Mundo
12/11/2009 - 01h19

Embaixador dos EUA no Afeganistão está preocupado com o aumento de tropas

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da Folha Online
da Efe

O embaixador dos EUA no Afeganistão, Karl Eikenberry, disse estar preocupado diante da decisão de aumentar as tropas nesse país sem o compromisso do presidente Hamid Karzai de combater os problemas de corrupção e administração que alimentam a insurgência taleban.

A inquietação do representante diplomático foi revelada nesta terça-feira pelo site do jornal "The Washington Post", que indicou que a mesma foi dada a conhecer em duas mensagens que enviou a Washington antes que o presidente Barack Obama se reunisse com sua equipe de segurança nacional, ontem, para considerar a estratégia no Afeganistão.

A reunião de mais alto nível aconteceu a portas fechadas e ainda não se divulgou qualquer detalhe.

Mesmo assim, o chefe do Comando Conjunto Central dos Estados Unidos, o general David Petraeus, disse antes do início do encontro que a decisão se anunciará em breve.

"Estamos nos aproximando de uma decisão neste importante tema", indicou o general, que participou da reunião.

A estratégia sob estudo inclui quatro opções de aumentos de tropas acima das 68 mil atualmente desdobradas nesse país.

Segundo as fontes citadas pelo jornal, Eikenberry mantém reservas sobre a decisão do governo afegão de lutar contra a corrupção, sobretudo nos níveis mais altos da administração liderada por Karzai.

Eikenberry também se manifestou frustrado pela lentidão com que se alocaram os fundos para o desenvolvimento e a reconstrução do Afeganistão, um país arrasado por três décadas de conflitos.

Além disso, o embaixador indicou que lhe preocupa que o aumento de tropas aprofunde a dependência do governo afegão no apoio americano em momentos em que deveriam ser as tropas afegãs as que assumam uma maior responsabilidade no combate.

As dúvidas do embaixador se contrapõem à solicitação do general Stanley McChrystal, comandante das forças internacionais no Afeganistão, que disse que a intervenção militar corre o perigo de terminar em um fracasso se não se somam milhares de tropas no próximo ano.

Segundo o jornal, os comentários de Eikenberry, um ex-comandante das tropas americanas no Afeganistão, poderiam ter peso na decisão sobre o contingente militar nesse país.

Eikenberry, que assumiu o cargo de embaixador este ano após aposentar-se do serviço ativo como general na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), tinha se mantido à margem até agora dos temas militares.

Segundo o jornal americano, o forte tom das mensagens de Eikenberry causou surpresa entre os funcionários do governo de Obama, que são partidários de aumentar o contingente militar.

Comentários dos leitores
Domingos Aparecido (144) 03/12/2009 22h50
Domingos Aparecido (144) 03/12/2009 22h50
INOCÊNCIA DO BARACK.
Muito me admira o Sr. Barack Obama, ter estudado nas melhores universidades e não ter aprendido ainda que essa guerra contra o Islã não se ganha com armas convencionais. Pode gastar 10 trilhões de dólares e morrer milhares de crianças, mulheres e soldados e a carnificina continua. O assunto é "religioso", a rixa começou há 4 mil anos quando Abraão, desobedecendo a Deus, transou com a jovem Agar. Desse relacionamento nasceu Ismael (pai dos Árabes), aí começou a briga (Isaque x Ismael) que dura até hoje. O fim dessa guerra se dará após o Arrebatamento da Igreja do Senhor Jesus Cristo, implantação do governo mundial do Anticristo e o ataque das nações contra Israel no Monte Megido (Armagedom).
Está escrito: Zac 12:11 - Naquele dia será grande o pranto em Jerusalém, como o pranto de Hadade-Rimom no vale de Megido.
Maranata.
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eduardo de souza (507) 03/12/2009 17h10
eduardo de souza (507) 03/12/2009 17h10
Luiz souza, conseguiu descrever o modo de pensamento político do povo brasileiro... E o que é pior, ele não esta errado.
Obama não é nenhum coitado, foi educado(treinado) dentro das escolas e nas regras do eixo dominador.
Russia, seja mais rapido em montar as fabricas de armas na Venezuela. A Água meus caros, é o bem maior do planeta.
Os bichos estão vindo...
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Marcelo Moreto (197) 03/12/2009 15h35
Marcelo Moreto (197) 03/12/2009 15h35
Pois é, que tipo de risco o Afeganistão pode trazer aos Estados Unidos, visto que para nós entrarmos lá existem burocracias imensas? Obama se não tinha percebido, percebeu que a economia norte americana depende das indústrias de armas bem como inovação das mesmas. Dependem e precisasm de cobaias para testa-las também. Afinal, eles não testarão as armas que desenvolvem em seus cidadãos. Armas alavancam a economia norte americana. Por que eles ficam tão incomodados quando determinado país desenvolve novas técnicas nucleares mesmo sem saber o intuito? Por que ele não começam eliminando suas próprias armas? Eis a questão que já temos respostas... sem opinião
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