Mundo
13/11/2009 - 14h35

Micheletti reafirma que EUA aceitarão eleição; Zelaya lamenta "mudança"

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da Folha Online

O presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, voltou a afirmar nesta sexta-feira que está certo de que os Estados Unidos irão aceitar o vencedor das eleições presidenciais de 29 de novembro que vem mesmo sem a prévia restituição do presidente deposto Manuel Zelaya e que espera que a comunidade internacional faça o mesmo.

"Os americanos já ratificaram não uma mas sim várias vezes que aceitarão o resultado das eleições desde que elas sejam livres e transparentes", afirmou Micheletti para jornalistas de Honduras em entrevista concedida na casa de governo, na capital Tegucigalpa.

Micheletti disse que a visita, no começo desta semana, de Craig Kelly, vice-secretário-adjunto para o hemisfério Ocidental do Departamento de Estado americano, deu "muitas esperanças" em relação à posição dos EUA na crise política que afeta Honduras há mais de quatro meses, quando Zelaya foi retirado do país à força, pelos militares, depois de condenação da Justiça e do Legislativo hondurenhos.

"Esse é o grande país irmão. Assim, temos absoluta confiança de que o resultado da eleição será aceito posteriormente pelos outros países." Para Micheletti, os EUA e "outros países do mundo" estão "se dando conta de que a razão está conosco e temos muita fé em Deus, que é onipotente, para que realizemos com êxito a próxima eleição".

Da embaixada do Brasil em Tegucigalpa, o presidente deposto de Honduras afirmou, em uma entrevista à Rádio Globo, sua aliada, que os EUA se "enfraqueceram diante do ditador" e que, "de repente, disseram que vão esperar as eleições, porque mudaram de ideia no caminho".

Os EUA afirmaram publicamente que apoiam a restituição do Zelaya, mas foram mediadores de um acordo que cria um governo de unidade nacional sem o presidente deposto e que não dá prazo para o Congresso hondurenho decidir se aceita a restituição dele. Semanas após a assinatura do acordo, o Congresso ainda nem marcou um debate sobre o assunto, pois diz que precisa, primeiro, de um parecer dos procuradores da Suprema Corte hondurenha.

Na visita a Honduras, Kelly pressionou ambos os lados para o cumprimento do acordo. "Há um acordo e nós queremos que ele avance, pois achamos que é importante pro país e pra região. Isso é urgente, temos que avançar". No entanto, Kelly deixou o país sem conseguir nenhum novo compromisso do governo interino, em relação a datas.

Na semana passada, Zelaya disse considerar que o acordo "está morto", porque acreditava que o Congresso postergava sua decisão na expectativa de impor o resultado das eleições à comunidade internacional sem ter de restitui-lo ao poder.

Com Efe e Associated Press

Comentários dos leitores
celio maia (114) 08/12/2009 21h36
celio maia (114) 08/12/2009 21h36
"Presidentes do Mercosul rejeitam presidente eleito de Honduras"... Era bem capaz de os arquitetos do retorno do Jelaia mudarem de idéia, bem assim os recebedores de dólares narcohidrocarbônicos contrariarem seu banqueiro Chavez... Talvez mudem de idéia quando o hóspede da embaixada cansar do cárcere em que se meteu e aceitar servir como moeda de troca de pontos de vista. sem opinião
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Juca Bala (88) 08/12/2009 19h06
Juca Bala (88) 08/12/2009 19h06
Fabrizio, Não precisa mais de milicos e exercito para se manipular a democracia. 90% dos votos em qualquer lugar do mundo cheira a manipulação populista, e endeusamento de personalidades (temos o nosso deus aqui). Isoo é extremamente perigoso para qualquer democracia em qualquer pais. Quando uma dilma diz; O Lula nos mostrou o caminho a seguir, quase como um dos apostolos referindo-se ao Cristo, vemos que passamos dos limites. O Brasil , no entanto, parece maduro e "protegido" o suficiente para não descambar ladeira abaixo com com Chavez que está levando seu pais a ruina. O grande estadista, apoiado pelo tpovo na Venezuela tem sua popularidade e credibilidade caindo na medida que este mesmo povo vê que sua utopia não tem sustentação. No mundo todo esses grandes lideres forma aplaudidos no começo e depois se mantiveram no poder na base da po__ada ou da corrupção. Mais uma vez parabéns ao povo e ao governo Hondurenho. Barrou o chavez e sua agenda. Que ele destrua só a Venezuela. Nosso Lula navega na bonanza economica do pais utilizando principios economicos ortodoxos e de vez em quando apoia o maluco Iraniano, bate bumbo a favor de Zelaya para contentar esse monte de esquerdista retrogrado que ajudaram a elege-lo. Como disse o ex. gov. E. Amim: o poder e´como o violino, toma-se com a esquerda e toca-se com a direita. 5 opiniões
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José Vitor (66) 08/12/2009 13h17
José Vitor (66) 08/12/2009 13h17
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Santos Júnior (333) 08/12/2009 00h46

É governo marxista-stalinista sim
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Que o diga Abílio Diniz, o livro de cabeceira dele é O Capital...
Sívio Santos ? Maoista de carteirinha...
Famílias Setúbal (Itaú), Moreira Salles (Unibanco) ? Leninistas...
Família Ermírio de Morais ? Tudo troskista...
Isto sem contar as multi-nacionais né...deixa ver, a (argh) Telefônica é um braço do Foro de S. Paulo...
Etc etc etc
Cara, você tá precisando de ajuda profissional, urgente, urgentíssima...
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