Mundo
14/11/2009 - 14h02

Após visita ao Japão, Obama chega a Cingapura para cúpula do Apec

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da Efe, em Cingapura e Tóquio
da France Presse, em Tóquio

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, chegou neste sábado a Cingapura para assistir à cúpula do Apec (Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico), na segunda etapa de sua viagem pela Ásia, que também o levará à China.

O avião Air Force One de Obama aterrissou neste sábado em uma base militar de Cingapura, e o líder americano deve se juntar no final do jantar de gala aos líderes do bloco regional.

Obama iniciou sua viagem asiática ontem no Japão e, na próxima semana, visitará a China.

Em Cingapura, além de participar da reunião do Apec, Obama deve realizar uma série de encontros bilaterais e se reunir com os dez chefes de Estado ou governo da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático).

Será a primeira vez que um presidente americano participará de uma cúpula com os países da Asean, onde estará presente o primeiro-ministro birmanês, o tenente-general Thein Sein.

Os EUA se negavam a participar de atos onde estivessem presentes representantes da Junta Militar birmanesa, mas a Casa Branca adotou uma nova política de "distensão" para conseguir reformas democráticas em Mianmar, regida por militares desde 1962.

Em discurso em Tóquio, Obama lembrou que a nova estratégia dos EUA em relação a Yangun, que agora combinará sanções com o desenvolvimento de um diálogo.

"Estamos nos comunicando diretamente com os líderes de Mianmar, para deixar claro que as sanções continuarão até que haja passos concretos em direção à reforma democrática", como a libertação da líder da oposição, Aung San Suu Kyi.

Ele falou também a respeito de alguns dos principais desafios que a região enfrenta, como a mudança climática, e defendeu que "cabe a todos os países" tomar medidas para combatê-lo e "garantir o êxito da cúpula de Copenhague" no próximo mês.

China

Obama disse também que buscará uma "cooperação pragmática" com a China, a grande potência em ascensão na Ásia, dando as boas-vindas "aos esforços chineses para desempenhar um maior papel no cenário mundial". Ele destacou que "a ascensão de uma China forte e próspera pode ser uma fonte de força" para a comunidade internacional.

O EUA "não procuram conter a China", ressaltou o presidente americano, que também indicou que "um aprofundamento de nossos laços" com esse país não quer dizer que se debilitarão os laços bilaterais com outras nações.

Sobre a questão dos direitos humanos, Obama afirmou que os Estados Unidos jamais calarão sua voz na defesa dos "valores fundamentais, que incluem o respeito à religião e à cultura de todos os povos, mas realizaremos estas discussões no espírito de amizade e sem rancor".

Assim, afirmou que "as fortunas dos EUA e da Ásia-Pacífico se encontram mais estreitamente vinculadas que nunca. "Quero que todos saibam que temos um papel no futuro desta região, porque o que ocorre aqui tem um efeito direto nas vidas de nosso país", disse Obama.

Coreia do Norte

Em seu discurso, feito no Suntory Hall de Tóquio, Obama citou os principais desafios que enfrenta a região.

Ele fez menção especial à Coreia do Norte e seu programa nuclear, e destacou que os EUA "não se acovardarão perante as ameaças" repetidas por Pyongyang, à qual instou a retornar à mesa de negociações multilateral para que esse regime renuncie a suas ambições atômicas.

Obama advertiu que os Estados Unidos "não se verão intimidados pelas ameaças e seguirão enviando uma mensagem clara por meio de ações, e não apenas por suas palavras".

Se a Coreia do Norte optar por cumprir seus compromissos internacionais, ressaltou Obama, os EUA "abrirão um diálogo" para que o país possa reintegrar-se na comunidade global.

O discurso de Obama ocorre no momento em que Washington indicou que seu enviado especial para a Península coreana, Steve Bosworth, irá à Coreia do Norte antes de final deste ano para manter conversas bilaterais com esse regime.

Comentários dos leitores
Marlene Pinheiro (1) 19/12/2009 14h14
Marlene Pinheiro (1) 19/12/2009 14h14
Depois de analisar a briga e empurra empurra que foi feito na COP15, para ver quem pagaria 100 bilhoes de dolares, essa matéria parece estupida! Para isso o maior poluente do mundo tem dinheiro, aliás, 6x mais dinheiro do que foi tentado acordar!!!! Que vergonha. sem opinião
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fabio siqueira ferreira (259) 19/12/2009 09h12
fabio siqueira ferreira (259) 19/12/2009 09h12
Determinados tolos imaginam que os Estados Unidos temem o poder nuclear do Irã. E a estultice vai mais longe quando alguns aplaudem a possibilidade de o Irã ter a sua bomba atômica.
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O ponto não é se os Estados Unidos possuem o monopólio da tecnologia atômica, mas nas mãos de quem o poder destrutivo vai estar. Sob o domínio do ditador iraniano é que não pode ficar.
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O poder bélico está no domínio da tecnologia e da informação. A capacidade de antecipar-se a ações do inimigo é que fazem a diferença no campo de batalha. Os alvos são milimetricamente destruídos. Exemplo disso são os aviões pilotados à distância e a superbomba antibunker.
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A bomba com a maior quantidade de megatons é a econômica. O Irã e o seu petróleo são convenientes para os Estados Unidos. É tão verdadeira a afirmação que o ditador iraniano não tem coragem de suspender as vendas do seu petróleo para os americanos e europeus.
2 opiniões
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J. R. (1198) 18/12/2009 07h16
J. R. (1198) 18/12/2009 07h16
O Caso James Bain, que ficou preso 35 anos na Flórida - U-S-A por 35 anos e teve recusado exame de DNA diversas vezes até o que o inocentou, só mostra o quanto as lideranças daquele país são racistas e corruptas, de fato são os maiores terroristas do mundo, e não as "tribos árabes" do Oriente Médio como querem fazer parecer. James Bain foi condenado por ser negro e provavelmente no lugar de alguma figura protegida. 34 opiniões
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