Mundo
12/11/2009 - 17h36

Obamania toma conta da China, principalmente entre jovens

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FRANÇOIS BOUGON
da France Presse, em Pequim

O presidente Barack Obama, comprovará, ao passar por Xangai e Pequim, que, embora a Obamania tenha passado nos Estados Unidos, sua popularidade continua intacta, sobretudo entre os jovens, que o consideram o símbolo do sonho americano.

Nas últimas semanas, antes da primeira visita do presidente americano, de 15 a 18 de novembro, as camisas "Obamao", com Obama vestido como Mao Tse-Tung durante a Revolução Cultural, ficaram entre as mais vendidas.

"A maioria dos chineses gosta de Obama. Eles o consideram simpático, divertido, e é o primeiro presidente negro", explicou à agência de notícias France Presse o criador da camisa, Liu Mingjie, 39, proprietário de uma pequena loja no bairro turístico de Houhai em Pequim. Na página chinesa do Google, a palavra "Obamao" mostra quase 5 milhões de resultados, 1 milhão a mais que "Hu Jintao", o presidente chinês.

Os internautas foram mais longe, inventando a imagem do "camarada Maobama": um presidente americano penteado como o fundador da República Popular. Uma prova da popularidade é que as universidades de Pequim parecem ter disputado a honra de conseguir um discurso do presidente americano.

Assim, o subsecretário americano da Economia, Robert Hormats, recebeu na terça-feira (10), em discurso para uma multidão de estudantes da Universidade de Economia e Relações Internacionais, uma cópia do convite enviado há vários meses a Obama, assinado por inúmeros estudantes.

Para Lu Dongkai, 25, estudante de economia, Obama é o símbolo por excelência dos EUA que fazem sonhar, apesar da crise. "É negro, e trabalhou muito para chegar onde está. É algo que os chineses apreciam. Desde que chegou ao poder, lançou políticas a favor de pessoas sensíveis", afirmou.

A versão chinesa do livro de Obama, "A Audácia da Esperança: Como Restaurar o Sonho Americano", publicado pouco antes de sua eleição, vendeu 140 mil exemplares. E para sua visita de Estado, a editora imprimiu mais 5 mil. Para os analistas, a popularidade pode ser explicada também pelo pragmatismo de Obama ante a China.

Para Zhu Feng, especialista das relações sino-americanas na Universidade de Pequim, Obama, "menos ideólogo que Bush", deu um novo tom. "Esta administração é mais ativa para estabelecer relações produtivas com Pequim, em particular para enfrentar a crise econômica internacional", acrescentou.

No entanto, destacou Hu Xingdou do Instituto de Tecnologia de Pequim, a imagem dos EUA continua sendo negativa para a maioria dos chineses, dado que a "única superpotência" continua sendo considerada a "polícia do mundo, que protege a paz mundial, mas que pode atacar países inocentes".

Comentários dos leitores
Chris Maria (255) 08/12/2009 11h07
Chris Maria (255) 08/12/2009 11h07
Quanto mais o tempo passa, torna-se mais patente que a desastrosa interferência norte-americana no Iraque, Paquistão, e Afeganistão além de desumana é uma guerra perdida. No governo Obama as coisas se agravaram ainda mais do que em tempos de governo Bush. As explosões são tantas, que fica difícil saber de quem é a autoria. Por quanto tempo ainda teremos que assistir isso? sem opinião
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Tiago Garcia (39) 06/12/2009 10h58
Tiago Garcia (39) 06/12/2009 10h58
A chantagem racial continua clarassima. Você não pode ser um repúblicano que discorde de um presidente democrata que é Barack Obama que você é um racista... Esses pesquisadores e cientistas estão cada vez mais canalhas e mentirosos... sem opinião
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J. R. (1187) 06/12/2009 10h32
J. R. (1187) 06/12/2009 10h32
O cinismo democrata americano volta à tona com Obama cancelando a participação no meio da - Conferência de Copenhagem - , reservando os instantes finais para uma hipotética participação. Daí se vê que os USA tentam MELAR mais um acordo mundial visando a conservação do meio ambiente global, global sem visar unicamente e apenas dinheiro. Talvez tenham informações privilegiadas que o degelo do Ártico é apenas uma grande mentira, ou que pouco importa que Manhantan desapareça sob o mar. 4 opiniões
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