17/02/2005
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16h35
O presidente George W. Bush afirmou nesta quinta-feira que os Estados Unidos apoiarão Israel frente ao Irã se a segurança de israelenses for ameaçada, acirrando ainda mais o clima de tensão no Oriente Médio.
"Se eu fosse dirigente israelense e ouvisse algumas declarações dos aiatolás iranianos que dizem respeito à segurança de meu país, eu ficaria preocupado com o fato de o Irã ter uma arma nuclear", declarou Bush.
De acordo com a agência de notícias Irna, o premiê sírio, Mohammad Naji al Otari, afirmou hoje que Israel é "uma fonte de instabilidade no Oriente Médio e que a Síria continuaria a dar apoio a palestinos e libaneses em suas lutas.
Bush também voltou a declarar apoio incondicional a israelenses. "Israel é nosso aliado e nós estamos firmemente comprometidos em apoiá-lo. Apoiaremos Israel se sua segurança estiver ameaçada."
As declarações de Bush ocorrem um dia após Irã e Síria terem anunciado que vão formar uma coalizão contra o que chamaram de "ameaças" e "desafios". Mesmo sem uma citação direta, os países sinalizam uma resposta aos EUA, que já classificaram o governo do Irã, além da Coréia do Norte e do Iraque da época do ex-ditador Saddam Hussein, como parte do "eixo do mal".
No início do segundo mandato, Bush alertou para o perigo da "império da tirania" à liberdade e à paz no mundo. Durante o discurso sobre o Estado da União, no início do mês, o presidente citou nominalmente os dois países como ameaças ao mundo.
Os EUA acusam o Irã de querer produzir tecnologia para a produção de armas nucleares. EUA e Síria tiveram as relações deterioradas após o ataque de segunda-feira (14) que matou o ex-premiê libanês Rafik al Hariri e outras 14 pessoas.
Muitos libaneses culpam a Síria pelo atentado em Beirute (capital do Líbano), embora o governo tenha negado a responsabilidade no caso. Um dia após o atentado, Washington retirou sua representação diplomática da Síria, em uma aparente resposta ao assassinato.
Teerã e Damasco têm sido aliados estratégicos por anos. A Síria foi o único país árabe que continuou a manter relações com o Irã durante a Guerra Irã-Iraque (1980-1988).
Com agências internacionais
Especial
Leia o que já foi publicado sobre o Irã
Leia o que já foi publicado sobre a Síria
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EUA darão apoio a Israel em eventual ataque iraniano
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da Folha OnlineO presidente George W. Bush afirmou nesta quinta-feira que os Estados Unidos apoiarão Israel frente ao Irã se a segurança de israelenses for ameaçada, acirrando ainda mais o clima de tensão no Oriente Médio.
"Se eu fosse dirigente israelense e ouvisse algumas declarações dos aiatolás iranianos que dizem respeito à segurança de meu país, eu ficaria preocupado com o fato de o Irã ter uma arma nuclear", declarou Bush.
De acordo com a agência de notícias Irna, o premiê sírio, Mohammad Naji al Otari, afirmou hoje que Israel é "uma fonte de instabilidade no Oriente Médio e que a Síria continuaria a dar apoio a palestinos e libaneses em suas lutas.
Bush também voltou a declarar apoio incondicional a israelenses. "Israel é nosso aliado e nós estamos firmemente comprometidos em apoiá-lo. Apoiaremos Israel se sua segurança estiver ameaçada."
As declarações de Bush ocorrem um dia após Irã e Síria terem anunciado que vão formar uma coalizão contra o que chamaram de "ameaças" e "desafios". Mesmo sem uma citação direta, os países sinalizam uma resposta aos EUA, que já classificaram o governo do Irã, além da Coréia do Norte e do Iraque da época do ex-ditador Saddam Hussein, como parte do "eixo do mal".
No início do segundo mandato, Bush alertou para o perigo da "império da tirania" à liberdade e à paz no mundo. Durante o discurso sobre o Estado da União, no início do mês, o presidente citou nominalmente os dois países como ameaças ao mundo.
Os EUA acusam o Irã de querer produzir tecnologia para a produção de armas nucleares. EUA e Síria tiveram as relações deterioradas após o ataque de segunda-feira (14) que matou o ex-premiê libanês Rafik al Hariri e outras 14 pessoas.
Muitos libaneses culpam a Síria pelo atentado em Beirute (capital do Líbano), embora o governo tenha negado a responsabilidade no caso. Um dia após o atentado, Washington retirou sua representação diplomática da Síria, em uma aparente resposta ao assassinato.
Teerã e Damasco têm sido aliados estratégicos por anos. A Síria foi o único país árabe que continuou a manter relações com o Irã durante a Guerra Irã-Iraque (1980-1988).
Com agências internacionais
Especial

