19/04/2004
-
22h57
O presidente americano, George W. Bush, criticou o novo primeiro-ministro da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, por sua decisão de retirar os 1.400 soldados espanhóis que estão no Iraque e pediu a ele que se certifique de que a saída não ponha em risco outras tropas.
O governo dos Estados Unidos está preocupado com o risco de que a saída dos espanhóis vá prejudicar a segurança em algumas partes do Iraque. A coalizão deve preencher vazios deixados pela Espanha com soldados americanos ou de outros parceiros.
O governo de Honduras, no entanto, anunciou hoje que pode seguir o exemplo espanhol e retirar os 370 soldados hondurenhos que estão no país.
O porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan, disse que o presidente Bush falou por cinco minutos ao telefone com Zapatero, em ligação iniciada pelo espanhol. No telefonema, Bush se mostrou frustrado com a decisão e alertou a Espanha para que não tome decisões que possam dar "um falso conforto para os terroristas."
"Nós vamos continuar trabalhando com a Espanha na guerra contra o terrorismo", disse McClellan. "A coalizão no Iraque é forte."
Zapatero anunciou neste domingo que vai retirar os 1.400 soldados espanhóis do Iraque o mais rápido possível. Antes de Zapatero, quando o primeiro-ministro era José María Aznar, a Espanha era um dos maiores aliados dos EUA na coalizão.
A retirada dos soldados espanhóis do Iraque é uma promessa de campanha de Zapatero, anterior aos atentados de 11 de março em Madri, quando explosões em linhas de trens deixaram 191 mortos e cerca de 1.500 feridos.
Com agências internacionais
Especial
Leia mais sobre o Iraque ocupado
Bush critica Zapatero por retirada de tropas espanholas do Iraque
Publicidade
da Folha OnlineO presidente americano, George W. Bush, criticou o novo primeiro-ministro da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, por sua decisão de retirar os 1.400 soldados espanhóis que estão no Iraque e pediu a ele que se certifique de que a saída não ponha em risco outras tropas.
O governo dos Estados Unidos está preocupado com o risco de que a saída dos espanhóis vá prejudicar a segurança em algumas partes do Iraque. A coalizão deve preencher vazios deixados pela Espanha com soldados americanos ou de outros parceiros.
O governo de Honduras, no entanto, anunciou hoje que pode seguir o exemplo espanhol e retirar os 370 soldados hondurenhos que estão no país.
O porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan, disse que o presidente Bush falou por cinco minutos ao telefone com Zapatero, em ligação iniciada pelo espanhol. No telefonema, Bush se mostrou frustrado com a decisão e alertou a Espanha para que não tome decisões que possam dar "um falso conforto para os terroristas."
"Nós vamos continuar trabalhando com a Espanha na guerra contra o terrorismo", disse McClellan. "A coalizão no Iraque é forte."
Zapatero anunciou neste domingo que vai retirar os 1.400 soldados espanhóis do Iraque o mais rápido possível. Antes de Zapatero, quando o primeiro-ministro era José María Aznar, a Espanha era um dos maiores aliados dos EUA na coalizão.
A retirada dos soldados espanhóis do Iraque é uma promessa de campanha de Zapatero, anterior aos atentados de 11 de março em Madri, quando explosões em linhas de trens deixaram 191 mortos e cerca de 1.500 feridos.
Com agências internacionais
Especial


