Terremoto em Marrocos mata pelo menos 226 pessoas
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da Folha OnlineAo menos 226 pessoas morreram e outras centenas ficaram feridas em decorrência de um forte terremoto que atingiu hoje a Província de Al Hoceima, norte do Marrocos, segundo dados da agência oficial MAP citados pela agência de notícias Reuters. As informações, no entanto, ainda são conflitantes. A agência Associated Press informa que há cerca de 300 mortos.
Segundo o US Geological Survey (instituto especializado em acidentes naturais ligado ao governo norte-americano), o terremoto registrou 6,5 pontos na escala Richter. Outras medições variam entre 6,1 e 6,3 pontos na mesma escala. O epicentro do tremor foi no estreito de Gibraltar, que separa o Marrocos da Espanha, e a cerca de 300 quilômetros a nordeste da capital Rabat.
A agência oficial Map informa ainda que o vilarejo de Ait Kamara, 14 quilômetros ao sul de Al Hoceima, foi "completamente destruído". A maioria das casas é feita de tijolos de barro. Duas cidades próximas, Im Zouren e Bni Hadifa, também foram gravemente atingidas.
O número de mortos subiu rapidamente à medida em que as equipes de resgate começaram a chegar às áreas mais atingidas. Militares e civis foram enviados para ajudar os sobreviventes e procurar vítimas sob os escombros. O acesso é difícil, no entanto, devido às estradas estreitas e em péssimo estado que levam ao local. A França tem duas equipes de 60 homens cada, especializadas em resgates desse tipo, de prontidão.
Segundo o ministro do Interior do país, Mustapha Sahel, o número de mortos deve aumentar ao longo do dia. "Quando achamos que já vimos todos os mortos e feridos, outros chegam em ambulâncias", disse outro médico do Hospital Mohhamad 5º, de Al Hoceima.
Al Hoceima é uma das maiores cidades no norte de Marrocos. Embora seja um local muito procurado por turistas devido de suas praias mediterrâneas, a região sofre com extrema pobreza devido à negligência do governo depois de uma rebelião em 1960. A economia local é mantida por fazendeiros e pescadores.
O terremoto foi sentido no sul da Espanha, mas não há notícias de danos na região.
Irã
Um terremoto de 6,3 graus na escala Richter --a mesma intensidade do que atingiu Al Hoceima nesta terça-- destruiu a cidade histórica de Bam, no Irã, em 26 de dezembro do ano passado. O terremoto matou pelo menos 30 mil pessoas e feriu no mínimo 50 mil. Antes do desastre, Bam tinha uma população de cerca de 180 mil habitantes. Foram destruídas por volta de 90% das edificações da cidade, surgida há 2.000 anos e que está localizada mil quilômetros a sudeste da capital, Teerã.
Após o terremoto em Bam, o governo iraniano cogitou trocar sua capital. Teerã está localizada sobre uma grande falha geológica e é suscetível a tremores. A população de Teerã é de 12 milhões de habitantes. Segundo geólogos, se o sismo que destruiu Bam tivesse ocorrido em Teerã, o número de mortos passaria de 700 mil --seria o mais letal da história.
Treze dias depois do tremor em Bam, um homem de 56 anos de idade foi tirado com vida dos escombros. Depois de ser resgatado, o homem balbuciou seu nome, Jalil, e entrou em coma. "É um milagre", disse Mahdi Shadnoush, médico-chefe do hospital montado pela equipe de ajuda da Ucrânia. Geralmente, poucos conseguem sobreviver mais do que três dias sob destroços de terremotos.
Com agências internacionais


