Mundo
07/11/2009 - 10h40

Comissões de Zelaya e Micheletti retomam negociação após impasse

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da Reuters, em Tegucigalpa (Honduras)
da Folha Online

Em um raro avanço no diálogo por uma saída à crise política em Honduras, os representantes do presidente deposto Manuel Zelaya e do governo interino se reunirão neste sábado para debater como ressuscitar o Acordo de San José, assinado sob a tutela de Washington na semana passada, e que foi decretado "morto" por Zelaya nesta sexta-feira.

"É possível que encontremos o caminho, há um pré-acordo, mas não quero dar mais detalhes", disse Jorge Reina, negociador de Zelaya.

Na semana passada, após meses de negociações com o apoio da comunidade internacional e diante da pressão da missão diplomática dos Estados Unidos, as comissões assinaram a versão do Acordo de San José, texto elaborado pelo presidente da Costa Rica e mediador da crise, Oscar Arias, que inclui a formação de um governo de unidade nacional. O documento estabelece ainda que cabe ao Congresso decidir se Zelaya deveria retomar a Presidência.

Nesta sexta-feira, contudo, Zelaya afirmou que o acordo fracassou depois que o presidente interino Roberto Micheletti anunciou um governo de coalizão apenas com seus próprios ministros.

Para a equipe interina, a proposta de governo de unidade não inclui nenhum partidário de Zelaya porque ele não enviou sugestões de nomes no prazo estabelecido.

A ruptura fez com que a OEA (Organização de Estados Americanos), que tem em Honduras uma missão que vigia o cumprimento do acordo, pedisse às partes que continuassem trabalhando em uma solução, enquanto Washington disse estar decepcionado.

Na sexta-feira, Washington emitiu um alerta de viagem a Honduras que avisa a seus cidadãos sobre a incerteza política e de segurança, e pede que evitem viagens que não sejam necessárias ao país. A advertência vigora até 20 de dezembro.

Em meio a tantas incertezas, a Venezuela e outros aliados de Zelaya, como Brasil, Equador, Bolívia e Nicarágua, começaram a pressionar a OEA para que não sejam reconhecidas as eleições caso o presidente deposto não seja restituído antes. No entanto, os Estados Unidos afirmaram que reconhecerão o resultado das eleições em Honduras, mesmo sem a restituição.

Comentários dos leitores
Gedeão Barros (93) 25/11/2009 12h12
Gedeão Barros (93) 25/11/2009 12h12
Sr. OLIVER OAK (vulgo "Hugo Chavez), concluindo o meu post anterior, como eu estava dizendo, a palavra hebraica "goy" deve ser traduzida como estrangeiro. Isso não é discriminação, apesar do sr. ter-se arremessado contra ela no fórum que fala da popularidade do OBAMA. Por aí se observa a sua fixação psicótica.
Já para a maçonaria, por exemplo, quem não é maçon, é chamado de profano. Esta sim, é uma palavra de sentido pejorativo. Mas, nem por isso, os maçons desenvolveram ódio aos profanos. Pelo menos é o que se nota aparentemente.
Terei tempo e paciência para rebater todas as asneiras de que os judeus se "esacondem" atrás da religião. O sr. não entende nada da religião dos judeus e fica dando palpite. Aliás, quem cita os autores traidores do povo judeu NOAM CHOMSKI e NORMAN FILKENSTEIN, suspeitos de portarem o Transtorno Bipolar do Humor, antigamente denominado de psicose maníaco-depressiva, demonstra o nível de intelectualidade assumiu. Agora, o auge foi citar, como se fosse um grupo normal, o NETUREI KARTA. Nessa eu vou nadar de braçada. Até logo, Sr. Oliver.
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Gedeão Barros (93) 25/11/2009 12h00
Gedeão Barros (93) 25/11/2009 12h00
Não é que achei você, Oliver Oak, vulgo "HUGO CHAVEZ". Que feiúra, Sr. Oliver. Até no fórum sobre OBAMA o Sr. descamba o assunto para demonstrar o seu ódio contra os judeus? Em todos os assuntos, o Sr. dá um jeito de enfiar Israel no meio? É obsessão doentia. Os seus comentários são realmente muito claros e definidos: demonstram que o Sr. é anti-semita e age tal e qual os neo-nazistas, embora ache esses termos "velhas balelas". Ora, quem é radicalmente contra SIONISMO é anti-semita. Alguma dúvida?
O sr. critica a palavra hebraica "goy" (plural goyim). Em momento algum ela é utilizada em sentido pejorativo, como constou erradamente na wikipédia. Goy significa povo. Com o passar dos tempos, dentro do exílio, os judeus fizeram uso da palavra para identificar um não-judeu. Porém pelo mesmo sentido da palavra, todo judeu fora da Terra de Israel é goy também. A própria Torá friza por diversas vezes: "Fostes estrangeiro no Egito". É importante notar que a idéia do respeito pelos outros, e os valores de uma sociedade pluralista, formam uma parte antiga e integrante do Judaísmo e da tradição judaica. Os rabinos ensinaram que todos os homens são iguais aos olhos de Deus - se eles cumprem a vontade de Deus. O Talmud diz: "Seja judeu ou gentio, homem ou mulher, rico ou pobre - é de acordo com as ações do homem que a Presença Divina paira sobre ele." Portanto, para ficar bem claro, é como se nós, brasileiros, nos referíssemos a qualquer cidadão de outro país com a palavra "estrangeiro".
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Gedeão Barros (93) 25/11/2009 11h49
Gedeão Barros (93) 25/11/2009 11h49
Sr. Moderador, estou tentando passar aqui, um pronunciamento do presidente da Costa Rica, Sr. OSCAR ARIAS. Poucas vezes li um pronunciamento de presidente de um país das Américas tão realista quanto este. Até que enfim um dirigente com a mente aberta e com visão de futuro. Ele é discriminado pelo nosso "grande" Lula, Evo Cocaleiro, Hugo Chapolin e Correa ... arghhhhh.
Seria muito bom que os leitores de visão ampla lessem e refletissem sobre o texto. E seria uma oportunidade de crescimento para aqueles de visão bitolada, se bem que os fanáticos não lêem matérias que julgam contrárias à sua paixão. As palavras do Presidente Oscar Arias foram proferidas na Cúpula das Américas em Trinidad e Tobago, 18 de abril de 2009. Acho que a maioria não teve conhecimento, pois, a tão criticada mídia da "zelite" não é tão "zelite" assim, por não ter dado a justa repercussão.
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