Mundo
13/11/2009 - 20h01

Sequestrador de Jaycee pede perdão por crime em carta

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da Folha Online

O homem acusado de sequestrar e estuprar Jaycee Dugard, uma menina de 11 anos, mantendo-a em cativeiro por quase duas décadas, escreveu um pedido de desculpas em uma carta em que fala sobre o fim de um "problema sexual".

Apenas um pequeno trecho da carta manuscrita de Phillip Garrido, enviada à TV KCRA foi divulgado, sem menções a Dugard.

"Em primeiro lugar, gostaria de pedir desculpas a todos os seres humanos pelo que aconteceu", escreveu Garrido. "Pessoas de todo o mundo estão ouvindo o testemunho de que através do espírito de Cristo, um processo mental ocorreu encerrando um problema sexual considerado impossível."

Considerado um excêntrico e um fanático religioso por vizinhos, Garrido havia tentado montar um negócio baseado em uma caixa para entrar em contato com o "outro mundo".

Anzio Williams, diretor de notícias da estação da TV, sediada na cidade de Sacramento, na Califórnia, disse ao site da rede de TV CNN que a estação não estava divulgando mais trechos da carta devido a conselhos de advogados.

"Vamos contar a história e nos referimos à carta", disse ele.

Esta foi a terceira carta de Garrido enviada ao KCRA desde sua prisão, em agosto passado, com a esposa, cúmplice dos crimes.

Phillip e Nancy Garrido se declararam inocentes de 29 acusações, incluindo estupro e sequestro. Jaycee Dugard, que teve duas filhas de Garrido no cativeiro, escapou graças a um incidente confuso nos arredores da Universidade de Berkeley, ao norte de San Francisco.

Garrido foi denunciado por seu comportamento suspeito ao distribuir folhetos com conteúdo religioso na universidade, ao lado de duas crianças. Como havia cumprido pena em Nevada por um caso de sequestro e estupro que aconteceu em 1971, a denúncia feita por um guarda da universidade obrigou Garrido a se apresentar a um agente para monitoramento de sua liberdade condicional.

O agente da condicional estranhou quando Garrido compareceu ao encontro acompanhado das duas crianças, de sua mulher e da jovem americana, que ele apresentou como "Allissa".

O agente, que já tinha ido à casa de Garrido, nunca tinha visto "Allissa" ou as meninas. "Ele pensou que estas pessoas eram suspeitas", indicou Kollar. Na confusão, o agente avisou a polícia, que interrogou "Allissa" e descobriu o caso.

Jaycee tinha 11 anos quando foi atirada dentro de um veículo cinza no trajeto entre a sua casa e um ponto de ônibus, em junho de 1991, em South Lake Taohe. A ação aconteceu sob os olhares do padrasto que tentou seguir o carro e durante algum tempo foi considerado suspeito.

Segundo autoridades, a jovem e suas filhas moraram durante os 18 anos em barracas montadas no quintal da casa de Garrido.

Atualmente, Jaycee está vivendo com a mãe, Terry Probyn, 50, e as duas filhas --Angel, 15, e Starlit, 11.

Com Associated Press e France Presse

 

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