20/02/2005
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14h22
O governo de Israel tomou uma decisão histórica neste domingo e aprovou o plano de retirada da faixa de Gaza e parte da Cisjordânia. O projeto do premiê Ariel Sharon recebeu 17 votos a favor e cinco contra. Também foi aprovada a alteração da rota de construção da barreira na Cisjordânia, com 20 votos a favor, um contra e uma abstenção.
A votação deste domingo marca a primeira vez que Israel aprova um desmantelamento de assentamentos judaicos em territórios reivindicados por palestinos como parte de seu futuro Estado.
Sharon, "ex-patrono" dos colonos que vivem nos assentamentos judaicos instalados em territórios palestinos, disse a seus ministros que este domingo não seria um dia fácil, tampouco um dia feliz, mas que a retirada é fundamental para a segurança de Israel.
O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, reiterou em uma entrevista à revista alemã "Der Spiegel" que Israel precisa desmantelar todos os assentamentos e parar a construção da barreira. "Que direito tem Israel de construir assentamentos em nosso território?", disse Abbas à revista.
8.500 colonos
Sharon planeja desmantelar 21 assentamentos na faixa de Gaza e quatro na Cisjordânia, que representa a retirada de 8.500 colonos judeus a partir de julho deste ano. Neste domingo, o ministro israelense da Defesa, Shaul Mofaz, disse que milhares de soldados e policiais das forças de Israel participarão da operação.
A retirada dos colonos foi separada em quatro fases, e o gabinete aprovará cada uma delas separadamente. Até o momento, o gabinete não decidiu em que ordem será feito o desmantelamento.
O único empecilho para que o desmantelamento ocorra em julho é o Orçamento de 2005. Se Sharon não conseguir aprová-lo no final de março, quando será apresentado a votação, seu governo cai automaticamente. E Sharon ainda não garantiu a maioria no Parlamento na questão das despesas do plano de retirada.
O líder de oposição Yosef Lapid disse nesta semana que seu partido, o Shinui [de cunho moderado], rejeitaria o Orçamento proposto por Sharon por causa da destinação de milhões de dólares a partidos religiosos.
Rota da barreira
Ainda neste domingo, o governo israelense aprovou a alteração do traçado da construção da barreira que Israel constrói na Cisjordânia. A aprovação permitirá que dois grandes assentamentos judaicos instalados na Cisjordânia fiquem do lado israelense do "muro de proteção".
O mapa retificado da barreira inclui aproximadamente 7% da Cisjordânia ocupada, excluindo Jerusalém Oriental anexada, contra 16% no traçado original, segundo o jornal israelense "Haaretz".
A nova cerca de Israel incluirá a colônia urbana de Maalei Adumim, o principal assentamento na Cisjordânia [com 25 mil habitantes], a 10 km de Jerusalém, e as colônias de Gush Etzion (sul da Cisjordânia).
Israel justifica a construção da barreira alegando ser uma proteção contra a entrada de terroristas em seu território. Para os palestinos, o muro representa um ato separatista e a interrupção de sua liberdade de ir e vir. A comunidade internacional também condena a construção.
Em uma decisão de julho de 2004, a Corte Internacional de Justiça (CIJ) considerou a barreira ilegal e exigiu a derrubada dos trechos que já haviam sido construídos. A Assembléia Geral das Nações Unidas exigiu que Israel respeitasse o veredicto da CIJ, em uma resolução aprovada no dia 21 de julho, mas isso nunca ocorreu.
Retorno
Neste domingo, Israel permitiu o retorno de 16 palestinos à Cisjordânia. Eles haviam sido enviados pelo governo israelense para a faixa de Gaza.
"O Exército israelense anula as ordens de proibição de residência emitidas contra 16 palestinos envolvidos em atividades terroristas durante os últimos anos", diz comunicado oficial do Exército de Israel.
Os 16 palestinos cruzarão neste domingo a passagem de Erez, localizado entre a faixa de Gaza e o território israelense, e depois seguirão para a Cisjordânia.
Com agências internacionais
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Israel aprova retirada da faixa de Gaza e nova rota da barreira
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da Folha OnlineO governo de Israel tomou uma decisão histórica neste domingo e aprovou o plano de retirada da faixa de Gaza e parte da Cisjordânia. O projeto do premiê Ariel Sharon recebeu 17 votos a favor e cinco contra. Também foi aprovada a alteração da rota de construção da barreira na Cisjordânia, com 20 votos a favor, um contra e uma abstenção.
| Gil Cohen Magen/Reuters |
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| Ministros israelenses aprovam plano de retirada |
Sharon, "ex-patrono" dos colonos que vivem nos assentamentos judaicos instalados em territórios palestinos, disse a seus ministros que este domingo não seria um dia fácil, tampouco um dia feliz, mas que a retirada é fundamental para a segurança de Israel.
O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, reiterou em uma entrevista à revista alemã "Der Spiegel" que Israel precisa desmantelar todos os assentamentos e parar a construção da barreira. "Que direito tem Israel de construir assentamentos em nosso território?", disse Abbas à revista.
8.500 colonos
Sharon planeja desmantelar 21 assentamentos na faixa de Gaza e quatro na Cisjordânia, que representa a retirada de 8.500 colonos judeus a partir de julho deste ano. Neste domingo, o ministro israelense da Defesa, Shaul Mofaz, disse que milhares de soldados e policiais das forças de Israel participarão da operação.
A retirada dos colonos foi separada em quatro fases, e o gabinete aprovará cada uma delas separadamente. Até o momento, o gabinete não decidiu em que ordem será feito o desmantelamento.
O único empecilho para que o desmantelamento ocorra em julho é o Orçamento de 2005. Se Sharon não conseguir aprová-lo no final de março, quando será apresentado a votação, seu governo cai automaticamente. E Sharon ainda não garantiu a maioria no Parlamento na questão das despesas do plano de retirada.
O líder de oposição Yosef Lapid disse nesta semana que seu partido, o Shinui [de cunho moderado], rejeitaria o Orçamento proposto por Sharon por causa da destinação de milhões de dólares a partidos religiosos.
Rota da barreira
Ainda neste domingo, o governo israelense aprovou a alteração do traçado da construção da barreira que Israel constrói na Cisjordânia. A aprovação permitirá que dois grandes assentamentos judaicos instalados na Cisjordânia fiquem do lado israelense do "muro de proteção".
O mapa retificado da barreira inclui aproximadamente 7% da Cisjordânia ocupada, excluindo Jerusalém Oriental anexada, contra 16% no traçado original, segundo o jornal israelense "Haaretz".
A nova cerca de Israel incluirá a colônia urbana de Maalei Adumim, o principal assentamento na Cisjordânia [com 25 mil habitantes], a 10 km de Jerusalém, e as colônias de Gush Etzion (sul da Cisjordânia).
Israel justifica a construção da barreira alegando ser uma proteção contra a entrada de terroristas em seu território. Para os palestinos, o muro representa um ato separatista e a interrupção de sua liberdade de ir e vir. A comunidade internacional também condena a construção.
Em uma decisão de julho de 2004, a Corte Internacional de Justiça (CIJ) considerou a barreira ilegal e exigiu a derrubada dos trechos que já haviam sido construídos. A Assembléia Geral das Nações Unidas exigiu que Israel respeitasse o veredicto da CIJ, em uma resolução aprovada no dia 21 de julho, mas isso nunca ocorreu.
Retorno
Neste domingo, Israel permitiu o retorno de 16 palestinos à Cisjordânia. Eles haviam sido enviados pelo governo israelense para a faixa de Gaza.
"O Exército israelense anula as ordens de proibição de residência emitidas contra 16 palestinos envolvidos em atividades terroristas durante os últimos anos", diz comunicado oficial do Exército de Israel.
Os 16 palestinos cruzarão neste domingo a passagem de Erez, localizado entre a faixa de Gaza e o território israelense, e depois seguirão para a Cisjordânia.
Com agências internacionais
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