Mundo
08/11/2009 - 11h35

Democratas cedem na questão do aborto para aprovar reforma da saúde de Obama

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da Folha Online

Os democratas liberais, liderados pela presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, conseguiram aprovar neste sábado a reforma ampla no sistema de saúde do país defendida pelo presidente Barack Obama. Para isso, contudo, a ala teve que ceder e aceitar a proposta de restrições mais rígidas proibindo o uso dos planos de saúde adquiridos com subsídio do governo de cobrir abortos.

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A concessão, destaca o jornal "The New York Times", pareceria impensável para Pelosi, defensora do direito ao aborto. Foi, contudo, feita em nome de uma ala mais moderada --e contrária à prática-- dos democratas que ameaçava barrar a reforma de saúde na Câmara.

Michael Reynolds07nov.09/Efe
Republicano Steve King (dir.) e seu colega Pete Hoekstra estendem uma cópia do projeto de reforma da saúde
Republicano Steve King (dir.) e seu colega Pete Hoekstra estendem uma cópia do projeto de reforma da saúde

Dos males, o menor. A reforma é tida como prioridade do governo Obama e muitos democratas apontam-na como a grande conquista democrata na área social --excelente tema de campanha para as eleições do ano que vem para o Legislativo.

Mesmo com a concessão, 39 democratas moderados se juntaram aos republicanos na reprovação da reforma, que contou com vitória apertada --220 votos a favor e 215 contra.

A restrição ao aborto causou ainda reações firmes na ala liberal do partido, que anunciou esforços para retirar a emenda na votação no Senado.

A disputa sobre o aborto nos EUa não é nova. Nos anos 80, afirma o "NYT", os democratas brigavam internamente. Na década seguinte, com o aumento do apoio público ao direito ao aborto, a ala mais liberal ganhou força.

Prazo

Obama, que tem nesta primeira aprovação da reforma uma vitória, já que é considerada prioridade da agenda nacional, disse estar "absolutamente confiante" de que a reforma será aprovada também pelo Senado.

"O Senado dos Estados Unidos deve seguir e aprovar sua versão do projeto de lei. Confio totalmente que o fará e espero assinar a lei da reforma integral do seguro de saúde para o fim do ano".

O plano aprovado será aplicado em dez anos (2010-2019) e terá um custo de US$ 1,1 trilhão para estender a cobertura médica aos americanos que não têm nenhum tipo de cobertura. Os cidadãos seriam obrigados assim a pagar as mensalidades para seguradoras privadas ou a um plano público, com a ajuda de subsídios, sob pena de multas.

O plano proíbe também as seguradoras privadas se negarem a estender uma nova apólice a pessoas que sofrem de alguma doença, algo que fazem atualmente e que é um desastre para muitos americanos que contraem uma doença grave quando estão sem seguro.

Os EUA são o único país desenvolvido que não tem um sistema amplo de saúde, que cubra todos os seus cidadãos. As estimativas do governo americano indicam que cerca de 36 milhões de pessoas nos EUA não tem nenhum tipo de cobertura de saúde.

Crítica

Os críticos questionam se o plano de saúde subsidiado não acabará com a competição no mercado, levando as empresas privadas à falência. As empresas privadas temem ainda que terão que adotar um plano geral de saúde, em vez de coberturas específicas para cada paciente.

Para os legisladores, outro temor é o efeito colateral da proposta de Obama de aumentar os impostos para os mais ricos --eleitores influentes-- para bancar a reforma. Outra proposta para reduzir o impacto da reforma no orçamento é cortar a verba para os programas federais de saúde já existentes, como o Medicare, para idosos e deficientes. A oposição duvida que seja possível cortar valor significativo da verba do programa sem afetar os serviços.

Comentários dos leitores
hugo chavez (155) 20/11/2009 15h58
hugo chavez (155) 20/11/2009 15h58
Sr. Allan. Meus comentários são muito claros e definidos. Sempre que posso, exponho a doutrina racista sionista que é a expressão da doutrina nazista nos dias atuais, sendo ambas de origem ariana nas suas raízes. Pregar superioridade racial, arrogância e proibir a "mistura" das "raças", além de definir os "não judeus" genericamente como goyins ou goys, são alguns exemplos básicos do racismo sionista. Nunca ataquei os judeus, ao contrário, atacar o sionismo é defender o mundo e os judeus que são usados pelos sionistas para se camuflar e continuar agindo nas sombras, atarvés da eterna vitimização. Quando esta doutrina POLíTICA rasteira é criticada, logo se esconde atrás da RELIGIÃO judaica para evitar o debate. Esta lorota não cola mais. Quanto à israel, considero uma base militar dos eua no Oriente Médio, inventada num lugar onde é a Palestina, às custas de muitas mortes, humilhações e crimes de toda a espécie. Jamais poderia reconhecer israel, pq foi "instalado" à força, onde existia e existe um outro país. Portanto, não me venha com as velhas balelas de "neonazismo" ou "antisemitismo" porque minha posição também é defendida por um grande número de intelectuais judeus como Noam Chomski, Norman Filkenstein, pelo grupo Neturei Karta que tem rabinos nas suas fileiras e TODOS estes tb são radicalmente contra a racista doutrina sionista. Tentar misturar sionismo com judaísmo é FRAUDE e não cola mais faz tempo. Sou a favor dos judeus e do judaísmo e totalmente contra o sionismo. Já israel, se for "criado" em outro lugar que não desaproprie outro país e seu povo e não gere um eterno conflito que se espalha pelo mundo, não teria nada contra. Onde está agora "instalado", sou totalmente contra.Assim, não tente mais imputar a mim, idéias que não são minhas, pq racistas são os sionistas e não eu. sem opinião
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Ricardo Perrone (44) 19/11/2009 09h24
Ricardo Perrone (44) 19/11/2009 09h24
Lamentável essa afirmação: "Obama diz que "ninguém se ofenderia" com morte de responsáveis por 11 de setembro". Como pode alguém desqualificar a vida de outro dessa forma? Independente do erro que uma pessoa possa vir a cometer, nenhum de nós tem o direito de tirar a vida de ninguém, nem mesmo dos mais inescrupolosos assassinos, sejam eles militantes islâmicos ou forças ocidentais militares. É assim que se dizem defensores da Liberdade e da Justiça? Hipócritas! Agora mais do que nunca, tenho a certeza de que o Prêmio Nobel concedido ao presidente desta nação foi um erro político grave. Será que ele concordaria com a afirmação: "Ninguém se ofenderia com a morte dos responsáveis pelo lançamento da bomba atômica, ou talvez do responsáveis pelas Guerras do Vietnã, Iraque e Afeganistão!". Que tal incluirmos nessa afirmação o Massacre de civis na Faixa de Gaza? sem opinião
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hugo chavez (155) 19/11/2009 01h20
hugo chavez (155) 19/11/2009 01h20
Este negócio de popularidade do Obama é conversa fiada. Só inocentes poderiam esperar alguma coisa diferente de um presidente estadounidense. Basta ver como é facil aprovar verbas ilimitadas para fazer GUERRA e toda a sabotagem para aprovar uma emenda que beneficie a Saúde da população, pois, sai muito "caro", segundo os republicanos e os membros do "grupo" que lucram vendendo "saúde privada" a preço de ouro, como no Brasil. E mais, se preocupar com a saúde do povo, FEDE A SOCIALISMO rsrs. Quem manda nos eua é um pequeno "grupo" e isto faz muito tempo. Até alguns ex presidentes do país já reconheceram isto abertamente no passado. Obama é o boi de piranha. É o cara certo na hora certa. Vai servir de bode expiatório em pleno colapso do império. A Rússia já quebrou faz tempo e tudo vai seguindo de acordo com o estabelecido nos Protocolos. Só não contavam com a ascensão da China, do Irã, dos governos pogressistas na América latina. Enfim, o "grupo" jamais imaginou que surgiria uma Resistência tão forte e tão multipolar. Mais do que isto, sua eterna máquina de Propaganda, a "grande midia" está totalmente desacreditada e não consegue mais impor a "verdade" e isto é outro golpe fatal na estrutura do "grupo", a qual não estava prevista naqueles antigos planos de dominação. 9 opiniões
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