Mundo
14/11/2009 - 07h50

Em Tóquio, Obama diz que buscará cooperação com a China

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da Efe, em Tóquio
da France Presse, em Tóquio

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou neste sábado em Tóquio que buscará uma "cooperação pragmática" com a China, a grande potência em ascensão na Ásia.

Em discurso sobre o papel dos EUA na Ásia, Obama disse dar as boas-vindas "aos esforços chineses para desempenhar um maior papel no cenário mundial" e destacou que "a ascensão de uma China forte e próspera pode ser uma fonte de força" para a comunidade internacional.

O EUA "não procuram conter a China", ressaltou o presidente americano, que também indicou que "um aprofundamento de nossos laços" com esse país não quer dizer que se debilitarão os laços bilaterais com outras nações.

Sobre a questão dos direitos humanos, Obama afirmou que os Estados Unidos jamais calarão sua voz na defesa dos "valores fundamentais, que incluem o respeito à religião e à cultura de todos os povos, mas realizaremos estas discussões no espírito de amizade e sem rancor".

O presidente americano realiza uma viagem pela Ásia, na qual procura reforçar o papel dos EUA na região, frente a uma China cada vez mais forte e cuja influência se deixa sentir cada vez mais no continente.

Assim, afirmou que "as fortunas dos EUA e da Ásia-Pacífico se encontram mais estreitamente vinculadas que nunca. "Quero que todos saibam que temos um papel no futuro desta região, porque o que ocorre aqui tem um efeito direto nas vidas de nosso país", disse Obama.

Coreia do Norte

Em seu discurso, feito no Suntory Hall de Tóquio, Obama citou os principais desafios que enfrenta a região.

Ele fez menção especial à Coreia do Norte e seu programa nuclear, e destacou que os EUA "não se acovardarão perante as ameaças" repetidas por Pyongyang, à qual instou a retornar à mesa de negociações multilateral para que esse regime renuncie a suas ambições atômicas.

Obama advertiu que os Estados Unidos "não se verão intimidados pelas ameaças e seguirão enviando uma mensagem clara por meio de ações, e não apenas por suas palavras".

Se a Coreia do Norte opta por cumprir seus compromissos internacionais, ressaltou Obama, os EUA "abrirão um diálogo" para que o país possa reintegrar-se na comunidade global.

O discurso de Obama ocorre no momento em que Washington indicou que seu enviado especial para a Península coreana, Steve Bosworth, irá à Coreia do Norte antes de final deste ano para manter conversas bilaterais com esse regime.

Mianmar

Outra ditadura asiática, Mianmar, foi citada no discurso do presidente americano.

Obama, que participará neste domingo de uma reunião em Cingapura com os dez países da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), incluindo Mianmar, lembrou que os EUA iniciaram uma nova estratégia em relação a Yangun, que agora combinará sanções com o desenvolvimento de um diálogo.

"Estamos nos comunicando diretamente com os líderes de Mianmar, para deixar claro que as sanções continuarão até que haja passos concretos em direção à reforma democrática", como a libertação da líder da oposição, Aung San Suu Kyi.

Obama falou também a respeito de alguns dos principais desafios que a região enfrenta, como a mudança climática, e defendeu que "cabe a todos os países" tomar medidas para combatê-lo e "garantir o êxito da cúpula de Copenhague" no próximo mês.

Comentários dos leitores
O Pacificador (220) 27/11/2009 23h53
O Pacificador (220) 27/11/2009 23h53
E lula responde á Carta do Obama...
Deve ter começado mais ou menos assim:
"Pô Obama, você não disse que eu era "o cara"? Então, eu acreditei, achei que era pra valer..."
A cumparenhada finalmente começa a acordar para a realidade, para o que eles são na verdade, ou seja nada, um zerão redondão á esquerda (que por coincidência, é o lado favorito deles...).
Lula agora, o ator enganador, se tornou o personagem principal daquele filme:
"O Rato que Ruge..."
Responder para Obama? Ele?
Só se for...
Sim senhor!
sem opinião
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Carlos Gonçalves (406) 27/11/2009 17h47
Carlos Gonçalves (406) 27/11/2009 17h47
Até quando os americanos podem matar e não serem responsáveis pelos crimes que cometem contra civilizações iraquiana, afegãs, entre outras.? 3 opiniões
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Natália Barcelo (1) 26/11/2009 11h12
Natália Barcelo (1) 26/11/2009 11h12
Os EUA influencia, ainda que sutilmente, decisões internacionais. Lula, no meu ponto de vista, fez certo em receber Ahmadinejad a fim de estabelecer, além de esclarecer sua posição em relação ao enriquecimento de urânio do Irã. Afirmando que apoia desde que seja para fins pacíficos, em outras palavras; desde que voces nao façam uma bomba atómica. O que prova ser contraditório, pois uma região como o Irã com tantos conflitos e uma notável instabilidade, pode intencionalmente criar armas nucleares a fim de se "precaverem". Lula reafirmou sua posiçao de nem lá nem cá. Concorda com o Irã, mas sem entrar em divergencia com os EUA. sem opinião
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