Mundo
11/11/2009 - 18h16

Sarkozy recebe premiê de Israel em busca de reativar diálogo com palestinos

Publicidade

da Folha Online

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, recebeu nesta quarta-feira o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, em uma reunião em que ambos concordaram sobre a necessidade de retomar "sem demora" o processo de paz no Oriente Médio, após uma semana em que se aprofundaram as divisões entre palestinos e israelenses.

Christophe Ena/AP
Sarkozy (à esq.) reuniu-se com Netanyahu por quase duas horas no Palácio do Eliseu
Sarkozy (à esq.) reuniu-se com Netanyahu por quase duas horas no Palácio do Eliseu

"Os dois dirigentes evocaram as principais questões internacionais e, especialmente, os meios para relançar sem demora o processo de paz", diz um comunicado divulgado pelo Palácio do Eliseu ao fim do encontro de quase duas horas.

A nota diz que Sarkozy e Netanyahu concordaram sobre a necessidade de fazer todos os esforços possíveis para conseguir esse objetivo e se manter "em estreito contato" nessa questão.

Além do processo de paz palestino-israelense, no encontro foram abordados outros assuntos, como a questão nuclear iraniana e a "excelente relação bilateral" entre França e Israel.

A visita de Netanyahu a Paris acontece um dia depois de Sarkozy falar por telefone com o presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Mahmoud Abbas.

Foi uma conversa em que o presidente francês encorajou Abbas a "continuar sua ação a serviço dos palestinos e da paz", mesmo após o líder palestino anunciar que não se candidataria nas eleições de janeiro próximo.

Segundo o Palácio do Eliseu, Sarkozy garantiu também "o apoio ativo da França" para conseguir "um verdadeiro relançamento do processo de paz", de acordo com as bases fixadas pelas partes e a comunidade internacional.

A viagem de Netanyahu foi ofuscada pela ansiedade sobre o futuro da ANP e os temores de nova violência extremista, depois que Abbas ameaçou renunciar devido ao impasse no esforço de paz.

Funcionários da ANP dizem que as negociações de paz não podem ser retomadas até que Israel se compromete a congelar, e não apenas limitar, as construções nos assentamentos judaicos na Cisjordânia, parte das regiões onde os palestinos planejam constituir seu Estado.

O governo Obama também pediu um congelamento nas construções, mas a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, afirmou durante uma visita ao Oriente Médio na semana passada que a diminuição das construções poderia ser vista como um primeiro passo em direção a uma suspensão negociada das atividades nos assentamentos.

Paris é menos flexível. O chanceler francês, Bernard Kouchner, disse a uma rádio francesa nesta terça-feira que um congelamento dos assentamentos era "absolutamente indispensável" para as negociações de paz, e advertiu que os israelenses parecem ter perdido suas aspirações de paz.

Sarkozy, cada vez mais impaciente com a resistência de Israel a congelar as construções, apertou a mão de Netanyahu em frente aos repórteres e fotógrafos após a reunião, mas os dois se recusaram a falar com a imprensa.

Com Efe, France Presse e Associated Press

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca