Mundo
12/04/2004 - 11h37

Espanha detém mais três marroquinos por envolvimento com 11/3

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da France Presse, em Madri
da Folha Online

Três marroquinos foram detidos durante o feriado de Páscoa em função da investigação dos atentados de 11 de março, em Madri, que mataram 191 pessoas e deixaram mais de 1.500 feridas.

Um desses marroquinos, Fuad el Morabit, estudante de 28 anos, já havia sido detido e liberado. Agora, ele se encontra na Audiência Nacional, a principal instância penal espanhola, esperando ser interrogado pelo juiz Juan del Olmo.

Os outros dois foram detidos na sexta-feira (9) passada, em Perla, periferia de Madri, e deverão comparecer na quarta-feira ante o mesmo juiz.

Outras três pessoas, também detidas em Perla, foram liberadas por não terem envolvimento com os atentados.

Atentado suicida

No sábado (3), supostos terroristas detonaram explosivos dentro de um apartamento no bairro de Leganés, em Madri. A polícia fazia uma ação em busca de supostos terroristas. A explosão destruiu as paredes laterais dos dois primeiros andares do prédio.

"Os agentes da polícia especial estavam preparados para invadir o prédio e, quando começaram a executar o plano, os terroristas detonaram uma bomba poderosa", disse o ministro do Interior espanhol, Angel Acebes. Mais cedo, a polícia tinha isolado e evacuado a área onde realizava a operação de busca.

Após a explosão, a polícia econtrou dinheiro, documentação, mapas, explosivos e material "suficiente para preparar um novo 11 de março" entre os escombros do apartamento, onde pelo menos sete militantes islâmicos radicais se suicidaram, cercados pela polícia.

As fontes judiciais, que não tiveram seus nomes revelados, afirmaram que eles dispunham de documentação, mapas, explosivos preparados, material suficiente para preparar novos atentados.

De acordo com as informações, antes de se suicidar, os militantes teriam se colocado "em círculo, ao redor de um deles que usava, preso ao seu corpo, um cinto artesanal" carregado com explosivos. Alguém, que seria cúmplice dos militantes radicais que estavam no interior do apartamento, teria avisado o grupo sobre o cerco policial e conseguiu escapar.

Durante as tarefas de busca entre os entulhos, os investigadores encontraram "bastante dinheiro" em notas de 500 euros, acrescentaram as fontes. Segundo o jornal espanhol "ABC", foram descobertos cerca de 36 mil euros em várias bolsas.

O Ministério do Interior espanhol confirmou a conclusão da busca de indícios entre os escombros do apartamento.

Dos sete corpos encontrados no local, apenas quatro foram identificados, o do tunisiano Serhan ben Abdejmajid Fakhet, apelidado de "o tunisiano", considerado o "cérebro" dos atentados; o marroquino Jamal Ahmidan, apelidado "o chinês", considerado o chefe de operações do grupo; o marroquino Abdennabi Kunjaa, apelidado "Abdallah" e Asri Rifaat Anuar.

Com agências internacionais

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