Mundo
07/11/2009 - 22h20

Histórias de heroísmo na tragédia de Fort Hood começam a aparecer

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da Efe, em Washington

A maioria dos 30 feridos no tiroteio na base de Fort Hood na última quinta-feira, no Texas, segue hospitalizada, mas o número de vítimas teria sido maior se não fosse pelo heroísmo de alguns personagens, cujas histórias começam a aparecer agora.

Malike Nadal Hassan, 39, identificado como o autor do massacre, está internado em um hospital de San Antonio em situação crítica, mas estável, e segue inconsciente. Enquanto isso, os corpos dos 12 soldados e de um civil mortos chegaram sexta-feira à noite ao aeroporto militar de Dover, em Delaware, base em que partem também os corpos dos mortos no Afeganistão e no Iraque.

Hassan disparou mais de 100 tiros com duas pistolas, uma delas semiautomática, e foi capaz de assassinar e ferir dezenas de pessoas em apenas cinco minutos porque o prédio onde ocorreu o incidente estava abarrotado de soldados que faziam exames e preenchiam formulários médicos, informou o Exército.

Reuters
Entrada da base militar de Fort Hood, no Texas (EUA), onde 13 pessoas morreram durante tiroteio na última quinta-feira
Entrada da base militar de Fort Hood, no Texas (EUA), onde 13 pessoas morreram durante tiroteio na última quinta-feira

Em meio à dor, os americanos encontram alívio nos relatos do heroísmo demonstrado por pessoas durante o massacre, o pior em uma base militar nos Estados Unidos.

"Inclusive quando pôs em evidência o pior da natureza humana, vimos também o melhor dos Estados Unidos", disse hoje o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. "Vimos soldados e civis correndo para ajudar os companheiros feridos, rasgando suas roupas perfuradas à bala para tratar dos ferimentos, usando blusas como torniquetes, repelindo o atirador apesar deles mesmos estarem feridos."

Um desses heróis foi o soldado Marquest Smith, 21, que estava sentado em um cubículo quando escutou os tiros, segundo relatou à imprensa americana. Smith correu em direção à porta lateral do prédio, empurrando outros dois militares para fora. Voltou a entrar e tirou dois soldados feridos. Em seguida retornou ao prédio e dessa vez deparou-se com o agressor.

"Só vi suas costas e comecei a correr. Então ouvi e senti as balas passando próximo da minha cabeça a em ambos os lados e batendo na parede", contou. Seu amigo Jeffrey Pearsall, outro soldado de 21 anos, colocou cinco ou seis pessoas em sua caminhonete e levou-as ao hospital. Smith também entrou no veículo, mas depois lembrou que tinha deixado para trás um dos feridos que tinha socorrido.

"Eu diminui a marcha e ele saltou, correu um quilômetro e meio outra vez ao lugar do tiroteio e encontrou o soldado ferido que já estava tentando ir ao hospital em seu próprio automóvel", detalhou Pearsall.

O governador do Texas, Rick Perry, agradeceu neste sábado o heroísmo dos policiais civis Kimberly Munley e Mark Todd, que estavam na região por acaso e seguiram para o local ao ouvir os disparos. "Não se pode dizer quantas vidas salvaram", disse Perry em entrevista coletiva.

Ambos abriram fogo contra Hassan, que carregou contra Munley, segundo as testemunhas. A sargento atingiu Hassan com vários tiros, mas recebeu duas balas em suas pernas, que atravessaram a coxa esquerda e se alojaram na perna direita, além de sofrer um ferimento no pulso direito.

 

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