Mundo
13/11/2009 - 09h41

Conselheiro responsável por fechar Guantánamo vai renunciar, diz imprensa

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da Folha Online

O conselheiro legal da Casa Branca, Gregory Craig, responsável pelo processo ainda não concluído de fechamento da prisão americana para suspeitos de terrorismo em Guantánamo, vai renunciar nesta sexta-feira, informam os jornais "Washington Post" e "New York Times".

Segundo os jornais, Craig vai renunciar após ter fracassado nos esforços para fechar a prisão na base militar em Cuba, uma das primeiras decisões anunciadas pelo presidente Barack Obama e que muitos questionam se será possível dentro do prazo estipulado --janeiro de 2010.

AP
Conselheiro legal da Casa Branca Gregory Craig deve renunciar nesta sexta, em um impasse para o fechamento de Guantánamo
Conselheiro legal da Casa Branca Gregory Craig deve renunciar nesta sexta, em um impasse para o fechamento de Guantánamo

Citando funcionários e pessoas familiares com a situação, os jornais dizem que Craig ficou decepcionado com o processo político e decidiu renunciar após meses de especulação sobre se continuaria como o principal advogado de Obama. Ele foi um dos principais assessores de Obama durante a campanha eleitoral e muito crítico a então rival e hoje secretária de Estado, Hillary Clinton.

Como conselheiro legal da Casa Branca, ele assumiu o processo de fechar Guantánamo, mas foi criticado por não ter levado em consideração questões como a oposição entre os legisladores e a possível transferência dos detidos para os EUA.

A Casa Branca não quis comentar o tema.

A prisão militar de Guantánamo foi criada de improviso para receber os suspeitos presos durante a "guerra ao terror" do governo de George W. Bush. A maioria dos detentos passam anos em Guantánamo sem acusação formal ou julgamento, graças a um "buraco negro" legal criado pelos EUA que exclui os prisioneiros das leis da Convenção de Genebra (já que não são prisioneiros de guerra comuns) e da lei americana (já que a prisão fica fora dos EUA).

Obama ordenou o fechamento da prisão dois dias após sua posse, em janeiro deste ano, mas, desde então, enfrentou desafios legais, administrativos, políticos e diplomáticos. O principal deles é o que fazer com os prisioneiros que ainda estão na prisão, já que muitos não podem voltar para seus países de origem, há poucos países interessados em recebê-los como asilados e os americanos resistem em colocar os condenados em prisões comuns dentro de seu território.

Ambos os jornais dizem que Craig será substituído por Bob Bauer, advogado democrata em Washington que representou Obama por anos.

"Quando a renúncia de Craig se tornar oficial, ele será o funcionário de mais alto escalão a deixar o governo Obama. Ele disse repetidamente que não tem planos de sair e que Obama ainda tem fé nele, mas uma busca para substituí-lo ocorre há semanas", diz o "NYT".

O "Washington Post" diz que ainda não se sabe o que Craig fará após deixar a Casa Branca.

Comentários dos leitores
O Pacificador (220) 27/11/2009 23h53
O Pacificador (220) 27/11/2009 23h53
E lula responde á Carta do Obama...
Deve ter começado mais ou menos assim:
"Pô Obama, você não disse que eu era "o cara"? Então, eu acreditei, achei que era pra valer..."
A cumparenhada finalmente começa a acordar para a realidade, para o que eles são na verdade, ou seja nada, um zerão redondão á esquerda (que por coincidência, é o lado favorito deles...).
Lula agora, o ator enganador, se tornou o personagem principal daquele filme:
"O Rato que Ruge..."
Responder para Obama? Ele?
Só se for...
Sim senhor!
sem opinião
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Carlos Gonçalves (406) 27/11/2009 17h47
Carlos Gonçalves (406) 27/11/2009 17h47
Até quando os americanos podem matar e não serem responsáveis pelos crimes que cometem contra civilizações iraquiana, afegãs, entre outras.? 3 opiniões
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Natália Barcelo (1) 26/11/2009 11h12
Natália Barcelo (1) 26/11/2009 11h12
Os EUA influencia, ainda que sutilmente, decisões internacionais. Lula, no meu ponto de vista, fez certo em receber Ahmadinejad a fim de estabelecer, além de esclarecer sua posição em relação ao enriquecimento de urânio do Irã. Afirmando que apoia desde que seja para fins pacíficos, em outras palavras; desde que voces nao façam uma bomba atómica. O que prova ser contraditório, pois uma região como o Irã com tantos conflitos e uma notável instabilidade, pode intencionalmente criar armas nucleares a fim de se "precaverem". Lula reafirmou sua posiçao de nem lá nem cá. Concorda com o Irã, mas sem entrar em divergencia com os EUA. sem opinião
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