Mundo
11/11/2009 - 18h56

Emissário dos EUA deixa Honduras sem avanços e defende eleição

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da Folha Online

O subsecretário adjunto para o Hemisfério Ocidental dos Estados Unidos, Craig Kelly, deixou nesta quarta-feira Honduras sem ter conseguido seu objetivo de aproximar as duas partes em conflito da mesa de diálogo, informou um porta-voz da embaixada de Washington em Tegucigalpa.

Kelly, adjunto do subsecretário de Estado para a América Latina, Thomas Shannon, chegou de surpresa à capital hondurenha nesta terça-feira para se reunir com o presidente interino, Roberto Micheletti, e depois com o deposto Manuel Zelaya.

Seu propósito era aproximar as partes para destravar o Acordo Tegucigalpa/San José assinado em 30 de outubro, sob suprvisão de Shannon, para resolver a crise política no país, que chegou ao ápice em 28 de junho, quando Zelaya foi deposto.

Zelaya reiterou a Kelly que não voltará à mesa de negociação com o governo interino.

"É parte do que conversamos com o senhor Kelly e [Hugo] Llorens [embaixador de Washington em Tegucigalpa], que minha posição é não retornar para a mesa de diálogo", afirmou Zelaya à rádio Globo.

Já a assessora do governo de Micheletti, Vilma Morales, afirmou que expressou ao subsecretário Kelly a disposição de cumprir o acordo. Kelly se reuniu com as autoridades do governo de fato na Casa Presidencial e depois visitou Zelaya na embaixada do Brasil.

Kelly afirmou que é importante continuar com as conversas para solucionar a crise. "Estamos avançando no diálogo, nós pensamos que é muito importante seguir adiante com as conversas", afirmou o diplomata americano.

O enviando americano disse que a saída da crise para o povo hondurenho parte da solução para as eleições de 29 de novembro, que Zelaya e maior parte dos países da OEA (Organização dos Estados Americanos) se recusam a reconhecer, se o presidente deposto não tiver voltado ao cargo.

"Então é importante que os dois lados sigam avançando, estamos aqui para apoiar esse processo e isso se alcança através do Acordo Tegucigalpa-San José. Acho que estamos evoluindo e que é importante que os lados sigam conversando", destacou.

O Acordo Tegucigalpa/San José Diálogo de Guaymuras visa à formação de um governo de união e reconciliação nacional no mais tardar no fim de quinta-feira (5) e deixava nas mãos do Congresso Nacional a restituição de Zelaya à Presidência.

Zelaya anunciou na semana passada que o acordo havia fracassado depois que Micheletti formou o governo de união previsto no texto sem que o Congresso tivesse antes votado a sua restituição, também prevista no acordo. Micheletti manteve-se na Presidência, e Zelaya não indicou nenhum membro para o novo gabinete.

Com Efe e France Presse

 

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