Juiz ordena detenção de 2 peruanos e 2 chilenos por espionagem
da Efe, em Lima
Um juiz de Lima ordenou a detenção de dois suboficiais peruanos e a captura de dois supostos militares chilenos acusados de estarem implicados em um caso de espionagem, informaram hoje meios de comunicação locais.
O governo peruano confirmou hoje que um suboficial da Força Aérea Peruana (FAP), que serviu na embaixada de seu país no Chile até 2003, foi descoberto espionando para o país vizinho.
O juiz Luis Garzón Castillo, a cargo do Julgado Penal de Turno Permanente da Corte Superior de Lima, abriu hoje processo contra o suboficial pelas acusações de revelação de segredos nacionais, espionagem e lavagem de ativos em agravo do Estado.
Além disso, ditou ordem de detenção contra outro suboficial da FAP pela acusação de cúmplice nos delitos de revelação de segredos nacionais e espionagem, em prejuízo do Estado peruano.
A resolução judicial também ordena a captura de dois supostos militares chilenos, acusados de serem os instigadores destes delitos.
A resolução diz que antes de solicitar a extradição dos dois chilenos se deverá confirmar os dados que se têm sobre sua identidades.
Segundo a imprensa local, o suboficial da FAP detido por espionagem confessou perante a polícia especializada e a promotoria que recebeu em média US$ 3 mil mensais dos dois chilenos em troca de informação confidencial e secreta.
O caso fez hoje que o governo peruano decidisse chamar a consultas seu embaixador em Santiago e que o presidente Alan García antecipasse seu retorno a Lima, sem reunir-se em Cingapura com sua colega chilena, Michelle Bachelet.
O chanceler peruano, José García Belaúnde, também disse que se cancelou a visita que ia a fazer na próxima semana a Santiago a ministra da Produção, Mercedes Aráoz, e considerou que a espionagem é um ato "pouco amistoso e ofensivo" ao Peru.
