Mundo
07/11/2009 - 18h42

Representantes de Micheletti e de Zelaya cancelam reunião marcada para hoje

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da Agência Brasil, em Tegucigalpa (Honduras)
da Folha Online

Os representantes dos governos interino e deposto de Honduras --Arturo Corrales e Jorge Reina, respectivamente-- não compareceram à reunião que estava marcada para hoje (7), ao meio-dia (16h em Brasília) para continuar as conversas na tentativa de pôr fim ao impasse político que já dura mais de quatro meses.

Até o momento, a informação que se tem é de que a reunião foi cancelada, o que indica que as negociações não avançaram.

Para as 16h (20h em Brasília) está previsto um encontro entre o representante de Zelaya, Jorge Reina, e o presidente deposto na Embaixada do Brasil em Honduras.

Manuel Zelaya está abrigado na Embaixada brasileira há 48 dias. A falta de perspectiva para se chegar a uma solução para a crise fez com que um grupo de seis apoiadores de Zelaya pedisse para deixar a embaixada, onde hoje estão abrigadas 30 pessoas, entre assessores e aliados do presidente deposto.

Sem diálogo

Horas antes de acertarem a retomada das negociações, na noite de ontem, Zelaya havia dito que não desejava dialogar com o regime interino de Micheletti, a quem chamou de intransigente e acusou de ter "zombado da comunidade internacional".

Zelaya afirmou ainda que continua sendo o presidente de Honduras e que não vai renunciar a esse direito. "Não vou renunciar a esse mandato do povo hondurenho porque seria trair o princípio básico que a Presidência segue em vigência antes e depois das eleições [de 29 de novembro] e até 27 de janeiro."

Na semana passada, as comissões assinaram a versão do Acordo de San José, texto elaborado pelo presidente da Costa Rica e mediador da crise, Oscar Arias, que inclui a formação de um governo de unidade nacional. O documento estabelece ainda que cabe ao Congresso decidir se Zelaya deveria retomar a Presidência.

Na sexta-feira, contudo, Zelaya afirmou que o acordo fracassou depois que o presidente interino Roberto Micheletti anunciou um governo de coalizão apenas com seus próprios ministros. Para a equipe interina, a proposta de governo de unidade não inclui nenhum partidário de Zelaya porque ele não enviou sugestões de nomes no prazo estabelecido.

Mas Micheletti recuou de sua decisão ontem, o que reabriu as negociações. O governo interino indicou em comunicado que "dando novamente espaço de reflexão ao senhor Zelaya, o presidente Micheletti ratificou na sexta-feira sua disponibilidade em reconhecer que é importante uma espera durante este fim de semana para conseguir concretizar o governo de Unidade e Reconciliação".

p(tagline), Com agências internacionais.

Comentários dos leitores
Santos Júnior (307) 27/11/2009 00h28
Santos Júnior (307) 27/11/2009 00h28
De um lado o Foro de São Paulo que esbraveja e ameaça não reconhecer as eleições em Honduras porque sofreu uma baixa com a queda do Zé-laya;do outro lado o país mais rico do mundo que reintera reconhecer o resultado destas eleições.Então eu pergunto o que será dos hondurenhos se o foro não reconhecer o pleito rsrs?Já se torna bem óbvio que os hipócritas nada querem com o este povo nem com povo algum, o fato é que com a perda de terreno que vem desde a rasteira no leste europeu, sentem que o ossinho suculento pode não estar tão suculento assim, esta retomada pode custar bem caro, principalmente com a presença MUITO BEM VINDA dos americanos.É neste sentido que as FARCS patrocinam campanhas do PT aqui no Brasil, a Venezuela patrocina os Kirchners lá na Argentina,enfim, o desespero tomou conta dos farsantes rsrs.O cinismo é misterioso, não é de fácil compreensão.Falam em golpe, em ditadura; ditadura em Honduras não pode,ditadura no Brasil também não, mas em Cuba pode rsrs, no Zimbábue ou na Líbia também pode rsrs, no Irã e suas eleições fraudulentas e suas perseguições a opositores, claro também pode rsrs.Lavagem cerebral na Venezuela também pode, mas só lá rsrs.Honduras é o maior exemplo "vivo" de que nem todos compactuam com a patifaria que segue "silenciosa" e que aos poucos vai avançando, mas é preciso ficarem atentos porque tem gente bem próximo de olho rs! sem opinião
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As eleições em honduras vão se realizar e não adianta Lula e amorin, chiar. Quase rimou, mas o que não rima é os dois dizerem que o Brasil não vai reconhecer a validade das eleições. Ah, Ah, Ah, tem que rir, porque essa é uma dupla parada dura, que me desculpe o Cleone, da original "Parada Dura", muito boa, por sinal. Com tantos problemas para ser resolvidos no Brasil, do apagão às enchentes, a dengue, a criminalidade, a "buraculosidade" das estradas, etc, etc, vem esses dois puxar ponta contra as eleições em Honduras. Tenham paciência, "largamão" de serem chatos de galocha. Reconhecerem ou não, não vai mudar nada em Honduras, muito pelo contrário, vai mudar sim, o Zelaya da embaixada. Êta gente ignorante, siô! sem opinião
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Santos Júnior (307) 26/11/2009 23h57
Santos Júnior (307) 26/11/2009 23h57
o que é preciso para Honduras ter sua soberania de volta é que a maior potência do mundo e seus aliados reconheçam as eleições próximas daquele país.O resto é conversa de mané derrotado!! sem opinião
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