14/08/2005
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12h18
A queda de um avião cipriota na Grécia neste domingo, que causou a morte das 121 pessoas (115 passageiros e seis tripulantes) que viajavam a bordo, "não se deve a um ataque terrorista", declarou o diretor do escritório de informação da presidência cipriota, Marios Karoyan, no Aeroporto de Larnaca (Chipre).
O boeing 737 da companhia cipriota Helios colidiu contra uma montanha. O avião, proveniente de Larnaca, caiu por volta das 12h locais em Varnava, 40 quilômetros ao norte de Atenas. O Estado-Maior do exército grego chegou a cogitar a hipótese de seqüestro ou atentado terrorista.
A tese mais provável para explicar a queda do avião, porém, já era a de problemas técnicos. Segundo a polícia grega, o piloto do boeing enviou à torre de controle do aeroporto em Atenas, pouco antes de cair, uma última mensagem para advertir sobre um problema no sistema de pressurização e climatização --que mantém a temperatura dentro da aeronave. A torre, então, enviou dois caças F-16 para escoltá-la.
Antes de ocorrer a queda do avião, os pilotos dos caças declararam não detectar nenhum movimento no cockpit. O piloto, de origem alemã, não teria sido visto pelos caças, enquanto o co-piloto, de origem gergo-cipriota, estaria de costas, aparentemente sentindo-se mal. As máscaras de oxigênio, por sua vez, estavam acionadas.
Segundo fontes da investigação, o aparelho tinha um histórico de danos e consertos no sistema de calefação e de pressurização da cabine.
Um parente cipriota de um dos passageiros que estava no boeing disse à canais de TV locais que todos morreram de frio antes de a aeronave colidir contra uma montanha.
Spiros Vutas disse que recebeu uma mensagem de texto de seu primo, Nikos Petridis, em que este se despedia e dizia que todos estavam com muito frio e que o piloto e o co-piloto estavam congelados.
"Foi iniciada uma investigação com as autoridades gregas para comprovar as identidades e nacionalidades dos passageiros", declarou o ministro dos Transportes do Chipre, Charis Thrasou, antes de se dirigir ao aeroporto de Larnaca. O resgate dos corpos e destroços já começou.
A Helios, criada em 1999, é a única companhia aérea privada do Chipre. A empresa de baixo custo possui quatro boeings 737 e viaja principalmente para Londres, Atenas, Sofia, Dublin e Estrasburgo.
Com agências internacionais
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da Folha OnlineA queda de um avião cipriota na Grécia neste domingo, que causou a morte das 121 pessoas (115 passageiros e seis tripulantes) que viajavam a bordo, "não se deve a um ataque terrorista", declarou o diretor do escritório de informação da presidência cipriota, Marios Karoyan, no Aeroporto de Larnaca (Chipre).
O boeing 737 da companhia cipriota Helios colidiu contra uma montanha. O avião, proveniente de Larnaca, caiu por volta das 12h locais em Varnava, 40 quilômetros ao norte de Atenas. O Estado-Maior do exército grego chegou a cogitar a hipótese de seqüestro ou atentado terrorista.
| Thanassis Stavrakis/AP |
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| Destroços do boeing 737 que caiu na Grécia |
Antes de ocorrer a queda do avião, os pilotos dos caças declararam não detectar nenhum movimento no cockpit. O piloto, de origem alemã, não teria sido visto pelos caças, enquanto o co-piloto, de origem gergo-cipriota, estaria de costas, aparentemente sentindo-se mal. As máscaras de oxigênio, por sua vez, estavam acionadas.
Segundo fontes da investigação, o aparelho tinha um histórico de danos e consertos no sistema de calefação e de pressurização da cabine.
Um parente cipriota de um dos passageiros que estava no boeing disse à canais de TV locais que todos morreram de frio antes de a aeronave colidir contra uma montanha.
Spiros Vutas disse que recebeu uma mensagem de texto de seu primo, Nikos Petridis, em que este se despedia e dizia que todos estavam com muito frio e que o piloto e o co-piloto estavam congelados.
"Foi iniciada uma investigação com as autoridades gregas para comprovar as identidades e nacionalidades dos passageiros", declarou o ministro dos Transportes do Chipre, Charis Thrasou, antes de se dirigir ao aeroporto de Larnaca. O resgate dos corpos e destroços já começou.
A Helios, criada em 1999, é a única companhia aérea privada do Chipre. A empresa de baixo custo possui quatro boeings 737 e viaja principalmente para Londres, Atenas, Sofia, Dublin e Estrasburgo.
Com agências internacionais
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