Mundo
12/11/2009 - 16h45

Sem grandes propostas, Obama faz primeira viagem à Ásia

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MACARENA VIDAL
da Efe, em Washington

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, partiu hoje rumo ao Japão, etapa inicial de sua primeira viagem pela Ásia desde que assumiu o cargo, na qual enfatizará a importância da região para a economia e para a segurança global, mas não deve apresentar propostas concretas.

Obama saiu de Washington às 9h50 (12h50 no horário de Brasília) para uma viagem que o levará também a Cingapura, para participar da cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec, na sigla em inglês), além de China e Coreia do Sul.

Jason Reed/Reuters
O presidente Obama acena ao embarcar no Air Force One rumo à Ásia, onde fará tour por Japão, Cingapura, China e Coreia do Sul
O presidente Obama acena ao embarcar no Air Force One rumo à Ásia, onde fará tour por Japão, Cingapura, China e Coreia do Sul

O americano, que atrasou sua partida em um dia para participar do funeral das vítimas do massacre de Fort Hood, chegará à região rodeado de uma popularidade arrasadora, acima da que conta em seu próprio país.

Consciente desta popularidade, Obama quis aproveitar para se aproximar da sociedade civil durante sua viagem. Em Xangai, terá um encontro com estudantes; percorrerá a cidade de Pequim; e em Tóquio pronunciará um discurso sobre o envolvimento americano na região.

Conforme o diretor para a Ásia do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Jeffrey Bared, a ideia é "aproveitar os dons de comunicação" de Obama para transmitir a mensagem de que a região importa realmente para Washington e de que os laços na luta contra o terror não são limitados, como é considerado em certos círculos asiáticos.

Sem propostas

A dúvida é com quais ações apoiará esta mensagem. O governo japonês já anunciou que se posicionará, mas que não será resolvido durante esta visita o futuro da base militar dos EUA em Okinawa, que o primeiro-ministro Yukio Hatoyama quer que seja transferida. Obama também não tem nenhuma proposta específica para fomentar os intercâmbios a ser apresentada à cúpula da Apec, principal organização em favor do livre-comércio na região Ásia-Pacífico.

Segundo Michael Green, do Centro de Estudos Estratégicos Internacionais (CSIS), "existe o sentimento generalizado de que podemos dar um grande impulso para uma série de acordos transpacífico" de comércio, mas o problema é que a este encontro os "EUA não trazem absolutamente nada para pôr sobre a mesa".

Na China, a Casa Branca informou esperar algum tipo de acordo sobre energia limpa, mas ainda espera para poder assegurar que os dois países, os principais emissores de gases poluentes do mundo, conseguirão impulsionar as negociações frente a cúpula das Nações Unidas sobre o clima, que será realizada em Copenhague em dezembro.

O responsável de economia do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Michael Froman, "não esperamos que em Pequim seja alcançado um acordo sobre mudança climática". "Mas esperamos que os líderes passem tempo abordando como proceder e como colaborar, para alcançar o êxito em Copenhague."

Na Coreia do Sul, última etapa da viagem, também não são esperados grandes progressos sobre a adoção do tratado de livre-comércio pendente entre os dois países, freado por questões como o acesso de automóveis americanos ao mercado sul-coreano.

Ao chegar ao Japão, na sexta-feira à tarde, Obama deve se reunir com o primeiro-ministro Hotoyama, com quem oferecerá uma entrevista coletiva conjunta. O presidente americano abordará com Hatoyama assuntos como a base militar de Okinawa, além da mudança climática e da crise econômica mundial.

O programa nuclear da Coreia do Norte, que já teria um papel destacado nas conversas, terá ainda um maior protagonismo depois do incidente de quarta-feira no Mar Amarelo, no qual uma patrulha naval norte-coreana e uma embarcação da Marinha da Coreia do Sul trocaram disparos.

Obama concordou em enviar o enviado especial para a Coreia do Norte, Stephen Bosworth, a Pyongyang para iniciar um diálogo direto com o regime comunista sobre seu programa nuclear. O presidente americano também abordará com o primeiro-ministro japonês a estratégia para a guerra no Afeganistão, onde o Japão ofereceu colaborar com navios cisterna.

Neste sábado (14), Obama deve fazer um discurso no Suntory Hall, em Tóquio, no qual analisará as relações bilaterais e o envolvimento americano na Ásia, antes de assistir a uma audiência com o imperador Akihito e pegar o voo para Cingapura.

Comentários dos leitores
O Pacificador (220) 27/11/2009 23h53
O Pacificador (220) 27/11/2009 23h53
E lula responde á Carta do Obama...
Deve ter começado mais ou menos assim:
"Pô Obama, você não disse que eu era "o cara"? Então, eu acreditei, achei que era pra valer..."
A cumparenhada finalmente começa a acordar para a realidade, para o que eles são na verdade, ou seja nada, um zerão redondão á esquerda (que por coincidência, é o lado favorito deles...).
Lula agora, o ator enganador, se tornou o personagem principal daquele filme:
"O Rato que Ruge..."
Responder para Obama? Ele?
Só se for...
Sim senhor!
sem opinião
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Carlos Gonçalves (406) 27/11/2009 17h47
Carlos Gonçalves (406) 27/11/2009 17h47
Até quando os americanos podem matar e não serem responsáveis pelos crimes que cometem contra civilizações iraquiana, afegãs, entre outras.? 3 opiniões
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Natália Barcelo (1) 26/11/2009 11h12
Natália Barcelo (1) 26/11/2009 11h12
Os EUA influencia, ainda que sutilmente, decisões internacionais. Lula, no meu ponto de vista, fez certo em receber Ahmadinejad a fim de estabelecer, além de esclarecer sua posição em relação ao enriquecimento de urânio do Irã. Afirmando que apoia desde que seja para fins pacíficos, em outras palavras; desde que voces nao façam uma bomba atómica. O que prova ser contraditório, pois uma região como o Irã com tantos conflitos e uma notável instabilidade, pode intencionalmente criar armas nucleares a fim de se "precaverem". Lula reafirmou sua posiçao de nem lá nem cá. Concorda com o Irã, mas sem entrar em divergencia com os EUA. sem opinião
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