23/01/2005
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11h25
da Folha Online
O embaixador do Brasil em Amã, Antônio Carlos Coelho da Rocha, afirmou neste domingo que a construtora Norberto Odebrecht conduzirá as eventuais negociações para a libertação do engenheiro brasileiro João José Vasconcelos Jr., 49. Ele é funcionário da empresa e desapareceu em Beiji, ao norte do Iraque, na última quarta-feira (19).
"É a Odebrecht que vai conduzir as ações", declarou por telefone à Folha Online.
"Por enquanto não temos nenhuma instrução do Itamaraty [no sentido de conduzir qualquer negociação ou contato com os seqüestradores]", afirmou.
Segundo Coelho da Rocha qualquer ação concreta por parte da embaixada "será definida no momento oportuno".
Em entrevista veiculada neste domingo pela GloboNews, uma irmã de Vasconcelos pediu "clemência" ao refém. Ela disse que ele "não é inimigo do país [Iraque]", e que o Brasil "não foi favorável a esse ataque" [referindo-se a invasão do país realizada pelos americanos em 2003].
O desaparecimento de Vasconcelos Jr.
As primeiras informações sobre o desaparecimento do brasileiro no Iraque foram divulgadas pelo Exército americano, no dia 19. Segundo um porta-voz dos militares, baseado em Tikrit [180 km ao norte da capital], insurgentes teriam desferido um ataque contra um comboio da empresa britânica Janusian Security Risk Management. Vasconcelos Jr., da Odebrecht, estaria no grupo.
Ontem o Itamaraty divulgou um comunicado dizendo que o ministro das Relações Exteriores, embaixador Celso Amorim, reuniu o gabinete e mobilizou embaixadas e representações brasileiras na região "a fim de analisar todas as informações relevantes sobre o caso".
Segundo a Odebrecht, familiares de Vasconcelos viajaram aos Estados Unidos para acompanhar o caso de lá (Flórida).
Comunicado
Em um vídeo divulgado ontem na internet, e reproduzido pela rede de TV Al Jazira [Qatar], rebeldes que se identificaram como Brigadas Mujahidin assumiram o seqüestro do brasileiro. Durante a gravação, eles mostraram a identidade do engenheiro, mas o suposto refém, no entanto, não foi exibido.
Segundo a Al Jazira, o seqüestro do brasileiro foi uma ação conjunta das Brigadas com o Exército de Ansar al Sunna, grupo rebelde ligado à Al Qaeda, de Osama bin Laden, e responsável por diversas ações terroristas no Iraque.
No dia seguinte ao desaparecimento de Vasconcelos, o Ansar al Sunna publicou um comunicado na internet assumindo um ataque em Beiji, em que um britânico e um iraquiano foram mortos.
Morte de brasileiro
Coelho da Rocha negou à Folha Online que um segundo brasileiro teria morrido no Iraque. 'Isso [a morte de outro brasileiro] não se confirma. Houve uma confusão por causa das mortes de um britânico e de um iraquiano [no mesmo ataque]', afirmou o embaixador.
Um comunicado divulgado pela Odebrecht, para quem Vasconcelos prestava serviços no Iraque, também negou que o segundo brasileiro, supostamente assassinado, fosse funcionário da empresa. A morte foi "anunciada" pela TV árabe.
"Isso (a morte de outro brasileiro) não se confirma. Houve uma confusão por causa das mortes de um britânico e de um iraquiano [no mesmo ataque]", afirmou o embaixador.
Com agências internacionais
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EMILIA BERTOLLIda Folha Online
O embaixador do Brasil em Amã, Antônio Carlos Coelho da Rocha, afirmou neste domingo que a construtora Norberto Odebrecht conduzirá as eventuais negociações para a libertação do engenheiro brasileiro João José Vasconcelos Jr., 49. Ele é funcionário da empresa e desapareceu em Beiji, ao norte do Iraque, na última quarta-feira (19).
"É a Odebrecht que vai conduzir as ações", declarou por telefone à Folha Online.
| Reprodução/TV AL Jazira |
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| Carteira de mergulhador de Vasconcelos é mostrada em vídeo exibido pela Al Jazira |
Segundo Coelho da Rocha qualquer ação concreta por parte da embaixada "será definida no momento oportuno".
Em entrevista veiculada neste domingo pela GloboNews, uma irmã de Vasconcelos pediu "clemência" ao refém. Ela disse que ele "não é inimigo do país [Iraque]", e que o Brasil "não foi favorável a esse ataque" [referindo-se a invasão do país realizada pelos americanos em 2003].
O desaparecimento de Vasconcelos Jr.
As primeiras informações sobre o desaparecimento do brasileiro no Iraque foram divulgadas pelo Exército americano, no dia 19. Segundo um porta-voz dos militares, baseado em Tikrit [180 km ao norte da capital], insurgentes teriam desferido um ataque contra um comboio da empresa britânica Janusian Security Risk Management. Vasconcelos Jr., da Odebrecht, estaria no grupo.
Ontem o Itamaraty divulgou um comunicado dizendo que o ministro das Relações Exteriores, embaixador Celso Amorim, reuniu o gabinete e mobilizou embaixadas e representações brasileiras na região "a fim de analisar todas as informações relevantes sobre o caso".
Segundo a Odebrecht, familiares de Vasconcelos viajaram aos Estados Unidos para acompanhar o caso de lá (Flórida).
Comunicado
Em um vídeo divulgado ontem na internet, e reproduzido pela rede de TV Al Jazira [Qatar], rebeldes que se identificaram como Brigadas Mujahidin assumiram o seqüestro do brasileiro. Durante a gravação, eles mostraram a identidade do engenheiro, mas o suposto refém, no entanto, não foi exibido.
Segundo a Al Jazira, o seqüestro do brasileiro foi uma ação conjunta das Brigadas com o Exército de Ansar al Sunna, grupo rebelde ligado à Al Qaeda, de Osama bin Laden, e responsável por diversas ações terroristas no Iraque.
No dia seguinte ao desaparecimento de Vasconcelos, o Ansar al Sunna publicou um comunicado na internet assumindo um ataque em Beiji, em que um britânico e um iraquiano foram mortos.
Morte de brasileiro
Coelho da Rocha negou à Folha Online que um segundo brasileiro teria morrido no Iraque. 'Isso [a morte de outro brasileiro] não se confirma. Houve uma confusão por causa das mortes de um britânico e de um iraquiano [no mesmo ataque]', afirmou o embaixador.
Um comunicado divulgado pela Odebrecht, para quem Vasconcelos prestava serviços no Iraque, também negou que o segundo brasileiro, supostamente assassinado, fosse funcionário da empresa. A morte foi "anunciada" pela TV árabe.
"Isso (a morte de outro brasileiro) não se confirma. Houve uma confusão por causa das mortes de um britânico e de um iraquiano [no mesmo ataque]", afirmou o embaixador.
Com agências internacionais
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