Mediante atraso em acordo, Zelaya já rejeita reconhecer eleição
da Folha Online
O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, tornou definitivo o impasse na política do país ao enviar sábado (14) para o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, uma carta afirmando que não aceita mais "nenhum acordo" para a sua restituição ao poder se continuar obrigado a reconhecer as eleições presidenciais marcadas para ocorrer a menos de 15 dias.
No fim do mês passado, Zelaya e o presidente interino Roberto Micheletti assinaram acordo mediado pelos EUA, chamado de Acordo Tegucigalpa/San José Diálogo de Guaymuras, que estabelecia a criação de um governo de unidade entre as duas partes até a aprovação, pelo Congresso, do retorno de Zelaya ao poder. Ele, então, deveria aceitar as eleições e deixar o cargo, na data da posse do seu sucessor eleito.
| Orlando SIERRA/France Presse |
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| O presidente deposto Manuel Zelaya, que não quer voltar ao poder para realizar eleições 15 dias depois; ele cobra pressão dos EUA |
Entretanto, 15 dias depois, o único passo concluído do acordo foi a criação de uma comissão de verificação da sua aplicação. Não houve governo de unidade, porque apenas Micheletti fez sugestões de nomes --Zelaya insistia em liderar o grupo--; e o Congresso hondurenho sequer agendou debates sobre o retorno do deposto ao poder, sob o argumento de que deve, antes, receber um parecer da Suprema Corte.
Para Zelaya, o acordo não avançou porque Micheletti quer evitar o retorno ao poder, adiando a decisão até as eleições. O próprio Micheletti já afirmou publicamente ter garantias dos EUA de que o vencedor das eleições será reconhecido, desde que o pleito seja "transparente".
"A partir desta data [sábado], qualquer que seja o caso, não aceito nenhum acordo de volta à Presidência", disse Zelaya na carta a Obama. Aceitar tal acordo, diz Zelaya, seria "encobrir o golpe de Estado, que sabemos possuir impacto direto, por repressão militar, sobre os direitos humanos dos habitantes do nosso país".
Na carta, Zelaya questiona Obama sobre o que acredita ter sido uma mudança de posição do governo perante a crise. "No mesmo dia em que se instalava, em Tegucigalpa, a comissão de verificação do acordo, nos surpreenderam as declarações dos funcionários do Departamento de Estado americano que mudam sua posição e interpretam o acordo unilateralmente com as declarações seguintes: 'as eleições seriam reconhecidas pelos EUA com ou sem restituição'.
"O regime interino comemorou essa mudança e usou essas declarações para seus objetivos e, imediatamente, terminou de descumprir e violar o acordo", afirmou.
O presidente deposto afirmou que as eleições próximas são ilegais por"ocultarem o golpe de Estado militar". "É uma manobra eleitoral antidemocrática repudiada por grandes setores do povo para encobrir os autores materiais e intelectuais do golpe", completou. Por fim, Zelaya pede que os EUA ajudem a propiciar, em Honduras, "um clima de reconciliação nacional e um consequente processo eleitoral constitucional, limpo, com garantias de participação igualitária e livre para todos os hondurenhos".
Zelaya e seus partidários permanecem ilhados na embaixada do Brasil em Tegucigalpa desde 21 de setembro passado, quando, sob ordem de prisão, ele retornou ilegalmente para o país.
Na semana passada, os EUA enviaram Craig Kelly, vice-secretário de Estado do Hemisfério Ocidental, para tentar fazer avançar o acordo.
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J. R, me lembro da música.
Achava um insulto a minha inteligência que aqueles carros-forte da Brinks, se não me engano, estampasse a frase "Ame-o ou deixe-o" na trazeira dos seus caminhões de valores.
Agora, outra picardia que não me esqueço é aquela campanha dos dois apresentadores dos Diários Associados: "Ouro para o bem do Brasil!". Um deles chamava-se Tico-Tico o outro
Quatrocentos quilos de ouro foram afanados das pessoinhas paulistas em troca de uma anel com a inscrição "Legionários da democracia".
Tudo com o irrestrito apoio do Rotary e do Lions.
Oh, deuses, quantos sapos já tivemos que engolir.
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O povo participou da eleição sem levar em conta a torcida do Chapolim.
Porfirio Lobo foi eleito democraticamente e isso tira o tapete de fumaça do Hugo Chavez e seu marionete Zelaya.
Até a Dilma admite a fragilidade dessa "politica" do Celso Amorim e aceita o resultado democratico da eleição hondurenha.
Será que o Lula vai engolir essa da Dilma Roussef depois da "peremptoriamente não" ?
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