Mundo
23/08/2005 - 11h46

Israel completa plano de retirada de Gaza e Cisjordânia

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da Folha Online

Israel finalizou hoje o plano de retirada dos 25 assentamentos judaicos (todos os 21 de Gaza e 4 da Cisjordânia), após remover duas colônias na Cisjordânia. O processo foi muito mais rápido que o esperado e põe fim a 38 anos de ocupação, em Gaza.

Cerca de 10 mil soldados foram mobilizados para ficar em alerta durante a retirada dos colonos dos dois assentamentos. Informações da inteligência israelense, divulgadas nos jornais dos últimos dias, diziam que ativistas tinham "estoques de armas" e granadas, e estavam preparados para confrontar os militares.

Os soldados entraram nas duas últimas colônias na Cisjordânia onde os moradores ainda resistiam, e que ainda não tinham sofrido a intervenção oficial militar --Sanur e Homesh-- logo na manhã desta terça-feira, enfrentando vários ativistas, que jogavam lixo e garrafas contra os militares.

As outras duas colônias a serem esvaziadas na Cisjordânia, Ganim e Kadim, foram abandonadas voluntariamente por seus moradores. Restam na região, ainda, 230 mil colonos.

Sanur

O maior foco de resistência foi registrado em Sanur, onde cerca de 40 ativistas subiram até o telhado da fortificação, e estavam armados lanças de metal e estacas.

Logo depois de retirar os ativistas do telhado, os soldados pararam e esperaram em silêncio, enquanto o grupo rezava. Todos foram presos logo em seguida.

Forças de segurança esperavam que a retirada dos colonos de Sanur --vista como um bastião dos ativistas anti-retirada, fosse bem mais difícil. Excluindo-se a resistência, a remoção dos colonos e ativistas que estavam no local aconteceu quase que sem violência.

Assim que os soldados entraram em Sanur, forças de segurança invadiram duas sinagogas, para retirar ultranacionalistas que já se reuniam no local.

Homesh

Em Homesh, os moradores se entrincheiraram em uma sinagoga local, e jogaram tinta, condimentos e óleo de cozinha sobre os soldados. A resistência não adiantou: um a um, os colonos e ativistas foram retirados do local, e colocados em ônibus com destino a Israel.

Um colono judeu foi preso nesta terça-feira ao tentar esfaquear um soldado israelense no assentamento de Homesh, um dos dois que ainda não foram desocupados na Cisjordânia.

A maior resistência enfrentada em Homesh aconteceu dentro de um seminário religioso, em que soldados, usando escudos protetores, tiveram que cortar o arame farpado que cercava o teto do local, onde estavam entrincheirados vários ativistas, que foram retirados pouco tempo depois.

Apesar de alguns estarem armados, vários ativistas não ofereceram resistência quando foram retirados do teto do local e trazidos ao chão.

Com agências internacionais

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