11/11/2004
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09h11
Líderes mundiais expressaram nesta quinta-feira sua opinião sobre a morte do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Iasser Arafat:
George W. Bush
O presidente americano falou que a "a morte de Iasser Arafat é um momento significativo para a história dos palestinos". Ele pediu que o mundo ajude os palestinos na constituição de "um Estado democrático" em paz com Israel.
"Nós expressamos nossas condolências ao povo palestino. Esperamos que o futuro traga paz e o preenchimento das aspirações para um Estado palestino independente e democrático, que esteja em paz com seus vizinhos."
Ariel Sharon
O primeiro-ministro israelense afirmou que a morte de Arafat é uma mudança histórica para o Oriente Médio. "Israel é um país que procura pela paz e vai continuar seus esforços para promovê-la junto aos palestinos sem [que a morte de Arafat crie] atrasos no processo."
O premiê se negou a chamar Arafat pelo nome e disse esperar que os palestinos trabalhem para "parar o terrorismo", condição descrita por ele como essencial para o avanço nas negociações de paz.
Tony Blair
O primeiro-ministro britânico disse que a "coisa mais importante é ter certeza que nós vamos prosseguir com o processo de paz, porque há miséria para os palestinos, e há miséria para os israelenses, que sofrem com a atividade terrorista."
Blair também afirmou que "ele [Arafat] ganhou o Nobel da paz em 1994 junto a Yitzhak Rabin [premiê israelense assasinado por um militante judeu de extrema direita, em 1995] pelo reconhecimento de seus esforços para chegar à paz no Oriente Médio. Ele liderou seu povo para aceitar a necessidade da convivência entre duas nações."
João Paulo 2º
O papa João Paulo 2º pediu em suas orações "a paz na Terra Santa, com dois Estados independentes e soberanos, plenamente reconciliados entre eles."
"O papa João Paulo 2º se une à dor do povo palestino após a morte de seu presidente, Iasser Arafat, e rezou por ele", afirmou o porta voz do papa, Joaquin Navarro Valls.
Kofi Annan
O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas) informou, por meio de seu porta-voz, que ficou "profundamente comovido" ao saber da morte de Arafat. "O presidente Arafat era um dos poucos líderes que poderia ser reconhecido instantaneamente em qualquer lugar do mundo. Por cerca de quatro décadas, ele expressou e simbolizou em sua pessoa as aspirações do povo palestino. Ele será sempre lembrado por ter liderado os palestinos a aceitarem a coexistência pacífica entre o Estado de Israel e o futuro Estado palestino", disse.
Jacques Chirac
O presidente francês, que visitou Arafat na semana passada no hospital militar Percy, em Clamart, perto de Paris, disse que "era com emoção" que tomava conhecimento da morte de Arafat.
O presidente afirmou que "a França e parceiros da União Européia vão manter, de modo firme e convicto, o compromisso para com os dois Estados [referindo-se a um possível Estado palestino e Israel], vivendo lado a lado, com paz e segurança. O mapa internacional de paz [elaborado pelo Quarteto --EUA, Rússia, União Européia e ONU--, e que prevê a criação de um Estado palestino até 2005] aprovado por Arafat dá abertura a isso."
Thabo Mbeki
O presidente sul-africano disse que a história deve registrar que Arafat trouxe a esperança para milhões de pessoas oprimidas e desprezadas "incitando nelas o conhecimento e a consciência de que, apesar das dificuldades, eles têm em suas mãos a liberdade."
John Howard
O primeiro-ministro australiano disse que "a história vai julgar [Arafat] duramente por não ter agarrado a oportunidade oferecida corajosamente no ano 2000 pelo [então] primeiro-ministro Ehud Barak, que fez com que israelenses concordassem com cerca 90% das exigências palestinas."
Hu Jintao
O presidente da China, Hu Jintao, afirmou em nota que o povo chinês perdeu um "grande amigo". "Arafat foi um líder brilhante dos palestinos. Ele devotou sua vida para defender os interesses e direitos éticos e legais dos palestinos", disse.
Bill Clinton
O ex-presidente americano (1993-2001) apresentou suas condolências pela morte do líder palestino Iasser Arafat e destacou a assinatura dos acordos de Oslo, em 1993, como o melhor momento dele.
"Ofereço minhas condolências à família de Iasser Arafat, a seus parceiros na Organização para a Libertação da Palestina e ao povo palestino, que chora a morte de um homem que simbolizou suas esperanças e aspirações por tanto tempo."
Com agências internacionais
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Líderes mundiais comentam a morte de Iasser Arafat
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da Folha OnlineLíderes mundiais expressaram nesta quinta-feira sua opinião sobre a morte do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Iasser Arafat:
George W. Bush
O presidente americano falou que a "a morte de Iasser Arafat é um momento significativo para a história dos palestinos". Ele pediu que o mundo ajude os palestinos na constituição de "um Estado democrático" em paz com Israel.
"Nós expressamos nossas condolências ao povo palestino. Esperamos que o futuro traga paz e o preenchimento das aspirações para um Estado palestino independente e democrático, que esteja em paz com seus vizinhos."
Ariel Sharon
O primeiro-ministro israelense afirmou que a morte de Arafat é uma mudança histórica para o Oriente Médio. "Israel é um país que procura pela paz e vai continuar seus esforços para promovê-la junto aos palestinos sem [que a morte de Arafat crie] atrasos no processo."
O premiê se negou a chamar Arafat pelo nome e disse esperar que os palestinos trabalhem para "parar o terrorismo", condição descrita por ele como essencial para o avanço nas negociações de paz.
Tony Blair
O primeiro-ministro britânico disse que a "coisa mais importante é ter certeza que nós vamos prosseguir com o processo de paz, porque há miséria para os palestinos, e há miséria para os israelenses, que sofrem com a atividade terrorista."
Blair também afirmou que "ele [Arafat] ganhou o Nobel da paz em 1994 junto a Yitzhak Rabin [premiê israelense assasinado por um militante judeu de extrema direita, em 1995] pelo reconhecimento de seus esforços para chegar à paz no Oriente Médio. Ele liderou seu povo para aceitar a necessidade da convivência entre duas nações."
João Paulo 2º
O papa João Paulo 2º pediu em suas orações "a paz na Terra Santa, com dois Estados independentes e soberanos, plenamente reconciliados entre eles."
"O papa João Paulo 2º se une à dor do povo palestino após a morte de seu presidente, Iasser Arafat, e rezou por ele", afirmou o porta voz do papa, Joaquin Navarro Valls.
Kofi Annan
O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas) informou, por meio de seu porta-voz, que ficou "profundamente comovido" ao saber da morte de Arafat. "O presidente Arafat era um dos poucos líderes que poderia ser reconhecido instantaneamente em qualquer lugar do mundo. Por cerca de quatro décadas, ele expressou e simbolizou em sua pessoa as aspirações do povo palestino. Ele será sempre lembrado por ter liderado os palestinos a aceitarem a coexistência pacífica entre o Estado de Israel e o futuro Estado palestino", disse.
Jacques Chirac
O presidente francês, que visitou Arafat na semana passada no hospital militar Percy, em Clamart, perto de Paris, disse que "era com emoção" que tomava conhecimento da morte de Arafat.
O presidente afirmou que "a França e parceiros da União Européia vão manter, de modo firme e convicto, o compromisso para com os dois Estados [referindo-se a um possível Estado palestino e Israel], vivendo lado a lado, com paz e segurança. O mapa internacional de paz [elaborado pelo Quarteto --EUA, Rússia, União Européia e ONU--, e que prevê a criação de um Estado palestino até 2005] aprovado por Arafat dá abertura a isso."
Thabo Mbeki
O presidente sul-africano disse que a história deve registrar que Arafat trouxe a esperança para milhões de pessoas oprimidas e desprezadas "incitando nelas o conhecimento e a consciência de que, apesar das dificuldades, eles têm em suas mãos a liberdade."
John Howard
O primeiro-ministro australiano disse que "a história vai julgar [Arafat] duramente por não ter agarrado a oportunidade oferecida corajosamente no ano 2000 pelo [então] primeiro-ministro Ehud Barak, que fez com que israelenses concordassem com cerca 90% das exigências palestinas."
Hu Jintao
O presidente da China, Hu Jintao, afirmou em nota que o povo chinês perdeu um "grande amigo". "Arafat foi um líder brilhante dos palestinos. Ele devotou sua vida para defender os interesses e direitos éticos e legais dos palestinos", disse.
Bill Clinton
O ex-presidente americano (1993-2001) apresentou suas condolências pela morte do líder palestino Iasser Arafat e destacou a assinatura dos acordos de Oslo, em 1993, como o melhor momento dele.
"Ofereço minhas condolências à família de Iasser Arafat, a seus parceiros na Organização para a Libertação da Palestina e ao povo palestino, que chora a morte de um homem que simbolizou suas esperanças e aspirações por tanto tempo."
Com agências internacionais
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