Mundo
17/06/2005 - 12h58

Anistia internacional condena EUA por decisão sobre Guantánamo

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da EFE, Londres

A organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional (AI) condenou nesta sexta-feira a decisão dos Estados Unidos de ampliar o campo de detenção de Guantánamo [base americana em Cuba], e pediu o fechamento do que considera um centro de tortura e maus-tratos.

Segundo a imprensa americana, o Departamento de Defesa planeja a construção, sob encomenda da empresa Halliburton, de uma nova unidade de detenção com capacidade para 220 prisioneiros e um muro de segurança orçados em mais de US$ 30 milhões.

"É uma decisão errada e atiçará a preocupação mundial sobre as notícias de tortura, maus-tratos, humilhação religiosa e detenção arbitrária que saem dali", afirmou a AI em comunicado.

A organização, com sede em Londres, pediu ao presidente George W. Bush que feche a prisão de Guantánamo e esclareça a situação dos vários centros de detenção que os EUA têm pelo mundo. Além disso, a AI pede que uma comissão independente investigue os casos de tortura denunciados.

O procurador-geral dos EUA, Alberto Gonzales, afirmou nesta semana em Sheffield (norte da Inglaterra), onde se reúnem os ministros do Interior do G8 (sete países mais ricos do mundo mais a Rússia), que a prisão da base americana não será fechada porque "a luta [contra o terrorismo] continua".

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