Mundo
27/01/2005 - 12h14

Papa João Paulo 2º condena a prática da eutanásia

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da Folha Online

O papa João Paulo 2º, 84, condenou a eutanásia nesta quinta-feira, por meio de um comunicado divulgado pelo Vaticano, a fim de mobilizar a opinião pública contra esta prática médica, considerada crime em vários países.

O próprio papa sofre de mal de Parkinson, doença neurológica que leva a tremores e rigidez muscular, e é incurável. A divulgação do texto hoje foi realizada por ocasião da Quaresma, período cristão que antecede a Páscoa.

Na semana passada, o papa também conversou com um embaixador da Holanda, o primeiro país a legalizar a eutanásia para doentes adultos em fase terminal.

O papa também afirmou na mensagem que o mandamento "Não matarás", deve ser sempre respeitado, do início da vida até "o seu fim natural."

"Paliativo"

Na coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira para a divulgação da mensagem do papa, o bispo belga Andre-Mutien Leonard, identificado pelo Vaticano como especialista em eutanásia, pediu às igrejas de todo mundo que mobilizassem às pessoas em torno da questão.

"As pessoas devem ser educadas a votar. Deve haver um desejo de promover um debate e a formação de um grupo de pessoas contra a eutanásia", afirmou o bispo. Ele lamentou que esse tipo de discussão também não aconteceu na Bélgica, país que legalizou a eutanásia.

Ao mesmo tempo, ele disse que a "medicina paliativa" deve ser usada para aliviar sofrimentos, especialmente no tratamento de doenças consideradas incuráveis.

Idosos

"O que aconteceria se as pessoas de Deus aderissem a uma certa mentalidade corrente que considera essas pessoas, nossos irmãos e irmãs, quase inúteis porque têm suas capacidades reduzidas por causa de dificuldades geradas pela idade ou doença?", perguntou o papa, em comunicado.

João Paulo 2º também afirmou que a opinião pública deve considerar os idosos como "uma riqueza a ser valorizada".

Além disso, o papa afirmou que os governos dos países devem prover meios econômicos para prevenir a exclusão dos idosos da vida social.

É importante, disse João Paulo 2º, que os idosos "não pensem em si mesmos como um peso para a comunidade e, muitas vezes, para suas próprias famílias."

Com agências internacionais

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