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Guatemala decide extraditar ex-presidente para ser julgado nos EUA
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da Efe, na Guatemala
Atualizado às 05h42.
Um tribunal penal da Guatemala declarou procedente a extradição do ex-presidente Alfonso Portillo aos Estados Unidos, onde será processado no país pelo delito de "conspiração para lavar dinheiro".
Os membros do Tribunal responsável pelo caso votaram a favor do pedido da Promotoria de Nova York (EUA), que reivindica a presença do ex-líder guatemalteco por supostamente ter utilizado o sistema bancário americano para lavar mais de US$ 70 milhões.
Após debater por mais de doze horas os argumentos expostos pela Promotoria e a defesa do ex-líder, os juízes, por unanimidade, decidiram dar sinal verde à extradição ao encontrar "suficientes elementos probatórios".
No entanto, segundo a decisão do tribunal, a extradição aos Estados Unidos não poderá ser concretizada até que haja sentenças firme nos outros processos que há contra Portillo nos tribunais locais.
O ex-líder, detido no último dia 26 de janeiro no litoral do Caribe a pedido dos Estados Unidos, também enfrenta perante os tribunais guatemaltecos um julgamento por desvio de fundos, delito pelo qual foi extraditado do México em outubro de 2008, sendo liberado por uma fiança de US$ 120 mil.
Prisão
O ex-presidente (2000-2004) foi detido em janeiro nas praias de Punta de Palma, a cerca de 240 km da capital guatemalteca, durante uma operação da polícia.
Acusado de lavar dezenas de milhões de dólares de fundos públicos de seu país no sistema bancário americano, ele disse, após ser preso, ser vítima de uma conspiração.
com Folha Online
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