Mundo
13/11/2009 - 10h27

EUA e Japão pedem que Coreia do Norte retome diálogo nuclear

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da Folha Online

Os Estados Unidos e o Japão pediram nesta sexta-feira, em uma declaração conjunta, que a Coreia do Norte retorne às negociações multilaterais sobre o seu programa nuclear.

O apelo foi divulgado enquanto o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o primeiro-ministro japonês, Yukio Hatoyama, se reuniam para tratar de assuntos como o conflito no Afeganistão, o futuro da base militar dos EUA em Okinawa (Japão) e a luta contra a proliferação de armas nucleares.

Segundo a declaração, o programa nuclear norte-coreano representa "uma grave ameaça contra a paz e a estabilidade" para o nordeste asiático e a comunidade internacional.

As conversas de seis partes foram interrompidas há cerca de um ano, quando Pyongyang disse que boicotaria as sessões até que Washington encerasse as 'atitudes hostis'. Iniciadas em 2003, as conversas têm como objetivo obter do regime norte-coreano a renúncia de suas ambições atômicas em troca de uma ajuda no campo energético.

Em 6 de outubro, o líder norte-coreano, Kim Jong-il, condicionou seu retorno ao diálogo de seis lados ao resultado de negociações prévias com os EUA. O país convidou então o emissário americano para tentar reativar as conversações sobre a questão nuclear.

Segundo o comunicado, estas conversas devem ser a instância para a resolução da polêmica em torno do programa nuclear norte-coreano e, por isso, EUA e Japão "pedem a Coreia do Norte para que volte de forma imediata e incondicional a essas negociações".

A declaração também contém uma menção ao programa nuclear iraniano, sobre o qual afirma que a descoberta de uma usina clandestina na cidade de Qom "reforçou as preocupações internacionais".

O texto destaca que Japão e EUA "não permitirão que o regime internacional de não-proliferação fique em perigo".

O Japão aceirou ainda organizar em janeiro uma conferência asiática contra a não-proliferação, anterior à cúpula prevista para meados de 2010 em Washington.

EUA e Japão "dão boas-vindas à renovada atenção internacional e ao compromisso de conseguir a paz e a segurança de um mundo sem armas nucleares, e confirmam sua determinação de conseguir um mundo assim", diz a declaração.

Segurança

Obama afirmou que a Coreia do Norte pode obter segurança e prosperidade se cumprir a promessa de abandonar seu programa nuclear, em uma entrevista publicada nesta sexta-feira pela agência de notícias sul-coreana Yonhap.

Ao ressaltar o perigo que as ambições atômicas do regime norte-coreano representa, o presidente dos Estados Unidos afirmou: "As negociações entre seis países por uma desnuclearização pacífica da península coreana podem levar segurança e prosperidade para a Coreia do Norte e à região".

A tensão aumentou consideravelmente na região depois que o regime de Pyongyang realizou no dia 25 de maio o segundo teste de uma bomba atômica. Além disso, o país testou vários mísseis de médio e longo alcance.

"Estamos abertos a conversações bilaterais dentro das discussões a seis, mas somente se conduzirem a uma rápida retomada das negociações", declarou Obama, que inicia uma viagem pela Ásia de oito dias.

Com Efe e France Presse

Comentários dos leitores
J. R. (1159) 21/11/2009 17h42
J. R. (1159) 21/11/2009 17h42
Logo se vê que Israel encontrou um adversário à altura no O.M., pois contesta até mesmo que o Irã lance um satélite em 2011 acusando o mesmo de propósito de espionagem. Interessante, e não tem nenhum prêmio nobel no Irã, cadê o nobel como fator determinante de supremacia racial? Talvez a auto-premiação não seja uma coisa boa afinal ... sem opinião
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eduardo de souza (480) 13/11/2009 13h12
eduardo de souza (480) 13/11/2009 13h12
A coréia do Norte esta certíssima, não dorme enquanto o inimigo esta acordado. Se querem retirar do mundo as armas nucleares comecem com quem tem. Eua e sua compania estão armados até os dentes. Principalmente o Eua mostra que usa bombas nucleares mesmo, e o Japão que se cuide, esta abrigando dentro de sí, o maior trairá que existe. Aqui no Brasil já fomos alvo de ataques pequenos, com outros tipos de armas, o ideal seríamos ter bombas nucleares, caso fossemos atacados de forma mais brutal. Pela liberdade de defesa, quem possui armas nucleares, não podem se intrometer com aqueles que querem possuir também. 1 opinião
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J. R. (1159) 01/11/2009 06h50
J. R. (1159) 01/11/2009 06h50
O impositivo acordo que FHC aderiu para nosso país nos tira do alvo do clube nuclear, controlado pelos nazisionistas do eixo que dominam o mundo. Agora dizem que nem mesmo a proibição de armas nucleares prevista na constituição é suficiente, a intromissão começa a passar dos limites. Qualquer reação ou declaração, como foi a do Bolsonaro para construir bomba, constitui um argumento para o início de uma perseguição, que o Brasil já foi alvo anteriormente, por parte do "não tão aliado assim" U-S-A; de maneira que as autoridades brasileiras devem evitar declarações polêmicas que sirvam de "carvão" para os "candinhas" da AIEA prejudicarem nosso país. "Brasil é pressionado a aceitar inspeções intrusivas a programa nuclear." 56 opiniões
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