31/08/2005
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21h13
O prefeito de Nova Orleans (Louisiana, EUA), Ray Nagin, afirmou nesta quarta-feira que milhares de pessoas podem ter morrido na cidade devido à passagem do furacão Katrina.
"Nós sabemos que há um número significativo de corpos na água, e muitos outros em sótãos", disse Nagin. Questionado a respeito de um número, ele disse apenas "no mínimo, centenas, mas provavelmente são milhares".
Nagin afirmou que uma "quantidade notável" de corpos foi encontrada nas águas que correm pela cidade. Segundo ele, é preciso considerar também que muitos corpos poderão ser encontrados em "bocas-de-lobo", onde pessoas se esconderam na esperança de fugir do furacão.
Segundo o prefeito --que ordenou o esvaziamento total da cidade-- os moradores da cidade podem ter de esperar até quatro meses para voltar a suas casas nas áreas mais afetadas pelo furacão Katrina.
Enquanto o Corpo de Bombeiros trabalha para controlar as enchentes --a água já parou de subir em Nova Orleans--, cerca de 25 mil pessoas que atualmente ocupam o Superdome [estádio com capacidade para 75 mil] serão removidas para outro estádio, o Astrodome, em Houston (Texas). Nos próximos dois dias, 475 ônibus farão o transporte dessas pessoas.
"Provavelmente serão necessárias de 12 a 16 semanas antes que as pessoas possam voltar".
Recuperação
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, afirmou nesta quarta-feira que sua administração está agindo rapidamente para salvar vidas e dar todo o apoio às inúmeras vítimas do furacão Katrina, mas que a recuperação "deve durar anos".
"Estamos lidando com um dos piores desastres nacionais na história de nosso país", afirmou Bush durante uma conferência de imprensa após um vôo no Air Force One sobre as regiões afetadas, para medir os danos.
"Será um caminho difícil", acrescentou Bush. "Nossos cidadãos devem entender que esta tempestade interrompeu a capacidade de produção e distribuição de gasolina".
Embora Bush não tenha tentado minimizar a destruição causada pelo Katrina, ele expressou otimismo em suas palavras dirigidas às vítimas da tempestade que perderam suas casas, bens e empregos.
"Estou confiante de que, com o tempo, vocês terão suas vidas em ordem novamente, novas comunidades surgirão, a grande cidade de Nova Orleans se reerguerá e os EUA serão um país mais fortalecido", afirmou.
Medidas
Segundo o ministro americano do Interior, Michael Chertoff, carregamentos de água, gelo, alimentos, medicamentos, geradores e barracas estão sendo transportados em 1.700 caminhões, em uma resposta inicial de emergência à catástrofe.
Na conferência de imprensa, Chertoff citou uma lista de medidas que estão sendo tomadas pelo governo --que variam de inspeções de pontes à restauração de linhas de comunicação e combate a mosquitos nas regiões inundadas.
De acordo com Michael Leavitt, ministro da Saúde e dos Serviços Humanos, foi declarado estado de emergência de saúde pública na entre Louisiana e a Flórida. "Estamos muito preocupados com o potencial para a proliferação da cólera, da febre tifóide e da desidratação, que podem resultar das inundações e da falta de água potável", afirmou.
Mississippi
O número de mortos chegou a ao menos 110 apenas no Mississippi. No entanto, a proporção do desastre ainda não está clara, já que algumas áreas da costa do Mississippi e de Nova Orleans estão sem comunicação.
Lousiana ainda não tem uma contagem oficial de mortos. A Cruz Vermelha diz que já acolheu mais de 40 mil desabrigados em 200 locais da área de Nova Orleans.
O Pentágono montou uma das maiores operações de resgate na história dos Estados Unidos, mandando quatro navios com água potável e equipamentos médicos.
O furacão Katrina atingiu os EUA na última segunda-feira (28), deixando um rastro gigantesco de destruição. Estima-se que as seguradoras do país terão um gasto recorde nesse tipo de caso: US$ 26 bilhões.
Com agências internacionais
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da Folha OnlineO prefeito de Nova Orleans (Louisiana, EUA), Ray Nagin, afirmou nesta quarta-feira que milhares de pessoas podem ter morrido na cidade devido à passagem do furacão Katrina.
"Nós sabemos que há um número significativo de corpos na água, e muitos outros em sótãos", disse Nagin. Questionado a respeito de um número, ele disse apenas "no mínimo, centenas, mas provavelmente são milhares".
Nagin afirmou que uma "quantidade notável" de corpos foi encontrada nas águas que correm pela cidade. Segundo ele, é preciso considerar também que muitos corpos poderão ser encontrados em "bocas-de-lobo", onde pessoas se esconderam na esperança de fugir do furacão.
Segundo o prefeito --que ordenou o esvaziamento total da cidade-- os moradores da cidade podem ter de esperar até quatro meses para voltar a suas casas nas áreas mais afetadas pelo furacão Katrina.
Enquanto o Corpo de Bombeiros trabalha para controlar as enchentes --a água já parou de subir em Nova Orleans--, cerca de 25 mil pessoas que atualmente ocupam o Superdome [estádio com capacidade para 75 mil] serão removidas para outro estádio, o Astrodome, em Houston (Texas). Nos próximos dois dias, 475 ônibus farão o transporte dessas pessoas.
"Provavelmente serão necessárias de 12 a 16 semanas antes que as pessoas possam voltar".
Recuperação
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, afirmou nesta quarta-feira que sua administração está agindo rapidamente para salvar vidas e dar todo o apoio às inúmeras vítimas do furacão Katrina, mas que a recuperação "deve durar anos".
"Estamos lidando com um dos piores desastres nacionais na história de nosso país", afirmou Bush durante uma conferência de imprensa após um vôo no Air Force One sobre as regiões afetadas, para medir os danos.
"Será um caminho difícil", acrescentou Bush. "Nossos cidadãos devem entender que esta tempestade interrompeu a capacidade de produção e distribuição de gasolina".
Embora Bush não tenha tentado minimizar a destruição causada pelo Katrina, ele expressou otimismo em suas palavras dirigidas às vítimas da tempestade que perderam suas casas, bens e empregos.
"Estou confiante de que, com o tempo, vocês terão suas vidas em ordem novamente, novas comunidades surgirão, a grande cidade de Nova Orleans se reerguerá e os EUA serão um país mais fortalecido", afirmou.
Medidas
Segundo o ministro americano do Interior, Michael Chertoff, carregamentos de água, gelo, alimentos, medicamentos, geradores e barracas estão sendo transportados em 1.700 caminhões, em uma resposta inicial de emergência à catástrofe.
Na conferência de imprensa, Chertoff citou uma lista de medidas que estão sendo tomadas pelo governo --que variam de inspeções de pontes à restauração de linhas de comunicação e combate a mosquitos nas regiões inundadas.
De acordo com Michael Leavitt, ministro da Saúde e dos Serviços Humanos, foi declarado estado de emergência de saúde pública na entre Louisiana e a Flórida. "Estamos muito preocupados com o potencial para a proliferação da cólera, da febre tifóide e da desidratação, que podem resultar das inundações e da falta de água potável", afirmou.
Mississippi
O número de mortos chegou a ao menos 110 apenas no Mississippi. No entanto, a proporção do desastre ainda não está clara, já que algumas áreas da costa do Mississippi e de Nova Orleans estão sem comunicação.
Lousiana ainda não tem uma contagem oficial de mortos. A Cruz Vermelha diz que já acolheu mais de 40 mil desabrigados em 200 locais da área de Nova Orleans.
O Pentágono montou uma das maiores operações de resgate na história dos Estados Unidos, mandando quatro navios com água potável e equipamentos médicos.
O furacão Katrina atingiu os EUA na última segunda-feira (28), deixando um rastro gigantesco de destruição. Estima-se que as seguradoras do país terão um gasto recorde nesse tipo de caso: US$ 26 bilhões.
Com agências internacionais
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