Presidente da Síria minimiza oferta de diálogo de paz direto com Israel
da Folha Online
O presidente da Síria, Bashar al Assad, minimizou nesta sexta-feira a oferta de negociação direta feita pelo primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu. "Do que nós iríamos falar, do menu ou da devolução da terra?", ironizou. Para Assad, se a oferta fosse "séria", Israel iria renovar o processo indireto e enviar uma equipe de analistas à Turquia, que atua como mediadora entre os dois países.
"Eu, pessoalmente, gostaria de falar da devolução da terra, mas pra esse assunto existe um espaço" com os mecanismos e negociadores especializados, "e nenhum deles sou eu nem é o senhor Netanyahu", completou.
Depois de se reunir em Paris com o presidente Nicolas Sarkozy, Assad garantiu à imprensa que "o processo de negociação não pode recomeçar com uma única parte". "A Síria quer a paz. Existe um mediador, que é a Turquia, e que está disposta a retomar a mediação. Existe também um apoio francês e europeu ao processo. O que nos falta é um parceiro israelense que queira avançar e conseguir um resultado", afirmou.
| Remy de la Mauviniere/AP | ||
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| O presidente da Síria, Bashar al Assad, deixa o Palácio do Eliseu após encontro com o francês Nicolas Sarkozy |
Israel e Síria voltaram a dialogar em 2008, por meio da Turquia. As conversas foram interrompidas pela ofensiva israelense à faixa de Gaza iniciada em dezembro do ano passado e concluída em janeiro de 2009.
Para negociar, a Síria exige de Israel a restituição das Colinas de Golã, ocupadas na Guerra dos Seis Dias (1967) e anexadas em 1981, enquanto os israelenses não parecem dispostos a aceitar as condições prévias para retomar as conversas. "A Síria tem direitos e não vai ceder jamais sobre eles", afirmou Assad.
Há dois dias, Netanyahu disse que estava pronto para se encontrar com o presidente sírio em qualquer lugar, desde que sem as pré-condições. "Se o senhor Netanyahu fosse sério, ele iria enviar seu time de especialistas para a Turquia, nós enviaríamos o nosso. Eles iriam dialogar, se eles estivessem interessados na paz."
Por outro lado, o presidente sírio pediu aos Estados Unidos para que se envolvam no Oriente Médio, já que, em sua opinião, "o ponto fraco é o 'padrinho' americano".
"O que o presidente [americano, Barack] Obama expressou sobre a paz é bom. Concordamos com ele sobre os princípios, mas qual é o plano de ação?", perguntou Assad, ao lamentar que, após meses de encontros entre ambos os países, ainda não há suficiente "confiança entre Síria e EUA".
Assad também criticou a postura europeia que, nos últimos anos, "virou completamente para o lado dos EUA em detrimento da Síria".
Com Efe e Reuters
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" A unanimidade é burra "
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Caro Santos Júnior,
Primeiro gostar dizer que aprecio muito suas pautas.
Quando a Wikipédia, em que pese as imperfeições, sou fã dela.
Cite umazinha só fonte de informação que seja despolarizada. Nem digo "imparcial" por que é um conceito relativo, assim como é o conceito de "honestinade". Ninguém pode ser absolutamente honesto com relação a alguém ao algum Estado.
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