Mundo
13/11/2009 - 14h50

Veja quem são os cinco mentores dos ataques de 11 de setembro de 2001

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da Folha Online

O procurador-geral dos Estados Unidos, Eric Holder, anunciou na tarde desta sexta-feira que os cinco acusados de planejar os ataques de 11 de setembro de 2001 serão julgados em cortes criminais civis em Nova York e Virgínia e que a Justiça Federal buscará a pena de morte.

Segundo Holder, eles devem ser julgados juntos por planejar e realizar os ataques de 11 de Setembro. Os cinco acusados, contudo, não devem ser transferidos imediatamente já que a lei americana determina que o Congresso americano seja avisado de tal medida com 45 dias de antecedência.

Saiba mais sobre os cinco acusados de planejar o 11 de Setembro

Khaled Cheikh Mohammed

Conhecido pela sigla KSM, as iniciais de seu nome em inglês, Mohammed, 44, nasceu no Paquistão, mas foi criado no Kuait. Ele foi educado nos Estados Unidos e dedicou sua vida à jihad ("guerra santa") contra os ocidentais.

Segundo o Pentágono, ele declarou ter sido o maior artífice dos ataques coordenados contra os Estados Unidos, assim como de outros 30 atentados ou planos de ataques antes de ser capturado, em 2003. A lista de ataques reivindicados inclui a morte do jornalista do "Wall Street Journal" Daniel Pearl.

Ramzi ben Al Shaiba

Al Shaiba, 37, nasceu no Iêmen e morava em Hamburgo (Alemanha) com Mohammed Atta, líder do comando do 11 de Setembro. Ele foi treinado nos acampamentos da rede terrorista Al Qaeda no Afeganistão.

Segundo a acusação, ele devia participar da operação como um dos pilotos suicidas, mas não obteve um visto para os EUA.

O Pentágono acusa Al Shaiba de ter ajudado a encontrar escolas de pilotagem para os sequestradores nos EUA. Binalshibh foi capturado em Karachi, no Paquistão, em setembro de 2002.

Os médicos militares detectaram um transtorno psiquiátrico em Al Shaiba, que recebeu fortes psicotrópicos durante sua estada em Guantánamo. O relatório sobre sua capacidade mental de enfrentar um julgamento ainda não foi concluído.

Ali Abd Al Aziz Ali

Sobrinho de Mohammed e primo de Ramzi Youssef, autor do atentado contra o World Trade Center em 1993, este paquistanês crescido no Kuait fez da luta contra os ocidentais uma tradição familiar.

Também conhecido como Ammar al-Baluchi, tem cerca de 30 anos. Ele é acusado de ter participado da organização da logística da operação de 11 de setembro de 2001, incluindo a transferência de dinheiro para os grupos que operavam em solo americano e auxílio aos nove sequestradores em suas despesas e cursos de pilotagem. Segundo o Pentágono, ele enviou cerca de US$ 120 mil para os sequestradores para suas despesas.

Wallid ben Attash

Nascido na Arábia Saudita de uma família originária do Iêmen, ele é acusado de ter participado da busca de informações para os atentados. Ele perdeu a perna direita em 1997, em uma batalha no Afeganistão.

O governo americano suspeita que Attash seja o principal mentor do atentado contra o destróier americano USS Cole, que matou 17 marinheiros americanos na costa do Iêmen em outubro de 2000. Ele é acusado ainda de ter ajudado um homem envolvido em um ataque a bomba contra a embaixada dos EUA no Quênia a obter seu passaporte, além de agir como vínculo entre Osama bin Laden, líder da Al Qaeda, e o líder da célula da rede terrorista no Quênia.

O Pentágono o acusa ainda de comandar um campo de treinamento da Al Qaeda, por onde teriam passado dois dos sequestradores do 11 de Setembro. Ele teria viajado para a Malásia, em 1999, para observar a segurança das companhias áreas americanas e ajudar no planejamento dos sequestros dos aviões.

Mustapha Al Hawsawi

Saudita, Hawsawi, 41, é acusado de ter sido o financiador da Al Qaeda ainda nos primeiros anos. Segundo a acusação, ele organizou e centralizou o financiamento de 11 de Setembro, principalmente enviando aos pilotos suicidas verbas para moradia, roupas ocidentais, cheques de viagem e cartões de crédito.

Segundo os militares americanos, seu laptop continha arquivos sobre os relatórios de despesa dos militantes da Al Qaeda e seus familiares.

Com France Presse e Reuters

Comentários dos leitores
O Pacificador (220) 27/11/2009 23h53
O Pacificador (220) 27/11/2009 23h53
E lula responde á Carta do Obama...
Deve ter começado mais ou menos assim:
"Pô Obama, você não disse que eu era "o cara"? Então, eu acreditei, achei que era pra valer..."
A cumparenhada finalmente começa a acordar para a realidade, para o que eles são na verdade, ou seja nada, um zerão redondão á esquerda (que por coincidência, é o lado favorito deles...).
Lula agora, o ator enganador, se tornou o personagem principal daquele filme:
"O Rato que Ruge..."
Responder para Obama? Ele?
Só se for...
Sim senhor!
sem opinião
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Carlos Gonçalves (406) 27/11/2009 17h47
Carlos Gonçalves (406) 27/11/2009 17h47
Até quando os americanos podem matar e não serem responsáveis pelos crimes que cometem contra civilizações iraquiana, afegãs, entre outras.? 3 opiniões
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Natália Barcelo (1) 26/11/2009 11h12
Natália Barcelo (1) 26/11/2009 11h12
Os EUA influencia, ainda que sutilmente, decisões internacionais. Lula, no meu ponto de vista, fez certo em receber Ahmadinejad a fim de estabelecer, além de esclarecer sua posição em relação ao enriquecimento de urânio do Irã. Afirmando que apoia desde que seja para fins pacíficos, em outras palavras; desde que voces nao façam uma bomba atómica. O que prova ser contraditório, pois uma região como o Irã com tantos conflitos e uma notável instabilidade, pode intencionalmente criar armas nucleares a fim de se "precaverem". Lula reafirmou sua posiçao de nem lá nem cá. Concorda com o Irã, mas sem entrar em divergencia com os EUA. sem opinião
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