Mundo
13/11/2009 - 15h20

Obama deve evitar polêmica do Tibete em discurso na Ásia

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da Folha Online

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não fará menção ao Tibete em seu discurso sobre a Ásia, previsto para este sábado, em Tóquio, capital japonesa, informou nesta sexta-feira um de seus assessores.

"Não falará do Tibete. Mencionará, certamente, nosso compromisso com os direitos e as liberdades que todos os povos devem usufruir, segundo nossos ideais", declarou Ben Rhodes, conselheiro do presidente americano.

Issei Kato/Efe
Presidente dos EUA, Barack Obama, ao lado do premiê japonês, Yukio Hotayama
Presidente dos EUA, Barack Obama, ao lado do premiê japonês, Yukio Hotayama; líder americano deve evitar mencionar Tibete

A decisão de Obama vem após ele rejeitar a visita de dalai-lama, o líder espiritual dos tibetanos, quando ele esteve em Washington em em outubro passado --medida para evitar tensões com a China, mas que despertou muitas críticas nos EUA. O presidente foi acusado de ceder às pressões de Pequim, cidade que visita, oficialmente, no domingo.

Segundo sua assessoria, Obama deverá levantar a questão do Tibete e dos direitos do homem durante encontro privado com o presidente chinês Hu Jintao.

O democrata deve abordar a relação com a Ásia e o fato do futuro de seu país está ligado de modo intrínseco ao dessa região.

Diante de uma audiência composta por grandes personalidades políticas, econômicas e culturais --incluindo o prefeito da cidade japonesa homônima de seu sobrenome--, Obama falará sobre o programa nuclear norte-coreano e os desafios diante da luta contra a proliferação, a mudança climática e o terrorismo.

Ele vai destacar a importância das relações econômicas e o compromisso dos EUA de impulsionar sua participação nas organizações regionais do Pacífico.

Também repassará as relações bilaterais e dedicará um espaço especial à China, uma potência que a caminho de superar o Japão como a segunda economia do mundo e que tem cada vez maior peso na Ásia.

Em seu discurso, o presidente americano, que passou parte da infância na Indonésia, abordará também a relação com Mianmar, um país para o qual os EUA mudaram recentemente sua estratégia, que deixará de concentrar-se exclusivamente nas sanções e combinará agora o diálogo com as medidas duras.

Após seu discurso, Obama participará de um almoço oferecido pelo imperador Akihito e a imperatriz Michiko, após o qual partirá a Cingapura para assistir à cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec).

Comentários dos leitores
Chris Maria (255) 08/12/2009 11h07
Chris Maria (255) 08/12/2009 11h07
Quanto mais o tempo passa, torna-se mais patente que a desastrosa interferência norte-americana no Iraque, Paquistão, e Afeganistão além de desumana é uma guerra perdida. No governo Obama as coisas se agravaram ainda mais do que em tempos de governo Bush. As explosões são tantas, que fica difícil saber de quem é a autoria. Por quanto tempo ainda teremos que assistir isso? sem opinião
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Tiago Garcia (39) 06/12/2009 10h58
Tiago Garcia (39) 06/12/2009 10h58
A chantagem racial continua clarassima. Você não pode ser um repúblicano que discorde de um presidente democrata que é Barack Obama que você é um racista... Esses pesquisadores e cientistas estão cada vez mais canalhas e mentirosos... sem opinião
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J. R. (1187) 06/12/2009 10h32
J. R. (1187) 06/12/2009 10h32
O cinismo democrata americano volta à tona com Obama cancelando a participação no meio da - Conferência de Copenhagem - , reservando os instantes finais para uma hipotética participação. Daí se vê que os USA tentam MELAR mais um acordo mundial visando a conservação do meio ambiente global, global sem visar unicamente e apenas dinheiro. Talvez tenham informações privilegiadas que o degelo do Ártico é apenas uma grande mentira, ou que pouco importa que Manhantan desapareça sob o mar. 4 opiniões
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