27/01/2005
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09h43
O governo brasileiro enviou às vítimas do tsunami cerca de 30% do que foi arrecadado com as doações da população, graças, na maior parte, às negociações conduzidas por embaixadas e consulados de países atingidos pelos efeitos do maremoto, um mês após sua ocorrência.
Segundo o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) da Presidência, estima-se que ao menos 1.600 toneladas de alimentos, medicamentos e roupas tenham sido arrecadados até meados de janeiro. O GSI foi o órgão designado pelo governo para coordenar as ações de ajuda às vítimas.
O número de doações, porém, não encontra equivalência no transporte para a região atingida pelo maremoto. Os 30% estimados pelo próprio GSI incluem donativos já enviados e os que estão para ser despachados.
Dos dias 30 de dezembro a 7 de janeiro, o governo embarcou 92 toneladas de doações, por meio de dois aviões da FAB (Força Aérea Brasileira) e um da Varig.
Desde então, iniciativas de países asiáticos predominam. A Embaixada da Indonésia diz ter transportado por via terrestre, de vários pontos do Brasil, 350 t de mantimentos, remédios e produtos de assistência à capital paulista, com "esforços do consulado".
O transporte foi providenciado por dois grupos privados que bancaram as despesas para levar os donativos para a Ásia pelas vias marítima (200 t pela Mitsui) e aérea (30 t pela Japan Airlines).
Já o Consulado do Sri Lanka no Rio acertou o envio de 320 toneladas em navios japoneses e finlandeses. Mais 180 toneladas ainda serão enviadas por via aérea em acerto com o governo.
"Nós calculamos que tínhamos cerca de 700 toneladas na Infraero (Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária), no aeroporto do Galeão (RJ), e entre 300 t e 500 t em um batalhão no Rio", disse o cônsul do Sri Lanka no Rio, Sohaku Bastos.
Ajuda inadequada
A ONG britânica Oxfam disse ontem que diversas organizações de ajuda que estão atuando na Ásia não possuem a experiência necessária para executar esse tipo de tarefa da forma adequada.
Segundo a Agência para a Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU, organizações de ajuda menores, que chegam sem aviso, podem complicar a tarefa de socorro. "Isso acontece em muitas situações críticas, é um problema comum", afirmou a porta-voz da agência à Associated Press.
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Ajuda brasileira não chega à Ásia
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da Folha de S.Paulo, no RioO governo brasileiro enviou às vítimas do tsunami cerca de 30% do que foi arrecadado com as doações da população, graças, na maior parte, às negociações conduzidas por embaixadas e consulados de países atingidos pelos efeitos do maremoto, um mês após sua ocorrência.
Segundo o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) da Presidência, estima-se que ao menos 1.600 toneladas de alimentos, medicamentos e roupas tenham sido arrecadados até meados de janeiro. O GSI foi o órgão designado pelo governo para coordenar as ações de ajuda às vítimas.
O número de doações, porém, não encontra equivalência no transporte para a região atingida pelo maremoto. Os 30% estimados pelo próprio GSI incluem donativos já enviados e os que estão para ser despachados.
Dos dias 30 de dezembro a 7 de janeiro, o governo embarcou 92 toneladas de doações, por meio de dois aviões da FAB (Força Aérea Brasileira) e um da Varig.
Desde então, iniciativas de países asiáticos predominam. A Embaixada da Indonésia diz ter transportado por via terrestre, de vários pontos do Brasil, 350 t de mantimentos, remédios e produtos de assistência à capital paulista, com "esforços do consulado".
O transporte foi providenciado por dois grupos privados que bancaram as despesas para levar os donativos para a Ásia pelas vias marítima (200 t pela Mitsui) e aérea (30 t pela Japan Airlines).
Já o Consulado do Sri Lanka no Rio acertou o envio de 320 toneladas em navios japoneses e finlandeses. Mais 180 toneladas ainda serão enviadas por via aérea em acerto com o governo.
"Nós calculamos que tínhamos cerca de 700 toneladas na Infraero (Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária), no aeroporto do Galeão (RJ), e entre 300 t e 500 t em um batalhão no Rio", disse o cônsul do Sri Lanka no Rio, Sohaku Bastos.
Ajuda inadequada
A ONG britânica Oxfam disse ontem que diversas organizações de ajuda que estão atuando na Ásia não possuem a experiência necessária para executar esse tipo de tarefa da forma adequada.
Segundo a Agência para a Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU, organizações de ajuda menores, que chegam sem aviso, podem complicar a tarefa de socorro. "Isso acontece em muitas situações críticas, é um problema comum", afirmou a porta-voz da agência à Associated Press.
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