Mundo
05/03/2005 - 10h02

Giuliana Sgrena diz não ter sido maltratada durante seqüestro

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da France Presse, em Roma

A jornalista italiana Giuliana Sgrena, 56, disse que não foi maltratada durante seu seqüestro de um mês no Iraque. A declaração foi feita em sua chegada a Roma, neste sábado.

"Nunca me maltrataram", disse Giuliana a seus colegas de trabalho do jornal "Il Manifesto", que subiram no avião que a trouxe do Iraque depois que ele pousou no Aeroporto Ciampino, em Roma.

A jornalista disse lamentar profundamente a morte de Nicola Calipari, agente dos serviços especiais italianos, que morreu ao tentar protegê-la dos tiros disparados por soldados americanos. Outros dois agentes ficaram feridos --um ainda estaria no Iraque, segundo informações da imprensa italiana.

Na noite de sexta-feira, soldados americanos atiraram contra o veículo que transportava a jornalista recém-libertada e seus acompanhantes ao aeroporto de Bagdá. O carro não parou ao se aproximar de um posto policial na capital iraquiana.

"Finalmente a vimos. Está ferida, mas viva", disse seu pai, Franco Sgrena. "Giuliana não está muito mal. Ela pôde ir do avião até à ambulância com um pouco de ajuda", disse o colega Pier Scolari.

O diretor do "Il Manifiesto", Gabriele Polo, disse, por sua vez, que Giuliana será novamente hospitalizada devido a uma fratura na clavícula. "Ontem foi feita uma primeira operação para extrair o projétil, que talvez foi o mesmo que causou a morte de Calipari", acrescentou.

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