20/07/2005
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22h32
Mais da metade dos soldados americanos no Iraque afirmam que existem problemas de moral em suas unidades, com particular preocupação a respeito de longos destacamentos, de acordo com um relatório divulgado pelo Exército nesta quarta-feira.
Segundo o estudo, 53% dos soldados entrevistados afirmaram que o moral em suas unidades estava baixo ou muito baixo. Apenas 9% reportaram moral alto ou muito alto.
A pesquisa, realizada em janeiro mas só divulgada nesta quarta-feira, pretendia avaliar o moral e a saúde mental dos soldados que serviam no Iraque e no Kuait entre agosto e outubro de 2004.
Embora o desânimo entre os soldados continue sendo um problema, o Exército afirma que os números melhoraram em relação ao ano passado, quando uma pesquisa apontava que 72% dos soldados diziam acreditar que o moral estava baixo ou muito baixo em suas unidades.
De acordo com o relatório do Exército, 36% dos soldados afirmou que seu moral individual está baixo ou muito baixo --número bem abaixo dos 52% registrados um ano antes.
Segundo os resultados da pesquisa, a principal causa de estresse entre os soldados, além do conflito, são os longos períodos de destacamento no Iraque. Em geral, os soldados servem durante um ano e em muitos casos este período é prolongado por semanas ou meses pouco antes da data prevista para seu retorno aos EUA
Um total de 52% dos soldados afirmou que tem preocupação alta ou muito alta a respeito dos longos períodos de permanências das tropas no Iraque.
No ano passado, autoridades do Exército disseram estar considerando o encurtamento do tempo de serviço no Iraque e no Afeganistão, devido ao receio de que os longos períodos tornasse mais difícil gerar novos alistamentos e manter os soldados atuais em serviço.
Suicídio
O índice de suicídio entre os soldados americanos em serviço no Iraque caiu de 18 a cada 100 mil em 2003 para 8.5 a cada 100 mil em 2004, segundo o relatório do Exército.
A Guerra do Iraque teve início em março de 2003. O Exército atribuiu a queda ao estabelecimento de programas de ajuda psiquiátrica para os soldados.
De acordo com a pesquisa, 17% dos soldados afirmou ter problemas emocionais, familiares ou com o uso de álcool ou níveis moderados ou severos de estresse -- número abaixo dos 23% registrados no ano passado.
Ao menos 10% dos soldados entrevistados afirmaram sofrer de sintomas agudos e estresse pós-traumático.
Um time de especialistas enviado pelo Exército ao Iraque entrevistou mais de 2.000 soldados dos EUA.
Com agências internacionais
Especial
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Maioria dos soldados diz que moral das tropas dos EUA está baixo
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da Folha OnlineMais da metade dos soldados americanos no Iraque afirmam que existem problemas de moral em suas unidades, com particular preocupação a respeito de longos destacamentos, de acordo com um relatório divulgado pelo Exército nesta quarta-feira.
Segundo o estudo, 53% dos soldados entrevistados afirmaram que o moral em suas unidades estava baixo ou muito baixo. Apenas 9% reportaram moral alto ou muito alto.
A pesquisa, realizada em janeiro mas só divulgada nesta quarta-feira, pretendia avaliar o moral e a saúde mental dos soldados que serviam no Iraque e no Kuait entre agosto e outubro de 2004.
Embora o desânimo entre os soldados continue sendo um problema, o Exército afirma que os números melhoraram em relação ao ano passado, quando uma pesquisa apontava que 72% dos soldados diziam acreditar que o moral estava baixo ou muito baixo em suas unidades.
De acordo com o relatório do Exército, 36% dos soldados afirmou que seu moral individual está baixo ou muito baixo --número bem abaixo dos 52% registrados um ano antes.
Segundo os resultados da pesquisa, a principal causa de estresse entre os soldados, além do conflito, são os longos períodos de destacamento no Iraque. Em geral, os soldados servem durante um ano e em muitos casos este período é prolongado por semanas ou meses pouco antes da data prevista para seu retorno aos EUA
Um total de 52% dos soldados afirmou que tem preocupação alta ou muito alta a respeito dos longos períodos de permanências das tropas no Iraque.
No ano passado, autoridades do Exército disseram estar considerando o encurtamento do tempo de serviço no Iraque e no Afeganistão, devido ao receio de que os longos períodos tornasse mais difícil gerar novos alistamentos e manter os soldados atuais em serviço.
Suicídio
O índice de suicídio entre os soldados americanos em serviço no Iraque caiu de 18 a cada 100 mil em 2003 para 8.5 a cada 100 mil em 2004, segundo o relatório do Exército.
A Guerra do Iraque teve início em março de 2003. O Exército atribuiu a queda ao estabelecimento de programas de ajuda psiquiátrica para os soldados.
De acordo com a pesquisa, 17% dos soldados afirmou ter problemas emocionais, familiares ou com o uso de álcool ou níveis moderados ou severos de estresse -- número abaixo dos 23% registrados no ano passado.
Ao menos 10% dos soldados entrevistados afirmaram sofrer de sintomas agudos e estresse pós-traumático.
Um time de especialistas enviado pelo Exército ao Iraque entrevistou mais de 2.000 soldados dos EUA.
Com agências internacionais
Especial
