Mundo
12/11/2009 - 19h43

Fidel diz que Obama terá só um mandato e será substituído pela direita

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da Folha Online

Lamentando fazer críticas ao atual presidente americano, o ex-ditador de Cuba Fidel Castro disse nesta quinta-feira que Barack Obama provavelmente terá só um mandato presidencial porque os republicanos impedirão sua reeleição. Ele também disse que novos governos de direita surgirão na América Latina antes do término do mandato dele.

No texto de sua coluna "Reflexiones", publicado pela imprensa oficial cubana, Fidel disse também que Obama provavelmente será sucedido na Casa Branca por um presidente ao estilo de Richard Nixon ou George W. Bush.

"Sustento a opinião de que, antes que Obama conclua seu mandato, haverá de seis a oito governos de direita na América Latina que serão aliados do império. Logo também o setor mais à direita dos Estados Unidos se esforçará para limitar o mandato de Obama a um período de quatro anos de governo", disse Fidel. "Então se veria com toda clareza o que significam estas bases militares absolutamente injustificáveis que hoje ameaçam todos os povos da América do Sul".

Obama chegou ao poder em janeiro e flexibilizou algumas restrições dos Estados Unidos contra Cuba, como as limitações às viagens de cubano-americanos à ilha ou o envio de remessas de dinheiro.

Apesar disso, Havana argumenta que muitas outras questões continuam pendentes, sobretudo os 47 anos de embargo comercial aos quais Cuba atribui a maioria dos problemas da ilha.

"Como lamento ter que criticar Obama, sabendo que naquele país há outros possíveis presidentes piores do que ele", disse Fidel, 83, que foi substituído na Presidência cubana em 2008 por seu irmão caçula Raúl, em função de problemas de saúde. "Apesar de suas qualidades não pode resistir à tentação de pressionar, ameaçar e até enganar os demais".

O primeiro secretário do Partido Comunista cubano, cargo político que Fidel ainda conserva, disse que Obama está deixando sem resolver na região o problema "constrangedor" de Honduras e o acordo pelo qual a Colômbia autorizou soldados americanos a usar bases militares em seu território.

O ex-dirigente cubano disse na semana passada que o acordo para o uso pelos EUA de sete bases militares na Colômbia "equivale à anexação" de Bogotá por Washington. Ele descreveu o acordo como "atroz". Referindo-se à base da baía de Guantánamo, ele destacou que "também em Cuba [os EUA] estabeleceram uma base militar há mais de cem anos e ainda a ocupam. Nela instalaram o horrível centro de tortura, mundialmente conhecido, que Obama não conseguiu fechar ainda".

O governo de Hugo Chávez na Venezuela, país que é importante exportador de petróleo e o principal aliado político e econômico de Cuba, rejeitou de forma veemente o acordo entre Bogotá e Washington e, no domingo passado, instou seus soldados a se prepararem para a guerra para garantir a paz, com isso aumentando a tensão na região.

Também os EUA vêm pressionando pela normalização da crise em Honduras, onde o presidente Manuel Zelaya foi deposto há mais de quatro meses, no que é amplamente considerado um golpe de Estado, embora o governo interino e a instituições do Estado defenda a legalidade da sucessão. O líder deposto disse que Washington não tem feito o suficiente para conduzi-lo de volta ao poder.

Fidel Castro, que se mantém ativo escrevendo colunas de opinião na imprensa estatal cubana, alega que o combate ao narcotráfico, o terrorismo internacional e o tráfico de armas são argumentos usados por Washington para reforçar sua presença militar no hemisfério.

Com Reuters, Efe e France Presse

Comentários dos leitores
hugo chavez (155) 20/11/2009 15h58
hugo chavez (155) 20/11/2009 15h58
Sr. Allan. Meus comentários são muito claros e definidos. Sempre que posso, exponho a doutrina racista sionista que é a expressão da doutrina nazista nos dias atuais, sendo ambas de origem ariana nas suas raízes. Pregar superioridade racial, arrogância e proibir a "mistura" das "raças", além de definir os "não judeus" genericamente como goyins ou goys, são alguns exemplos básicos do racismo sionista. Nunca ataquei os judeus, ao contrário, atacar o sionismo é defender o mundo e os judeus que são usados pelos sionistas para se camuflar e continuar agindo nas sombras, atarvés da eterna vitimização. Quando esta doutrina POLíTICA rasteira é criticada, logo se esconde atrás da RELIGIÃO judaica para evitar o debate. Esta lorota não cola mais. Quanto à israel, considero uma base militar dos eua no Oriente Médio, inventada num lugar onde é a Palestina, às custas de muitas mortes, humilhações e crimes de toda a espécie. Jamais poderia reconhecer israel, pq foi "instalado" à força, onde existia e existe um outro país. Portanto, não me venha com as velhas balelas de "neonazismo" ou "antisemitismo" porque minha posição também é defendida por um grande número de intelectuais judeus como Noam Chomski, Norman Filkenstein, pelo grupo Neturei Karta que tem rabinos nas suas fileiras e TODOS estes tb são radicalmente contra a racista doutrina sionista. Tentar misturar sionismo com judaísmo é FRAUDE e não cola mais faz tempo. Sou a favor dos judeus e do judaísmo e totalmente contra o sionismo. Já israel, se for "criado" em outro lugar que não desaproprie outro país e seu povo e não gere um eterno conflito que se espalha pelo mundo, não teria nada contra. Onde está agora "instalado", sou totalmente contra.Assim, não tente mais imputar a mim, idéias que não são minhas, pq racistas são os sionistas e não eu. sem opinião
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Ricardo Perrone (44) 19/11/2009 09h24
Ricardo Perrone (44) 19/11/2009 09h24
Lamentável essa afirmação: "Obama diz que "ninguém se ofenderia" com morte de responsáveis por 11 de setembro". Como pode alguém desqualificar a vida de outro dessa forma? Independente do erro que uma pessoa possa vir a cometer, nenhum de nós tem o direito de tirar a vida de ninguém, nem mesmo dos mais inescrupolosos assassinos, sejam eles militantes islâmicos ou forças ocidentais militares. É assim que se dizem defensores da Liberdade e da Justiça? Hipócritas! Agora mais do que nunca, tenho a certeza de que o Prêmio Nobel concedido ao presidente desta nação foi um erro político grave. Será que ele concordaria com a afirmação: "Ninguém se ofenderia com a morte dos responsáveis pelo lançamento da bomba atômica, ou talvez do responsáveis pelas Guerras do Vietnã, Iraque e Afeganistão!". Que tal incluirmos nessa afirmação o Massacre de civis na Faixa de Gaza? sem opinião
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hugo chavez (155) 19/11/2009 01h20
hugo chavez (155) 19/11/2009 01h20
Este negócio de popularidade do Obama é conversa fiada. Só inocentes poderiam esperar alguma coisa diferente de um presidente estadounidense. Basta ver como é facil aprovar verbas ilimitadas para fazer GUERRA e toda a sabotagem para aprovar uma emenda que beneficie a Saúde da população, pois, sai muito "caro", segundo os republicanos e os membros do "grupo" que lucram vendendo "saúde privada" a preço de ouro, como no Brasil. E mais, se preocupar com a saúde do povo, FEDE A SOCIALISMO rsrs. Quem manda nos eua é um pequeno "grupo" e isto faz muito tempo. Até alguns ex presidentes do país já reconheceram isto abertamente no passado. Obama é o boi de piranha. É o cara certo na hora certa. Vai servir de bode expiatório em pleno colapso do império. A Rússia já quebrou faz tempo e tudo vai seguindo de acordo com o estabelecido nos Protocolos. Só não contavam com a ascensão da China, do Irã, dos governos pogressistas na América latina. Enfim, o "grupo" jamais imaginou que surgiria uma Resistência tão forte e tão multipolar. Mais do que isto, sua eterna máquina de Propaganda, a "grande midia" está totalmente desacreditada e não consegue mais impor a "verdade" e isto é outro golpe fatal na estrutura do "grupo", a qual não estava prevista naqueles antigos planos de dominação. 9 opiniões
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