30/05/2005
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15h34
A Justiça argentina deu um prazo de 72 horas à Mercedes Benz para apresentar documentos relacionados ao desaparecimento de 15 operários da filial local da empresa alemã durante a ditadura militar (1976-83).
O juiz federal Daniel Rafecas enviou uma intimação ao presidente da companhia no qual adverte que se a documentação não for remetida "em 72 horas", a sede da empresa (hoje DaimlerChrysler) será objeto de uma revista.
Os operários, a maioria integrante da comissão interna sindical combativa da Mercedes, foram despedidos depois de uma greve em 1975, desaparecendo depois durante a ditadura.
Rafecas pediu à empresa que remeta um relatório no qual o então ministro de Trabalho Carlos Ruckauf --depois chanceler de Eduardo Duhalde (2001-2003)--, e o líder do sindicato do setor automotivo, José Rodríguez, pediram à empresa que "despedisse os operários" aos quais consideravam "subversivos".
A intimação havia sido solicitada pelo promotor Federico Delgado.
O presidente argentino, Néstor Kirchner, comprometeu-se, no dia 12 de maio passado, a formar uma comissão investigadora sobre o desaparecimento dos sindicalistas, ao receber os familiares na casa de governo.
Especial
Leia o que já foi publicado sobre a ditadura militar argentina
Mercedes Benz tem 72 horas para responder por desaparecidos
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da France Presse, em Bueno AiresA Justiça argentina deu um prazo de 72 horas à Mercedes Benz para apresentar documentos relacionados ao desaparecimento de 15 operários da filial local da empresa alemã durante a ditadura militar (1976-83).
O juiz federal Daniel Rafecas enviou uma intimação ao presidente da companhia no qual adverte que se a documentação não for remetida "em 72 horas", a sede da empresa (hoje DaimlerChrysler) será objeto de uma revista.
Os operários, a maioria integrante da comissão interna sindical combativa da Mercedes, foram despedidos depois de uma greve em 1975, desaparecendo depois durante a ditadura.
Rafecas pediu à empresa que remeta um relatório no qual o então ministro de Trabalho Carlos Ruckauf --depois chanceler de Eduardo Duhalde (2001-2003)--, e o líder do sindicato do setor automotivo, José Rodríguez, pediram à empresa que "despedisse os operários" aos quais consideravam "subversivos".
A intimação havia sido solicitada pelo promotor Federico Delgado.
O presidente argentino, Néstor Kirchner, comprometeu-se, no dia 12 de maio passado, a formar uma comissão investigadora sobre o desaparecimento dos sindicalistas, ao receber os familiares na casa de governo.
Especial
