Mundo
15/11/2009 - 11h43

Guerrilheiro chama valorização dos curdos na Turquia de "show"

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da Efe, em Ancara

O líder do ilegal Partido dos Trabalhadores de Curdistão (PKK), Abdullah Ocalan, chamou de "show" a recente iniciativa do governo da Turquia de conceder mais direitos à minoria curda no país. Em mensagem enviada à imprensa através de seu advogado, o líder guerrilheiro, que cumpre prisão perpétua na Turquia, disse também que seu estado de saúde é ruim.

AP
Abdullah Ocalan, líder do PKK, que cumpre prisão perpétua na Turquia
Abdullah Ocalan, líder do PKK, que cumpre prisão perpétua na Turquia

Em suas declarações, emitidas pela agência de notícias pró-curda "Firat News", Ocalan diz que "há grupos no Estado turco que querem resolver o problema curdo e outros que não querem". "Mas está claro o que o governo quer fazer. É um grande 'show', que deve terminar", afirmou Ocalan, em suas declarações.

Segundo o líder do PKK, o islâmico moderado Partido de Justiça e Desenvolvimento (AKP) sempre se junta aos mais fortes e, também na questão curda, no final, fará o que a maioria disser. "Duvido muito da sinceridade do AKP", disse Ocalan, depois do debate parlamentar sobre a reforma dos direitos dos curdos, que é rejeitada pela oposição laica e nacionalista.

O pacote de medidas apresentado na sexta-feira pelo primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, inclui, entre outros pontos, a libertação de todos os prisioneiros curdos menores de idade, a ampliação das emissoras curdas a 24 horas por dia e eliminar certas restrições de movimentação nas regiões curdas.

Sobre seu estado de saúde, o líder de 60 anos disse que este depende da situação política e do processo de paz. "Eu sou um refém político. Sou como alguém ligado a uma máquina de oxigênio. Como medida de castigo, estão ligando e desligando. Se quiserem, poder desligá-la quando quiserem", disse Ocalan.

"Meu estado de saúde não é bom. Tenho problemas urológicos, respiratórios e com minha garganta. Não consigo dormir. É um milagre que possa sobreviver aqui", concluiu o homem que iniciou a luta armada do PKK, há 25 anos.

 

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