Obama promete "missão clara" às tropas americanas
da Folha Online
O presidente de EUA, Barack Obama, prometeu nesta quinta-feira em uma base aérea no Alasca que não colocará as tropas americanas em risco, "a menos que seja necessário" e que, nesse caso, seu governo dará todo o apoio, a estratégia e "missão clara" que merecem.
Obama se dirigiu a mais de mil soldados e suas famílias durante uma breve parada em um hangar da base aérea de Elmendorf, rumo a sua primeira viagem à Ásia como presidente.
"Quero que entendam que nunca titubearei no uso da força para proteger ao povo americano ou a nossos interesses vitais, mas também lhes faço esta promessa: não arriscarei suas vidas a menos que seja necessário para os interesses americanos", disse o presidente.
"E se é necessário, os EUA os apoiarão. Lhes daremos a estratégia e a missão clara que merecem; lhes daremos o equipamento e o apoio que necessitem para completar a tarefa", prometeu Obama, ao acrescentar que esse apoio inclui o aval da opinião pública.
Obama não fez menção alguma da guerra no Afeganistão, mas ofereceu seu discurso de apoio às tropas no momento em que sua administração avalia diversas opções sobre o conflito no país centro-asiático, que entrou em seu nono ano.
Horas antes, o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse aos jornalistas a bordo do avião presidencial que o líder quer que se estudem a fundo as opções e que estas incluam uma verdadeira estratégia de saída e formas avaliar o êxito da mesma.
Se prevê que o líder anuncie sua decisão sobre o possível envio de mais tropas ao Afeganistão depois que retorne de sua viagem de oito dias pela Ásia, que o levará ao Japão, China, Cingapura e Coreia do Sul.
Nas últimas semanas, Obama esteve diretamente envolvido no processo de deliberações sobre o custo político e humano da guerra no Afeganistão, não só em reuniões com seus principais assessores políticos e militares mas também mediante contato direto com as tropas e seus familiares.
Obama visitou a base aérea de Dover, em Delaware, para receber os corpos de vários soldados mortos no Afeganistão, se reuniu com soldados feridos no Centro Médico Walter Reed do Exército, em Washington, e, na terça-feira passada, participou dos funerais de 13 soldados assassinados na base de Ft. Hood, no Texas.
No Alasca, Obama, para quem os custos da guerra "não são meras abstrações", havia previsto reunir-se com familiares de um soldado que morreu recentemente no Afeganistão.
Dada a importância econômica e geopolítica da Ásia para os Estados Unidos, a agenda de Obama nesta viagem por quatro países previsivelmente incluirá temas relacionados com a crise econômica mundial, o comércio e as armas nucleares.
Além de reunir-se com os principais líderes da região, Obama deve participar da cúpula da Apec, que reúne 21 países da Bacia do Pacífico que, em seu conjunto, formam mais de 50% da produção econômica mundial.
Com Efe
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Esse cidadão, que fez a grande bobagem de chamar o apedeuta de O CARA, e ele acreditou, é bom nisso, promessas.
Mas é péssimo em torná-las realidade...
Por tudo que já aconteceu, é muito pouco provável, que os americanos saiam do Afeganistão em 3 anos...
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