18/04/2005
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07h41
O cardeal alemão Joseph Ratzinger denunciou nesta segunda-feira, durante a missa de abertura do conclave, a "ditadura do relativismo" e fez uma vigorosa defesa do que qualificou de "uma fé clara, que com freqüência é etiquetada como fundamentalismo".
"Ter uma fé clara, segundo o Credo da Igreja, é com freqüência etiquetado como fundamentalismo. Enquanto o relativismo, ou seja, o deixar-se levar daqui para lá por qualquer vento de doutrina, aparece como a única atitude à altura dos tempos modernos", afirmou o decano do colégio cardinalício diante dos 115 cardeais que elegerão o sucessor de João Paulo 2º.
Durante a missa "Pró-Elegendo Pontífice", celebrada na basílica de São Pedro no Vaticano --e que inicia os rituais do conclave para a eleição do novo papa, que contou com a presença de milhares de fiéis--, o influente cardeal, que figura entre os "papáveis", fez uma defesa dos valores mais tradicionais, como já era esperado.
"A pequena barca com o pensamento dos cristãos sofreu, não pouco, pela agitação das ondas, arrastada de um extremo ao outro: do marxismo ao liberalismo até a libertinagem, do coletivismo ao individualismo mais radical, do ateísmo a um vago misticismo, do agnosticismo ao sincretismo", afirmou.
O decano do colégio cardinalício, grande defensor do dogma, que parecia cansado e que foi moderadamente aplaudido, também manifestou sua preocupação com o "nascimento a cada dia de novas seitas (...) baseadas no engano dos homens", um dos maiores problemas destacados pelos cardeais da América Latina presentes em Roma.
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Ratzinger denuncia a "ditadura do relativismo" em missa do conclave
da France Presse, no VaticanoO cardeal alemão Joseph Ratzinger denunciou nesta segunda-feira, durante a missa de abertura do conclave, a "ditadura do relativismo" e fez uma vigorosa defesa do que qualificou de "uma fé clara, que com freqüência é etiquetada como fundamentalismo".
"Ter uma fé clara, segundo o Credo da Igreja, é com freqüência etiquetado como fundamentalismo. Enquanto o relativismo, ou seja, o deixar-se levar daqui para lá por qualquer vento de doutrina, aparece como a única atitude à altura dos tempos modernos", afirmou o decano do colégio cardinalício diante dos 115 cardeais que elegerão o sucessor de João Paulo 2º.
Durante a missa "Pró-Elegendo Pontífice", celebrada na basílica de São Pedro no Vaticano --e que inicia os rituais do conclave para a eleição do novo papa, que contou com a presença de milhares de fiéis--, o influente cardeal, que figura entre os "papáveis", fez uma defesa dos valores mais tradicionais, como já era esperado.
"A pequena barca com o pensamento dos cristãos sofreu, não pouco, pela agitação das ondas, arrastada de um extremo ao outro: do marxismo ao liberalismo até a libertinagem, do coletivismo ao individualismo mais radical, do ateísmo a um vago misticismo, do agnosticismo ao sincretismo", afirmou.
O decano do colégio cardinalício, grande defensor do dogma, que parecia cansado e que foi moderadamente aplaudido, também manifestou sua preocupação com o "nascimento a cada dia de novas seitas (...) baseadas no engano dos homens", um dos maiores problemas destacados pelos cardeais da América Latina presentes em Roma.
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