da natureza, odeia a NATUREZA e as pessoas que não são iguais a eles. Essa é a única explicação que cabe para esses Srs. das Guerras, que por trás de uma mesa, comandam covardemente pessoas para a morte.
"Vejam que uniforme lindo fizemos prá vocês... O senhor das guerras não gosta de crianças..." (Música de um autor brasileiro.)
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