24/01/2005
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12h33
da Folha Online
Depois de o governo brasileiro dizer que construtora Norberto Odebrecht agiria sozinha no caso do desaparecimento, no Iraque, do engenheiro brasileiro João José de Vasconcellos Júnior, 49, o Itamaraty, em nota oficial divulgada nesta segunda-feira, anunciou sua participação no caso.
O governo brasileiro informou que o Ministério das Relações Exteriores permanece em contato com a Odebrecht e com as representações do Brasil no exterior para tentar buscar o fim do seqüestro de Vasconcelos Jr.
Ontem o embaixador do Brasil em Amã (Jordânia), Antônio Carlos Coelho da Rocha, disse que a entrada nas discussões do governo brasileiro, que foi contra a guerra no Iraque, daria uma relevância política desnecessária ao caso, que só atrapalharia neste momento.
"É a Odebrecht que vai conduzir as ações", declarou por telefone à Folha Online. "Por enquanto não temos nenhuma instrução do Itamaraty [no sentido de conduzir qualquer negociação ou contato com os seqüestradores]", afirmou Coelho da Rocha.
O brasileiro desapareceu na última quarta-feira (19), depois que uma ação conjunta das Brigadas Mujahidin e do Exército de Ansar al Sunna, ligado à Al Qaeda, teriam interceptado um comboio da empresa Janusian Security Risk Management, que presta serviços de segurança à Odebrecht no Iraque.
Na ação, um britânico e um iraquiano foram mortos, segundo informações do Exército dos Estados Unidos.
O diplomata brasileiro Paulo Jooper, responsável pelo núcleo Iraque na embaixada brasileira de Amã, na Jordânia, confirmou nesta segunda-feira à Folha Online que a Odebrecht atua no caso "em colaboração com o Itamaraty".
Jooper disse também que no início [do sumiço de Vasconcelos Jr.], ela [a Odebrecht] pediu para agir sozinha. "Depois disso, eu não sei. Mas de qualquer maneira, todo passo que a empresa dá é comunicado ao Itamaraty", afirmou.
Mobilização
"A última instrução dada às embaixadas e representações do Brasil em outros países foi enviada pelo Itamaraty no sábado (22). Foi pedido aos órgãos representativos que se mobilizassem, a fim de analisar todas as informações relevantes para o caso", diz Jooper.
Além de membros do Itamaraty e das representações diplomáticas, a Odebrecht deverá contar com serviços de uma empresa especializada para solucionar o caso de Vasconcelos Jr.
"O governo brasileiro se associa aos apelos humanitários feitos pela empresa e pela família do senhor Vasconcellos Jr., no sentido de que este lamentável episódio se encerre o mais rapidamente possível, e tem, com a necessária discrição, feito valer os canais de que dispõe", diz a nota do Itamaraty.
Ajuda
A assessoria de imprensa da construtora Norberto Odebrecht informou à Folha Online que a família do engenheiro receberá "todos os cuidados necessários", enquanto durar o suposto seqüestro do engenheiro.
Esta não é a primeira vez que a construtora enfrenta esse tipo de situação. Em 1977, a Odebrecht negociou com o grupo guerrilheiro ELN (Exército de Libertação Nacional) a libertação de um de seus mestres-de-obras que trabalhava na Colômbia. O funcionário ficou cinco meses em poder do grupo, mas foi libertado com vida.
A irmã do engenheiro desaparecido no Iraque disse nesta segunda-feira à Folha Online, por telefone, que falará à imprensa ainda hoje. "Até o momento não há o que dizer, mas vamos falar nesta tarde", disse Carla Vasconcellos.
Na noite de ontem, Carla disse à Folha Online que a família foi orientada a manter silêncio durante as eventuais negociações com o grupo rebelde que teria realizado o seqüestro. A família de Vasconcellos vive em Juiz de Fora (MG).
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EMILIA BERTOLLIda Folha Online
Depois de o governo brasileiro dizer que construtora Norberto Odebrecht agiria sozinha no caso do desaparecimento, no Iraque, do engenheiro brasileiro João José de Vasconcellos Júnior, 49, o Itamaraty, em nota oficial divulgada nesta segunda-feira, anunciou sua participação no caso.
O governo brasileiro informou que o Ministério das Relações Exteriores permanece em contato com a Odebrecht e com as representações do Brasil no exterior para tentar buscar o fim do seqüestro de Vasconcelos Jr.
| Reprodução/TV AL Jazira |
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| Carteira de mergulhador de Vasconcellos é mostrada em vídeo exibido pela Al Jazira |
"É a Odebrecht que vai conduzir as ações", declarou por telefone à Folha Online. "Por enquanto não temos nenhuma instrução do Itamaraty [no sentido de conduzir qualquer negociação ou contato com os seqüestradores]", afirmou Coelho da Rocha.
O brasileiro desapareceu na última quarta-feira (19), depois que uma ação conjunta das Brigadas Mujahidin e do Exército de Ansar al Sunna, ligado à Al Qaeda, teriam interceptado um comboio da empresa Janusian Security Risk Management, que presta serviços de segurança à Odebrecht no Iraque.
Na ação, um britânico e um iraquiano foram mortos, segundo informações do Exército dos Estados Unidos.
O diplomata brasileiro Paulo Jooper, responsável pelo núcleo Iraque na embaixada brasileira de Amã, na Jordânia, confirmou nesta segunda-feira à Folha Online que a Odebrecht atua no caso "em colaboração com o Itamaraty".
Jooper disse também que no início [do sumiço de Vasconcelos Jr.], ela [a Odebrecht] pediu para agir sozinha. "Depois disso, eu não sei. Mas de qualquer maneira, todo passo que a empresa dá é comunicado ao Itamaraty", afirmou.
Mobilização
"A última instrução dada às embaixadas e representações do Brasil em outros países foi enviada pelo Itamaraty no sábado (22). Foi pedido aos órgãos representativos que se mobilizassem, a fim de analisar todas as informações relevantes para o caso", diz Jooper.
Além de membros do Itamaraty e das representações diplomáticas, a Odebrecht deverá contar com serviços de uma empresa especializada para solucionar o caso de Vasconcelos Jr.
"O governo brasileiro se associa aos apelos humanitários feitos pela empresa e pela família do senhor Vasconcellos Jr., no sentido de que este lamentável episódio se encerre o mais rapidamente possível, e tem, com a necessária discrição, feito valer os canais de que dispõe", diz a nota do Itamaraty.
Ajuda
A assessoria de imprensa da construtora Norberto Odebrecht informou à Folha Online que a família do engenheiro receberá "todos os cuidados necessários", enquanto durar o suposto seqüestro do engenheiro.
Esta não é a primeira vez que a construtora enfrenta esse tipo de situação. Em 1977, a Odebrecht negociou com o grupo guerrilheiro ELN (Exército de Libertação Nacional) a libertação de um de seus mestres-de-obras que trabalhava na Colômbia. O funcionário ficou cinco meses em poder do grupo, mas foi libertado com vida.
A irmã do engenheiro desaparecido no Iraque disse nesta segunda-feira à Folha Online, por telefone, que falará à imprensa ainda hoje. "Até o momento não há o que dizer, mas vamos falar nesta tarde", disse Carla Vasconcellos.
Na noite de ontem, Carla disse à Folha Online que a família foi orientada a manter silêncio durante as eventuais negociações com o grupo rebelde que teria realizado o seqüestro. A família de Vasconcellos vive em Juiz de Fora (MG).
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