Mundo
07/11/2009 - 13h25

Líderes de Madagascar assinam acordo que pode encerrar dez meses de crise

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da Folha Online

Os quatro principais líderes de Madagascar assinaram neste sábado, em Adis Abeba, um acordo de partilha do poder durante a transição política no país que culminará nas eleições no final de 2010.

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O acordo pode encerrar a crise política que atinge o país desde 17 de março, quando, apoiado pelo Exército, Andry Rajoelina, então prefeito de Antananarivo, realizou um golpe de Estado e derrubou o presidente eleito Marc Ravalomanana, assumindo o poder. A crise desencadeou violentos confrontos que deixaram centenas de mortos.

O acordo estabelece que Rajoelina permanecerá presidente, junto a dois novos copresidentes depois que Ravalomanana recusou qualquer acordo de poder integral ao rival.

"Haverá dois copresidentes assim como o presidente. Foi aceito e decidido pelos líderes dos quatro movimentos e pelo presidente de transição também", disse Rajoelina a repórteres, pouco antes da meia-noite na capital da Etiópia, Addis Ababa.

Ele não disse, contudo, como será feita a divisão dos poderes no conselho presidencial.

Horas depois, ele, Ravalomanana, e os ex-presidentes Didier Ratsiraka e Albert Zafy assinaram o acordo, concluindo a negociação. Nos próximos dias, eles devem discutir quem assumirá quais ministérios de Madagascar.

O acordo permite ainda a Rajoelina, de 35 anos, tornar-se o mais jovem líder africano. Ele fez ampla campanha para tentar obter apoio da comunidade internacional a seu golpe depois que várias nações regionais bloquearam as relações bilaterais e doadores suspenderam ajuda.

Ravalomanana, que está exilado na África do Sul e tornou-se cada vez mais isolado na política de Madagascar, deve escolher um aliado próximo para participar do governo.

 

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