Honduras procura observadores para eleição polêmica
da Folha Online
O governo interino de Honduras tenta convencer observadores internacionais a supervisionar as eleições deste mês na tentativa de dar legitimidade à votação, questionado no exterior pelo fato de o presidente deposto Manuel Zelaya não ter voltado ao poder para concluir seu mandato.
A OEA (Organização dos Estados Americanos), que tradicionalmente envia observadores a eleições no continente, descartou o envio de uma missão a Honduras para a eleição de 29 de novembro, e disse que não reconhecerá o vencedor se Zelaya não voltar ao poder.
O Centro Carter, que em agosto pôs em dúvida a possibilidade de uma eleição justa, também não anunciou até agora o envio de uma missão sua.
Um juiz do Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) disse nesta sexta-feira que Honduras prevê a presença de 600 a 800 observadores no dia da eleição, mas não esclareceu de quais países e quantos já confirmaram a participação.
"Estamos esperando um ex-presidente da República, congressistas, governadores, representantes de organismos eleitorais de vários países, funcionários de governos", disse à Reuters o juiz David Matamoros.
A classe empresarial, que apoiou a deposição de Zelaya, disse estar convidando líderes empresariais da América Latina, além de intelectuais e "pessoas respeitáveis" não identificadas, para participar da observação.
"Para nós é importante a observação internacional, não só da OEA, embora digam que não virão", disse à agência de notícias Reuters o presidente do Conselho Hondurenho da Empresa Privada, Amílcar Bulnes.
"Por isso nossa organização convidou líderes não só empresariais, mas de outras especialidades, para que observem esse processo que o povo hondurenho promove", acrescentou.
Ao contrário do que dizem a OEA e Zelaya, que foi deposto por suas tentativas de disputar um novo mandato, um funcionário do Departamento de Estado americano esteve nesta semana em Honduras e afirmou que a eleição é parte da solução.
Apesar da ameaça de que o vitorioso não terá reconhecimento internacional, os candidatos mantêm suas campanhas, mas os comícios têm escassa participação, e os seguidores de Zelaya ameaçam boicotar a votação.
Um fator que pode inibir a presença de observadores são os atentados contra políticos e as explosões na capital e em outras cidades, cada vez mais comuns. O governo de interino redobrou as medidas de segurança no país, principalmente em torno dos candidatos presidenciais.
Na noite de quinta-feira, uma granada explodiu em Tegucigalpa, sem deixar feridos. Homens não identificados lançaram uma granada antitanque contra o prédio onde estão guardadas as cédulas para as eleições, informou a polícia nesta sexta-feira.
A granada errou o alvo, explodindo 500 metros do prédio, disse o porta-voz policial Orlin Cerrato. Moradores de vários bairros ouviram a explosão na quinta-feira à noite, mas não houve danos.
A polícia acredita que o prédio fosse o alvo, porque os edifícios circundantes são na maioria residenciais. Eles disseram que o a granada de fabricação russa provavelmente foi lançada por pessoas inexperientes.
"A intenção era destruir material eleitoral para sabotar as eleições", disse Cerrato.
Com Reuters e Associated Press
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Especial


Engraçado que o governo da Arábia Saudita é uma ditadura feroz, na qual é aplicada a Sharia de forma radical. Mulheres não podem dirigir, não podem estudar (como não podem conversar com homens que não sejam de sua família, fica difícil estudar em uma universidade), são obrigadas a utilizar roupas que cubram o corpo todo dos ombros até os pés.
Pessoas são presas por acusações como "bruxaria".
Quem manda é a família real, que não é eleita por pessoa alguma.
Engraçado. Nunca vi criticarem a Arábia Saudita. Será que tem algo a ver com o alinhamento desse país com as potências ocidentais?
Bomba atômica? E quando Israel admitiu que tinha feito a bomba às escondidas? Ah, normal... Israel é brother, então eles podem...
E o ditadorzinho Uribe, vizinho do ditadorzinho Chavez? Os dois são promotores da reeleição infinita na América do sul, mas porque será que um é sempre atacado por isso e o outro não?
E as eleições do Afeganistão, marcadas por fraudes? Elas não tem problema reconhecer, o problema é reconhecer as do Irã.
O único nome para isso é hipocrisia.
Depois perguntam porque cresce o sentimento antiamericano no mundo.
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O cara nem assumiu e já começou a fazer gozação pesada e desmoralizante. Traduzindo ao pé da letra para um português menos casto, foi o mesmo que chamar o governo brasileiro de louco momentâneo...
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