12/08/2005
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10h28
O governo do Líbano anunciou a libertação do clérigo radical muçulmano Omar Bakri, horas depois de o Reino Unido declarar que ele não teria autorização para retornar ao país.
Bakri foi libertado após o Líbano constatar que o clérigo "não havia cometido nenhum crime" e que "não havia informações que o incriminassem". Sua prisão havia ocorrido na capital Beirute ontem, cinco dias após Bakri ter partido em direção ao Líbano supostamente para férias. Ele vivia havia 20 anos no Reino Unido.
O clérigo, 45, tem cidadania síria e libanesa e chamou atenção quando afirmou que não informaria à polícia se soubesse de planos de atentados, como os do dia 7 de julho, cometidos por quatro terroristas suicidas que mataram 52 pessoas. Bakri disse que o islã o proibiu de denunciar muçulmanos à polícia britânica.
"Bem da população"
O governo britânico afirmou nesta sexta-feira que seu retorno foi proibido porque sua presença "não contribuía para o bem da população". Durante a detenção de Bakri, foram questionadas as circunstâncias de sua vinda ao Líbano.
Em uma entrevista a uma TV libanesa, gravada minutos antes de sua prisão, Bakri disse que estava sendo alvo por suas visões políticas e que não retornaria ao Reino Unido. Ele negou qualquer ligação com a rede terrorista Al Qaeda, de Osama Bin Laden.
Jornais libaneses informaram nesta sexta-feira que a Síria pediu a Beirute que entregasse Bakri, mas o dado não foi confirmado pelo governo sírio.
Com agências internacionais
Especial
Leia cobertura completa sobre os ataques em Londres
Reino Unido nega retorno de radical libertado no Líbano
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da Folha OnlineO governo do Líbano anunciou a libertação do clérigo radical muçulmano Omar Bakri, horas depois de o Reino Unido declarar que ele não teria autorização para retornar ao país.
Bakri foi libertado após o Líbano constatar que o clérigo "não havia cometido nenhum crime" e que "não havia informações que o incriminassem". Sua prisão havia ocorrido na capital Beirute ontem, cinco dias após Bakri ter partido em direção ao Líbano supostamente para férias. Ele vivia havia 20 anos no Reino Unido.
O clérigo, 45, tem cidadania síria e libanesa e chamou atenção quando afirmou que não informaria à polícia se soubesse de planos de atentados, como os do dia 7 de julho, cometidos por quatro terroristas suicidas que mataram 52 pessoas. Bakri disse que o islã o proibiu de denunciar muçulmanos à polícia britânica.
"Bem da população"
O governo britânico afirmou nesta sexta-feira que seu retorno foi proibido porque sua presença "não contribuía para o bem da população". Durante a detenção de Bakri, foram questionadas as circunstâncias de sua vinda ao Líbano.
Em uma entrevista a uma TV libanesa, gravada minutos antes de sua prisão, Bakri disse que estava sendo alvo por suas visões políticas e que não retornaria ao Reino Unido. Ele negou qualquer ligação com a rede terrorista Al Qaeda, de Osama Bin Laden.
Jornais libaneses informaram nesta sexta-feira que a Síria pediu a Beirute que entregasse Bakri, mas o dado não foi confirmado pelo governo sírio.
Com agências internacionais
Especial


