Obama deve evitar polêmica do Tibete em discurso na Ásia
da Folha Online
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não fará menção ao Tibete em seu discurso sobre a Ásia, previsto para este sábado, em Tóquio, capital japonesa, informou nesta sexta-feira um de seus assessores.
"Não falará do Tibete. Mencionará, certamente, nosso compromisso com os direitos e as liberdades que todos os povos devem usufruir, segundo nossos ideais", declarou Ben Rhodes, conselheiro do presidente americano.
| Issei Kato/Efe |
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| Presidente dos EUA, Barack Obama, ao lado do premiê japonês, Yukio Hotayama; líder americano deve evitar mencionar Tibete |
A decisão de Obama vem após ele rejeitar a visita de dalai-lama, o líder espiritual dos tibetanos, quando ele esteve em Washington em em outubro passado --medida para evitar tensões com a China, mas que despertou muitas críticas nos EUA. O presidente foi acusado de ceder às pressões de Pequim, cidade que visita, oficialmente, no domingo.
Segundo sua assessoria, Obama deverá levantar a questão do Tibete e dos direitos do homem durante encontro privado com o presidente chinês Hu Jintao.
O democrata deve abordar a relação com a Ásia e o fato do futuro de seu país está ligado de modo intrínseco ao dessa região.
Diante de uma audiência composta por grandes personalidades políticas, econômicas e culturais --incluindo o prefeito da cidade japonesa homônima de seu sobrenome--, Obama falará sobre o programa nuclear norte-coreano e os desafios diante da luta contra a proliferação, a mudança climática e o terrorismo.
Ele vai destacar a importância das relações econômicas e o compromisso dos EUA de impulsionar sua participação nas organizações regionais do Pacífico.
Também repassará as relações bilaterais e dedicará um espaço especial à China, uma potência que a caminho de superar o Japão como a segunda economia do mundo e que tem cada vez maior peso na Ásia.
Em seu discurso, o presidente americano, que passou parte da infância na Indonésia, abordará também a relação com Mianmar, um país para o qual os EUA mudaram recentemente sua estratégia, que deixará de concentrar-se exclusivamente nas sanções e combinará agora o diálogo com as medidas duras.
Após seu discurso, Obama participará de um almoço oferecido pelo imperador Akihito e a imperatriz Michiko, após o qual partirá a Cingapura para assistir à cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec).
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