Novo abalo atinge região marroquina afetada por terremoto
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da France Presse, em Madrida Folha Online
Um tremor de 5,3 graus na escala Richter sacudiu hoje a região de Província de Al Hoceima, norte do Marrocos, anunciou o Instituto Espanhol Geográfico Nacional. Na terça-feira (24), um terremoto de 6,5 graus na escala Richter causou a morte de 571 pessoas e deixou e mais de 400 feridos.
Desde o primeiro terremoto, ocorrido na terça-feira, 200 réplicas de intensidade entre 3 graus e 4 graus atingem a região.
Al Hoceima, uma das maiores cidades no norte do país e cuja população é na maioria formada por berberes, foi fundada por espanhóis, inicialmente como um posto militar, no início do século 20, com o nome de Vila Sanjuro.
Embora seja um ponto turístico por causa de suas praias mediterrâneas, a região sofre com a extrema pobreza e o subdesenvolvimento devido à negligência do governo após uma rebelião berbere [nômades que formam a segunda maior etnia do Marrocos] em 1960. A economia local é sustentada pela pesca e por fazendeiros.
O abalo --que foi sentido através do estreito de Gibraltar, na terça-feira-- afetou prédios de apartamentos nas regiões de Andaluzia e Múrcia (sul e sudeste da Espanha), mas não houve relatos de danos. Houve também um tremor na região dos Alpes, no sul da França. Não foram registrados danos também.
O último tremor na área atingiu 6 graus na escala Richter, em 1994. O pior terremoto em Marrocos, no entanto, aconteceu em 1960, quando 12 mil pessoas morreram em um abalo que destruiu a cidade de Agadir.
Com agências internacionais
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